segunda-feira, 30 de junho de 2014

A opinião do CNIPE sobre o Calendário Escolar de 2014/15


Estou de acordo que o calendário escolar não deveria estar sujeito a feriados religiosos, sobretudo a um móvel como é o Domingo de Páscoa. Este ano sentimos na pele a grande diferença que pode existir entre os períodos, algo que é prejudicial para todos.

No entanto, a justificação dada pelo CNIPE não convence para este ano letivo que se avizinha. O CNIPE quer modificar o calendário "para evitar períodos de aulas "muito longos e cansativos"". No entanto, para eles, esse problema só se coloca entre o 2º e 3º período, já que consideram que o 1º período está bem como está.

Mas, analisando bem o calendário escolar de 2014/15, verifica-se que:

  • O 1º período tem a duração de 13 semanas e 3 ou 1 dia (caso comece a 11 ou a 15 de setembro);
  • O 2º período tem a duração de 10 semanas e 2 dias;
  • O 3º período tem a duração de 8 semanas e 3 dias (para 9º, 11º e 12º ano) ou 9 semanas e 2 dias (para os restantes, exceto 6º ano) (as turmas do 6º ano com uma duração intermédia, já que a direção que decide em que dia acaba, entre 5 e 12 de junho).

Ou seja, se formos falar na maioria das turmas, o 2º e 3º período já estão bem divididos, com 1 semana de diferença entre ambos! O período de aulas muito longo e cansativo acaba por ser o 1º período, em comparação com os outros.

Alguns excertos da notícia do Público:
"A Confederação Nacional de Associações de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) vai defender, no parlamento, que as férias dos alunos deixem de estar dependentes do calendário religioso, para evitar períodos de aulas "muito longos e cansativos".

Para a CNIPE, apenas o 1.º período se deve manter tal como está: a começar em Setembro e a terminar em meados de Dezembro. "No próximo ano, o 2.º período só vai terminar no final de Março. Vai ser, outra vez, um período muito longo e cansativo e depois os alunos terão um 3.º período muito curto, que vai servir apenas para se preparem para os testes e exames", alertou António Parente.

Para a CNIPE, os períodos deveriam ser divididos de forma mais equilibrada: "Achamos que os meses de aulas, que vão entre Janeiro e meados de Junho, que é quando acabam as aulas, devem ser divididos ao meio e aí deve ser feita uma pausa."

domingo, 29 de junho de 2014

Quantas são as escolas com contrato de autonomia?


Pelo que se pode ler na notícia, já são 212 escolas que têm contrato de autonomia assinado, mais do que as (aproximadamente) 170 escolas noticiadas em novembro.

Outras conclusões que se podem tirar das declarações do DGEstE (Director Geral dos Estabelecimentos Escolares) é que, como já se previa, o intuito é TODAS as escolas virem a assinar contrato de autonomia, e depois fazer a municipalização dessas mesmas escolas.

Basicamente, caminhamos a passos largos para o fim dos concursos nacionais! Não esquecer que, já a partir deste ano letivo que se avizinha, as escolas com contrato de autonomia e EPE (assim como, até ao ano letivo 2016/17, as escolas TEIP, profissionais e de ensino artístico) irão contratar os seus docentes através de Bolsas de Contratação de Escola (e cujas implicações e constrangimentos falei aqui).

Já agora, aposto que algumas das escolas que recentemente assinaram (e as que irão brevemente assinar) contratos de autonomia são escolas TEIP, profissionais e de ensino artístico! É que, na minha opinião, essa é a real explicação (o fim desse tipo de escolas e a sua "autonomia") dessas escolas usarem bolsas de contratação de escolas só até 2016/17.

Alguns excertos da notícia do Público:
""Há vontade política e havemos de transferir o máximo de competências possível, tendo em conta os constrangimentos financeiros. Mas, se aumentam as competências, também aumentam as responsabilidades", vincou, perante uma plateia composta por cerca de centena e meia de professores.

"Lancei o desafio a todas as escolas e perguntei se estavam disponíveis para avançar para a autonomia, desenvolvendo acções de informação e acções de acompanhamento", destacou aquele responsável, tendo lembrado o cepticismo existente em relação à assinatura dos respectivos contratos.

"Lembro quando toda a gente me dizia que não haveria disponibilidade para a assinatura de contratos mas nós acabámos por assinar, até ao momento, 212 contratos de autonomia, e temos mais para assinar em breve", frisou.

José Duarte disse ainda à Lusa que a descentralização de competências para um município "só faz sentido quando acompanhada de um contrato de autonomia com as escolas", entidades que têm de fazer o seu diagnóstico, definir as suas metas e os seus objectivos, e depois dar provas e pedir provas do que está a ser feito"."

sábado, 28 de junho de 2014

Calendário Escolar 2014/15 - Projeto de despacho

Já chegou às escolas o projeto de despacho do calendário escolar para o ano letivo 2014/15.

Relativamente à proposta apresentada pelo MEC, houve algumas alterações (início do ano letivo entre 11 e 15 de setembro, fim do 2º período, início do 3º período, fim do 3º período para o 6º ano e fim do acompanhamento extraordinário para o 4º e 6º ano). 

Os exames do 1º e 2º Ciclo mantêm-se em maio e irão ocupar quase 4 dias de uma semana (18 a 21 de maio), visto serem em dias diferentes.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Exames - Matemática (3º Ciclo/2ª Chamada), Geometria Descritiva A e Literatura Portuguesa

Já se encontram disponíveis os exames realizados hoje, 27/06/2014, assim como os respetivos critérios de avaliação:

Matemática 92 |1.ª Fase/2.ª ChamadaProva [Caderno 1 - Caderno 2] - Critérios de classificação - Critérios adaptados

Geometria Descritiva A 708 | Prova - Critérios de classificação

Literatura Portuguesa 734 | Prova - Critérios de classificação

Concurso para a Casa Pia


"Informa-se que se encontra aberto, a partir de 2.ª feira (inclusive), 30 de Junho de 2014, pelo prazo de 5 dias úteis, concurso anual com vista ao suprimento das necessidades de contratação de pessoal docente, da Casa Pia de Lisboa, I.P., para o ano escolar de 2014/2015.

As candidaturas deverão ser entregues, entre as 10 e as 17 horas, nos Serviços Centrais da Casa Pia de Lisboa, na Av. do Restelo, n.º 1, 1449-008 Lisboa, ou remetidas por correio, registado e com aviso de recepção, para a mesma morada, considerando-se tempestiva a candidatura que apresente data do registo postal até ao termo do prazo de 5 dias acima mencionado."

Formulário de Candidatura 2014-2015
Aviso n.º 7520/2014, de 27 de Junho

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Exames - Inglês, Francês, Espanhol e Alemão

Já se encontram disponíveis os exames de Inglês, Francês, Espanhol e Alemão realizados hoje, 26/06/2014, assim como os respetivos critérios de avaliação:

Inglês 550 | Prova - Critérios de classificação

Francês 517 | Prova - Critérios de classificação

Espanhol 547 | Prova - Critérios de classificação

Alemão 501 | Prova - Critérios de classificação

Exames - Matemática A e Matemática B

Já se encontram disponíveis os exames de Matemática (A e B) realizados hoje, 26/06/2014, assim como os respetivos critérios de avaliação:

Matemática A 635 | Prova [Versão 1  - Versão 2 ] - Critérios de classificação 

Como correu o exame de Matemática?



Madeira - Mobilidade de Pessoal Docente

De 25 de junho a 4 de julho

"Para  efeito de conhecimento e de  execução,  informa-se V. Ex.ª que a Portaria n.º 91-A/2008, de 18 de julho, relativa ao assunto identificado em epígrafe, bem como os modelos de destacamento, requisição, comissão de serviço e afetação, se encontram disponíveis na página desta Direção Regional.
Alerta-se ainda, que os modelos tipo deverão ser enviados a estes serviços impreterivelmente até ao dia 3 de Julho de 2014.
Nota: O Modelo n.º 4 deverá ser preenchido apenas nas situações de mobilidade para fora das escolas da rede pública."

Anexos do destaque:

Açores - Concurso de 26 de junho a 9 de julho

Foi publicado o Aviso de Abertura do Concurso Interno e Externo Extraordinário para a Região Autónoma dos Açores, assim como as vagas existentes.
.
Este concurso tem "particularidades" muito próprias, pelo que devem ler com atenção os documentos apresentados.

Em caso de dúvidas, foi também disponibilizado Notas de Apoio para o correto preenchimento do formulário de candidatura.


Aviso de Abertura:

Vagas:

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Exames - Português (3º Ciclo/2ª Chamada), Biologia e Geologia, MACS e Economia A

Já se encontram disponíveis os exames realizados hoje, 25/06/2014, assim como os respetivos critérios de avaliação:

Português 91 |1.ª Fase/2.ª ChamadaProva - Critérios de classificação

Biologia e Geologia 702 | Prova [Versão 1 - Versão 2] - Critérios de classificação


Matemática Aplicada às Ciências Sociais 835 | Prova - Critérios de classificação - Critérios adaptados 


Economia A 712 | Prova [Versão 1 - Versão 2] - Critérios de classificação - Critérios adaptados

E como correu o exame de Biologia e Geologia?


Embora seja só uma pequena amostra, os alunos entrevistados, mas estes acharam que "este ano a prova era “fácil, mais fácil do que a do ano passado”". "Este ano, estavam inscritos cerca de 55 mil alunos no exame mais concorrido e importante para quem pretende seguir os cursos científicos, como os de saúde." 

Ou seja, a dificuldade dos exames continua (teoricamente) a seguir o seu rumo.

TALIS 2013 - O perfil de Portugal e tabela de valores

Retirado daqui:















TALIS 2013

Foi hoje publicado o TALIS 2013 (Teaching And Learning International Survey).

O estudo completo:

Comparação com outros países/média:

É preciso um novo dicionário...

Já tivemos o "inconseguimento" de Assunção Esteves e o "irrevogável" de Paulo Portas. Agora voltou a ser notícia a nova definição de "diálogo" por parte do MEC. Digo "voltou" visto que os sindicatos já conhecem essa definição há muito tempo. 

Desta vez foram os municípios a perceberem o que significa "diálogo" quando o MEC é uma das partes envolvidas. Bem, nessa nova definição, só há uma parte envolvida...


Alguns excertos da notícia do Público:
"“Muito de nós tivemos conhecimento das escolas que o MEC tenciona encerrar nos nossos municípios através da comunicação social. E em muitos casos há, efectivamente, desacordo. É inadmissível a forma como as coisas estão a ser feitas e é inconcebível que que o MEC chame a isto diálogo”, criticou o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Manuel Machado, em declarações ao PÚBLICO.

O presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, foi um dos que reagiram em declarações à Lusa, considerando que encerrar nove escolas naquele concelho sem que o centro escolar esteja concluído é uma medida “economicista" e "precipitada”. Num concelho onde foram fechadas 381 escolas desde o ano 2000, o custo dos transportes escolares ronda os 800 mil euros por ano e desse valor só 200 mil é que são comparticipados pelo MEC, sendo os restantes 600 mil euros pagos pelo município, disse o autarca. “O Estado central poupa porque passa a contratar menos professores, mas as autarquias locais passam a pagar ainda mais os transportes das crianças e a sua alimentação", criticou.

Entretanto, o presidente da Câmara de Arouca anunciou que não vai fechar a Escola de Bacelo e o de Viseu disse que não aceitará o encerramento da escola de Travanca, que não estava acordada com o MEC, e admitiu a hipótese de a autarquia a manter aberta "a expensas próprias"."



A lista oficial de escolas do 1º Ciclo que irão fechar

Depois da lista provisória de 439 escolas do 1º ciclo que poderiam fechar (aqui), foi agora oficializado as 311 escolas que irão fechar e cujos alunos serão transferidos para centros escolares.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Exames - Matemática (3º Ciclo), Desenho A, História A e História B

Já se encontram disponíveis os enunciados dos exames realizados hoje, 23/06/2014, assim como os respetivos critérios de avaliação:

Matemática 92 | Prova [Caderno 1 - Caderno 2] - Critérios de classificação - Critérios adaptados 

Desenho A 706 | Prova - Modelo - Critérios de classificação

História A 623 | Prova [Versão 1 - Versão 2] - Critérios de classificação


História B 723 | Prova - Critérios de classificação

Como correram os exames hoje?




Teoricamente (já que só quando saírem os resultados é que iremos ver se as previsões correspondem à realidade), o nível de dificuldade dos exames continua a manter-se idêntico, ou seja, baixo. Até ao momento, ainda não li uma notícia onde fosse considerado algum dos exames difícil. 


Se se confirmar essa facilidade com melhores resultados nacionais, o MEC ficará orgulhoso (e por certo virá a público apregoar isso mesmo) por todo o seu trabalho, todas as suas medidas em prol do sucesso educativo, ter dado frutos... 

E não, nada terá a ver com facilitismos, já que o MEC e o IAVE são muito rigorosos e privilegiam a procura da excelência.

Exame de Português - O "fim" da polémica


Depois de toda a polémica à volta do tipo de acto ilocutório presente no texto de Lídia Jorge (e cuja frase, possivelmente, nem foi escrita por ela), veio agora o IAVE, no alto da sua generosidade, aceitar que a resposta que as associações de professores de Português consideram como sendo a única correta seja também aceite. 

Alguns excertos da notícia do Público:
"O IAVE não reconhece que exista um erro nos critérios de correcção do exame de Português, mas vai aceitar como certa a resposta que, de acordo com as associações nacionais de Professores de Português e de Linguística, é a única correcta. Foi a solução encontrada para pôr fim à polémica que se arrasta desde quinta-feira sobre uma questão que vale meio valor em 20 para os alunos do secundário.

O IAVE, que desde o início mantém que não há qualquer erro, também não cede agora na informação divulgada esta segunda-feira na sua página na Internet e já enviada aos professores classificadores. Ali, insiste que "a interpretação do acto ilocutório realizado através do enunciado citado no item” “em caso algum” “pode ser analisado sem o contexto do suporte textual em que se insere” e conclui que, assim sendo, “apenas se admite como resposta correcta a apresentada nos critérios de classificação”.

A validação de uma resposta diferente é justificada com o facto de as “fundamentações que sustentam” os pareceres entretanto pedidos "a outros especialistas independentes” mostrarem que aquela é uma “matéria que não reúne um consenso alargado entre os membros da comunidade académica”. “Assim, de modo a salvaguardar os interesses dos alunos e a garantir a equidade no processo de classificação, decidiu-se aceitar também a resposta «(acto ilocutório) assertivo», concede o IAVE."

Açores - Concurso Interno e Externo Extraordinário

Foi publicado em Diário da República o Decreto Legislativo Regional n.º 8/2014/A, que estabelece um regime de integração excecional de docentes contratados, mediante concurso interno e externo extraordinário a realizar nos anos de 2014, 2015 e 2016.

Uma questão de contas... para a seleção!


Nestas contas do JN falta a hipótese dos EUA ganharem à Alemanha. Se tal acontecer, então as contas para Portugal ficam extremamente piores.
Já agora não esquecer que ontem tivemos dois resultados excelentes de atletas portugueses: "Rui Costa faz história na Volta à Suíça com o terceiro triunfo consecutivo" e "Tiago Machado vence Volta à Eslovénia". 

A noticia do JN:
"Um empate entre alemães e norte-americanos afasta, desde logo, o conjunto luso, uma vez que as duas equipas somariam cinco pontos, marca inalcançável pelo conjunto comandado por Paulo Bento. 
O melhor cenário para a formação das "quinas" é a vitória da Alemanha sobre os EUA, que, se for por apenas um golo, obrigará Portugal a vencer o Gana por, pelo menos, quatro golos de diferença. Neste cenário, decidiriam os golos marcados. 
Com vitória de 1-0 sobre Gana, Portugal passa se: A Alemanha ganhar por 5-0 aos EUA. Nesse caso, a equipa portuguesa ficará com quatro pontos, tantos quantos os norte-americanos, e com uma diferença de golos de 3-6, superior à dos Estados Unidos (4-8). 
Com vitória de 2-0 sobre Gana, Portugal passa se: A Alemanha ganhar por 4-0 aos EUA. Nesse caso, a equipa portuguesa ficará com quatro pontos, tantos quantos os norte-americanos, e com uma diferença de golos de 4-6, superior à dos Estados Unidos (4-7). 
Com vitória de 3-0 sobre Gana, Portugal passa se: A Alemanha ganhar por 2-0 aos EUA. Nesse caso, a equipa portuguesa ficará com quatro pontos, tantos quantos os norte-americanos, e com uma diferença de golos de 5-6, superior à dos Estados Unidos (4-5). 
Será necessário recorrer a um sorteio se: Portugal ganhar por 2-0 ao Gana e a Alemanha bater os EUA por 3-0, ou se Portugal bater o Gana por 2-1 e a Alemanha vencer os EUA por 4-0. Nesses casos, Portugal e EUA ficarão empatados em pontos e golos. 
Nas duas primeiras jornadas, Portugal foi goleado por 4-0 com a Alemanha e empatou 2-2 com os Estados Unidos, no domingo, salvando-se de uma inédita eliminação ao segundo jogo, em fases finais, aos 90+5 minutos, com um tento de Silvestre Varela, assistido por Cristiano Ronaldo. Por seu lado, o Gana perdeu por 2-1 com os Estados Unidos e empatou a 2-2 com a Alemanha.
O embate entre Portugal e o Gana está marcado para quinta-feira, em Brasília, às 17 horas de Lisboa."

domingo, 22 de junho de 2014

E como correm as aulas de apoio?


Depois de se saber do encerramento de mais escolas do 1º ciclo, onde a maioria será escolas do interior do país, sabe-se agora que não foi assegurado o transporte para as aulas de apoio para os alunos que irão fazer as provas nacionais de 2ª fase do 4º e 6º ano.

Sem dúvida que isso vem "Garantir aos alunos, sem prejuízo do seu contexto local, uma efetiva igualdade de oportunidades no acesso a espaços educativos de qualidade,...; Reduzir os riscos de abandono e insucesso escolares,...; Proporcionar oportunidades de aprendizagem conjunta,...; Erradicar situações de isolamento de estabelecimentos de ensino;...", os grandes chavões do MEC para o encerramento de mais escolas do 1º ciclo.

A notícia (parcial) do DN:
"Sem transportes, os alunos estão impedidos de frequentar um apoio que a tutela considera "mais direcionado" para ajudar a ultrapassar as dificuldades. Pais e diretores dizem que antes de criar este apoio, se devia ter garantido o acesso dos alunos ao mesmo.As autarquias são responsáveis pelos contratos dos transportes escolares, mas só enquanto decorrerem as aulas. Depois disso, "a responsabilidade é do MEC", disse a associação de municípios ao DN."

O comunicado do MEC - Afinal são 311 escolas do 1º ciclo a fechar...


Depois de serem identificadas 439 escolas que, presumivelmente, iriam fechar ("Lista de Escolas do 1º Ciclo a fechar"), o MEC voltou a trás relativamente a 128 escolas. Quais são, só o MEC é que sabe.

Mas atenção! Não vai ficar por aqui, é mais uma fase e já indicam que "O processo de reorganização da rede irá prosseguir no próximo ano letivo."

Em relação aos motivos do encerramento dessas escolas, são os mesmo de sempre que, trocado por "miúdos", apenas significam que querem poupar um pouco mais...

Fica aqui o comunicado do MEC:
"O Ministério da Educação e Ciência, através do Secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, concluiu nesta mais uma fase do processo de reorganização da rede escolar. Tendo por base propostas feitas pelos serviços regionais do Ministério e pelos municípios, um total de 311 escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico serão integradas em centros escolares ou outros estabelecimentos de ensino com melhores condições, permitindo beneficiar centenas de alunos.

Para esses alunos, o novo ano letivo terá início em infraestruturas com recursos que oferecem melhores condições para o sucesso escolar. Estarão integrados em turmas compostas por colegas da mesma idade, terão acesso a recursos mais variados, tais como bibliotecas e recintos apropriados a atividades físicas, e participarão em ofertas de escola mais diversificadas. Este processo permitirá também aos professores enquadrar-se nos seus grupos disciplinares e contar com o apoio de outros docentes, disseminando as melhores práticas letivas. Dá-se assim mais um passo na melhoria da escola pública.

A definição da rede escolar do 1.º ciclo tem em conta a existência de alternativas com melhor qualidade para o ensino e a prática pedagógica, e salvaguarda condições como a distância para a escola de destino e tempo de percurso, as condições da escola de acolhimento, o transporte e as refeições. Nos casos em que não foi possível garantir essas condições, foram mantidas em funcionamento as escolas em questão, com uma autorização excecional de funcionamento, ainda que ao abrigo da Resolução do Conselho de Ministros número 44/2010 estas devessem ser agregadas.

Trata-se de mais um passo num processo iniciado há cerca de 10 anos, continuado por este Governo desde o ano letivo de 2011/2012 com bom senso e um olhar particular relativamente às características de contexto. Tal como nos anos anteriores, para 2014/2015 os princípios que orientaram o trabalho realizado pelos Serviços do MEC relativamente a este assunto foram:
  • Garantir aos alunos, sem prejuízo do seu contexto local, uma efetiva igualdade de oportunidades no acesso a espaços educativos de qualidade, de forma a permitir assegurar a promoção do sucesso escolar;
  • Reduzir os riscos de abandono e insucesso escolares, mais elevados em escolas com menores recursos e alunos, integrando-os em contextos educativos mais favoráveis e de qualidade superior;
  • Proporcionar oportunidades de aprendizagem conjunta, trabalho de grupo, convívio social e troca de experiências, tanto a alunos como a professores;
  • Reduzir o número de turmas com alunos de diferentes anos de escolaridade, consolidando a organização pedagógica desejável;
  • Erradicar situações de isolamento de estabelecimentos de ensino;
  • Racionalizar a gestão de recursos com elevação da qualidade do ensino e rentabilizando a dimensão e as condições de outros estabelecimentos de ensino, nomeadamente os centros escolares.
O processo que agora se conclui foi realizado em articulação com as câmaras municipais, tentando sempre que possível encontrar consensos. Foram realizadas múltiplas reuniões entre os Diretores de Serviço Regionais e autarquias de todo o País, bem como entre o SEEAE e a Associação Nacional de Municípios. Conforme acordado na última destas reuniões, está neste momento a ser negociado um novo protocolo que dê continuidade ao compromisso estabelecido em 2010, prossiga os trabalhos de concentração de escolas e respeite os princípios estabelecidos.

O processo de reorganização da rede irá prosseguir no próximo ano letivo."

quinta-feira, 19 de junho de 2014

O erro nos critérios de correção do Exame de Português (12º ano)


Muito poderia ser dito sobre o dito cujo, mas as palavras de Zé Morgado, do blogue Atenta Inquietude, já dizem praticamente tudo.


Relativamente à notícia do Público, deixo alguns excertos, que relatam bem o que se passa:
"Em declarações ao PÚBLICO, a presidente da APP disse não ter detectado o erro na quarta-feira (dia em que se realizou a prova), já que, "ao contrário do que é regra", o Instituto de Avaliação Educacional (IAVE) não mandou os critérios de correcção àquela organização, antes de os tornar públicos.

"Não há qualquer dúvida, é um erro", insiste Edviges Ferreira.

“Está em causa o futuro dos alunos, erros deste tipo são inadmissíveis num exame nacional", disse.  

Em resposta a questões colocadas pelo PÚBLICO, a direcção do IAVE enviou uma nota em que se pode ler que aquele instituto "não confirma a existência de qualquer erro na Prova de Português".

Exames - Física e Química A, História da Cultura e das Artes e Geografia A

Já se encontram disponíveis os exames realizados hoje, 19/06/2014, assim como os respetivos critérios de avaliação:

Física e Química A 715 | Prova [Versão 1 - Versão 2] - Critérios de classificação - Critérios adaptados 

História da Cultura e das Artes 724 | Prova - Critérios de classificação

Geografia A 719 | Prova [Versão 1 - Versão 2] - Critérios de classificação

A entrevista do presidente do IAVE sobre o exame de Inglês


Depois de toda a polémica à volta do exame de Inglês "Key for Schools" (que podem relembrar no post "O Exame de Inglês "Key for Schools" e o atirar de culpas do IAVE"), o presidente do IAVE, Hélder Sousa, deu uma entrevista ao Educare onde continua a mostrar uma postura "menos própria" para alguém na sua posição.

Cada vez dou mais razão ao Conselho de Escolas, quando disse que "...o MEC está a ser "comandado" pelo Instituto de Avaliação Educativa".

Mais um dia de exames...


Hoje é dia de exame nacional de Física e Química A, História da Cultura e das Artes e Geografia A.

A maior relevância é dada ao exame de Física e Química A, não só pelo número de alunos inscritos, mas também por ser uma das disciplinas que tem apresentado médias de exames mais baixas nos últimos anos.

Uma nota final: O número de alunos inscritos para o exame de Física e Química A é quase 55 mil (como se pode verificar aqui, só falta 1 para os 55 mil), e não os 45 mil indicados na notícia.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Exames - Português (12º ano), PLNM (iniciação e intermédio) e Latim A

Já se encontram disponíveis os exames realizados hoje, 18/06/2014, assim como os respetivos critérios de avaliação:


Português 639 | Prova [Versão 1 - Versão 2] - Critérios de classificação


Português Língua Não Materna 63|93|739 | Prova - Critérios de classificação

Português Língua Não Materna 64|94|839 | Prova - Critérios de classificação

Latim A 732 | Prova  - Critérios de classificação 

Público - A opinião de Santana Castilho


Como já nos habituou, Santana Castilho sobre Educação, neste caso sobre os exames.

Fica o artigo na íntegra, de leitura obrigatória para qualquer professor:

Como correu o exame de Português do 12º ano?




Continuando assim, e se for confirmada a melhoria das médias, no final lá teremos o MEC a dizer que tal deveu-se às alterações por ele aplicadas.

AECs - Município de Matosinhos


Foi aberto concurso, no município de Matosinhos, para o preenchimento (até ao limite de 160 postos de trabalho) para reserva de recrutamento, em contrato de trabalho por tempo determinado, para a realização de AECs de:
  • Ensino de Inglês;
  • Ensino de Música;
  • Atividade Física e Desportiva;
  • Atividades Lúdico-Expressivas - Expressão Plástica e Visual;
  • Atividades Lúdico-Expressivas - Movimento e Drama/Teatro.
A candidatura terá de ser efetuada entre 18 e 23 de junho.

Para a candidatura, é obrigatório o preenchimento da Ficha de Candidatura (Inglês, Música, Atividade Física e Desportiva, Expressão Plástica e Visual e Movimento e Drama/Teatro).

O método de seleção será apenas a Avaliação Curricular, para a qual conta 20% a Habilitação Académica (onde é pedido a indicação de ser docente profissionalizado, com habilitação própria ou outros, e respetiva média de curso), 50% a Experiência Profissional (onde é pedido o número de dias, total e na forma de intervalo, de experiência na AEC a que se candidata) e 30% a Formação Profissional (onde é pedido o número de ações de formação que detêm, devidamente creditadas e realizadas, no âmbito da AEC a que se candidata). 

A ponderação de cada campo encontra-se descriminada no Aviso de Abertura, que devem consultar para mais informações.

Considero que este concurso está bem feito e explícito relativamente ao método de seleção.

Adenda: O Assistente Técnico chamou à atenção de um grande problema neste concurso (e nos outros já falados), que é o prazo de candidatura! Só é dado 3 dias úteis (após o aviso de abertura) quando deveria ser entre um mínimo de 10 e um máximo de 15 dias úteis (artigo 26º da Portaria n.º 83-A/2009, republicada pela Portaria n.º 145-A/2011, referente à regulamentação da tramitação de procedimentos concursais na administração pública)!!! 
E eu a pensar que, finalmente, tinha encontrado um concurso para AECs realmente bem feito...

AECs e outras atividades - Município de Aljustrel

Foi aberto concurso, no município de Aljustrel, para reserva de recrutamento para contrato de trabalho por tempo determinado para a realização de:
  • AECs e outras atividades de caráter desportivo (sendo necessário Curso de Professores do Ensino Básico na variante de Educação Física (Licenciatura);
  • AECs e outras atividades de animação (sendo necessário licenciatura na área da Educação).

A candidatura é feita através do preenchimento do formulário de candidatura (obrigatório), acompanhado de fotocópia de BI e NIF ou CC, fotocópia  do Certificado de habilitações literárias e CV.

O método de seleção é a Avaliação Curricular (para a qual tem o mesmo peso as habilitações académicas, formação profissional, experiência profissional relacionadas com o exercício da função a concurso, e avaliação do desempenho, embora sem indicar claramente como cada ponto será avaliado).

Após a ordenação, serão convocados, em tranches de 5 candidatos, para Entrevista de avaliação de competências, que terá 40% de peso na ordenação final.

Para mais informações, consultar o Aviso de Abertura publicado em Diário da República.

Segundo dia de exames


Para além do exame de Português do secundário, também é dia de exame de Português Língua Não Materna (3º ciclo, iniciação e intermédio de secundário) e Latim A.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Exames - Português 9º ano e Filosofia 11º ano

Já se encontram disponíveis os exames realizados hoje, 17/06/2014, assim como os respetivos critérios de avaliação:



Então e o exame de Filosofia?


Essa foi a opinião geral de 5 alunos entrevistados pelo Público, para quem "a matéria que saiu no exame tinha sido abordada durante o 10º e 11º ano e que as questões eram acessíveis e, portanto, esperavam alcançar uma boa nota na pauta."

Parece que foi um bom dia de exames para os alunos. 

Veremos como será amanhã com os exames de Português (12º ano), Português Língua Não Materna (3º ciclo, iniciação e intermédio de secundário) e Latim A.

Público - A Opinião de Paulo Guinote


Paulo Guinote escreve um texto de opinião, realçando 4 pontos falhados este ano relativamente à Educação (e aos professores mais especialmente).

Acho que é um texto de leitura obrigatória, do qual deixo um pequeno excerto:
"Em matéria de Educação, tivemos mais um ano de problemas e conflitos, cheio de medidas que se sabia serem inadequadas, algumas que poderiam ser positivas com outro tipo de implementação e outras que foram naturalmente “inconseguidas” (há que abraçar os neologismos com legitimação institucional) por continuarem a laborar em erros de concepção. Destacarei apenas algumas para não demorar muito tempo e não entediar em excesso a paciência de quem lê."

E o que diz a APP (Associação de Professores de Português)?


Desta vez o exame já foi "objetivo, coerente e adequado", o do ano passado não o foi, o do próximo ano logo se verá... 

Ainda bem que tal aconteceu este ano, mas deveria acontecer sempre, para que as comparações existentes tivessem algum tipo de fundamento. 

Não sendo o caso, qualquer comparação (cujos fundamentos são sempre questionáveis) torna-se completamente desadequada.

Como foi o exame de Português?


Será essa a ideia geral?

Alguns excertos da notícia:
"Cada vez que saía um aluno da Escola Pedro Nunes, em Lisboa, o comentário era o mesmo: “Não saiu nada d’Os Lusíadas nem do Auto da Barca do Inferno!” O exame nacional de Português do 9.º ano surpreendeu os alunos pela “facilidade” e pelos textos escolhidos. Muitos nunca tinham ouvido falar de Carlos Vaz Marques, de Mário de Carvalho ou de Machado de Assis, mas respiraram de alívio por não ter saído Camões nem Gil Vicente. “Foi facílimo”, diz Francisco, de 15 anos, que não precisou da meia hora de tolerância e saiu da sala às 11h."
"Se antes de entrar para a prova, Madalena, aluna de 16 anos que já reprovou uma vez, estava nervosa e a acreditar que o exame iria ser “difícil”, no final estava surpreendida e aliviada: “Foi tão fácil! Nada de Lusíadas, nada de Gil Vicente. A gramática também foi fácil”, diz a adolescente."
Apesar de ser aluna de três, Madalena não afasta a hipótese de ter nota máxima na prova: “Espero ter um quatro, mas se tiver um cinco…”, diz, entre risos."
"Mariana, 15 anos, saiu radiante da prova, mas também zangada porque os professores a puseram demasiado nervosa com o exame quando ele foi “tão fácil”: “Os professores assustam-nos, dizem que é sempre difícil, que se não estudarmos não passamos… Nós fartámo-nos de estudar e, depois, mais de metade da matéria não sai”, desabafa a adolescente, que não teve explicações para se preparar."

O estado da Educação Sexual


Não existindo condições reais, é impossível ser realmente cumprido com o que se pede. 
E essas condições teriam de ser dadas pelo MEC, algo que não parece que esteja para acontecer em breve...

Alguns excertos da notícia:
""A lei prevê que a educação sexual deve ser dada através de actividades várias, que podem incluir visitas, projectos, conferências de especialistas... Obrigatório é que se cumpram os objectivos previstos e uma duração mínima de seis horas por ano, no 1.º e 2.º ciclos do ensino básico, e de 12 horas, no 3.º ciclo e ensino secundário. 
Os professores entrevistados lamentaram igualmente a não existência de uma redução da componente lectiva para o professor coordenador da educação para a saúde (que é quem coordena também a educação sexual) em cada unidade orgânica, “o que representa uma sobrecarga”. E leva, segundo os avaliadores, a que a solução mais fácil seja contratar fora. 
Vários dirigentes e professores sublinham que para cumprir a lei estão a fazer “um enorme esforço” — “Vários questionam a capacidade para continuar este processo nas actuais condições”, lê-se na síntese. 
“Os professores referem-se exaustos, não reconhecidos, os  mais novos não têm formação e as coisas tendem a sucumbir por burn-out”, diz Margarida Matos. E continua: é fundamental que os professores que se envolvem nestes projectos deixem de ser vistos como “carolas” e, por vezes, até, como “pessoas estranhas que não devem ter família porque dão horas e horas à escola”. 
Os avaliadores deixam várias recomendações. Como estas: que seja feito um forte investimento na “formação de técnicos”; que haja mais formação de professores e que se reduza a componente lectiva para um professor por agrupamento, “mantendo a actual figura do professor coordenador”.
Sugere-se ainda o “restabelecimento de áreas curriculares não disciplinares” — porque muitos professores e directores disseram que com a recente extinção destas áreas (nomeadamente da Formação Cívica), são agora obrigados a utilizar tempos de aulas curriculares para cumprir a lei..."

O início dos Exames Nacionais (9º ano e Secundário)



E teve hoje o início dos exames nacionais (não contando com as provas de 4º e 6º ano e com as provas de equivalência à frequência). 

Que o nervosismo dos alunos seja momentâneo e que os exames sejam realmente ajustados.

No entanto, é quase certo que se ouvirá sobre desajustamentos de alguns exames, tal como aconteceu na prova de Matemática do 6º ano.