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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Resultados dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário - 2ª Fase

Foi ontem divulgado pelo IAVE um comentário preliminar aos resultados dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário.

É de estranhar que não seja apresentado todos os resultados como foi feito para os exames da 1ª Fase (ver aqui). Talvez esteja tudo de férias e não havia ninguém para o fazer...

domingo, 27 de julho de 2014

"O apoio extraordinário é um engodo"


Para além de concordar completamente com o título e conteúdo do artigo, relembro que as estatísticas utilizadas são outro engodo, como já expliquei no post "A falácia das percentagens apresentadas pelo MEC". É preciso ter em conta que quase metade dos alunos que estavam inscritos na 2ª fase das provas, de forma a tentarem transitar de ano, nem sequer realizaram as provas, pelo que as percentagens de melhorias apresentadas são bem menores.

Para quando reais medidas e mais meios, sobretudo humanos, para as escolas combaterem decentemente o insucesso escolar dos alunos? Essa é que deveria ser a solução.
Mas para este MEC, as escolas só têm direito a mais crédito horário (ou seja, mais professores) se tiverem mais sucesso escolar. As outras que se amanhem...

Alguns excertos do artigo do Público:
Mais acompanhamento ao longo do ano e turmas pequenas. Para professores contactados pelo PÚBLICO, estas duas medidas ajudariam mais as crianças com dificuldades do que o chamado período de “acompanhamento extraordinário”, de cerca de um mês, que existe no final do ano lectivo para os alunos do 1.º ciclo e do 2.º ciclo que ficam retidos e prestam depois provas na 2.ª fase dos exames de Português e de Matemática. “O período de recuperação é um engodo”, diz a presidente da Associação de Professores de Matemática, Lurdes Figueiral.(...)
Estas provas, uma espécie de segunda oportunidade, são feitas sobretudo por alunos que, após reunião do conselho de turma, ficam retidos e aos quais é dada a possibilidade de frequentarem um período de apoio extraordinário, oferecido pelas escolas, que se prolonga pelas férias adentro.

Lurdes Figueiral defende, porém, que não é num mês – entre a realização das reuniões e afixação dos resultados da 1.ª fase de exames e a realização da 2.ª – que se consegue recuperar alunos com fraco desempenho: “São alunos mais fracos, é evidente, com mais dificuldades, mas este apoio extraordinário não os ajuda a recuperar, não serve para nada”, diz a dirigente que defende turmas mais pequenas, em vez de “30 ou mais alunos” por professor.

O novo presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, Fernando Pestana da Costa, concorda: “Os resultados são obviamente maus, mas não surpreendentes. É praticamente impossível num mês e pouco fazer recuperação de alunos com deficiências graves [no que respeita a conhecimentos de Matemática].  Claro que há casos em que os alunos tiveram maus resultados por problemas pontuais, estavam maldispostos, ou outras razões, e esses casos podem ser recuperados”, defende.
Mas, “na maioria” das situações, o que está em causa é a “preparação base” e, para estes, o apoio extraordinário revela-se “muito pouco eficiente”.
Embora salientando que existe apoio continuado em algumas escolas, este podia ser melhorado: “Há escolas com turmas desdobradas, turmas com mais do que um professor em que um deles dá mais atenção a alunos com mais dificuldades. Mas devia haver um incentivo maior”, diz o dirigente. Refere-se a “mais meios” para ultrapassar as “dificuldades” que decorrem da relação entre o “número de docentes” e o “tamanho das turmas”.

A ineficácia do apoio extraordinário não acontece só na Matemática. Para a presidente da Associação de Professores de Português, Edviges Ferreira, dominar os conteúdos desta disciplina demora “meses”, até “anos”, e “não é num mês” que o aluno adquire competências.(...)Edviges Ferreira defende que a solução passaria pela identificação “logo no início do ano, no máximo no final do primeiro período”, dos alunos com dificuldades: “Esses tinham de ter mais horas e ser encaminhados para apoio pedagógico acrescido.” Mas para isso era preciso haver “menos alunos por turma e mais professores nas escolas.”

Os problemas que o apoio extraordinário levanta não ficam por aqui. O presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel Pereira, garante que há alunos que não foram a estas aulas por falta de transporte: “O país não é todo igual. No interior, há transportes públicos durante o período lectivo; terminadas as aulas, acabam.”(...)Para alguns dias, conseguiram apoio de juntas de freguesia para cedência de transporte; outras soluções passaram por boleias, por exemplo de encarregados de educação que iam levar e buscar um grupo de crianças. “Mas, mesmo assim, alguns não conseguiam vir diariamente”, conta Manuel Pereira. "

sábado, 26 de julho de 2014

A falácia das percentagens apresentadas pelo MEC


É referido que "os alunos que realizaram esta segunda fase dos exames nacionais são aqueles que demonstraram maiores dificuldades ao longo do ano letivo."
Conclui ainda que, no 1º ciclo, passaram de classificação negativa para positiva 38% dos alunos a Português e 13% dos alunos a Matemática. No caso do 2º ciclo, essa percentagem foi de 35% a Português e 5% a Matemática

Esses também são os valores e conclusões que aparecem na comunicação social:
Apoio extra “recupera” mais de um terço dos alunos a Português, mas poucos a Matemática 
Resultados da 2.ª fase dos exames no 4.º e 6.º anos mostram que a maioria das crianças continua a ter negativa. Na Matemática, são mais de 14 mil os que têm 2 ou menos valores.
Só que essas conclusões são falsas!

A questão é que o universo de alunos considerado para o cálculo dessas percentagens foi apenas o número de alunos que realizaram as provas, quando  deveria ser o número de alunos inscritos. Só assim é que se pode concluir a percentagem de alunos que realmente melhoraram as suas classificações.

Como já tinha referido num outro post ("O resultado do acompanhamento extraordinário no 1º e 2º Ciclo..."), a percentagem de presenças nestas provas foi reduzida.
No entanto, é preciso referir que número de alunos presentes nas provas apresentado pelo MEC inicialmente seja ligeiramente menor ao número ao número de provas agora apresentadas como realizadas (Português passou de 2241 para 2443 no 1º ciclo e de 7863 para 8477 no 2º ciclo; Matemática passou de 3406 para 3569 no 1º ciclo e de 11264 para 11916 no 2º ciclo). Não sei o motivo dessas diferenças e o porquê dessas provas extra não terem sido contabilizadas inicialmente, mas os novos números acabam por aumentar ligeiramente a percentagem de presenças.

Seja como for, e considerando como reais os números que o MEC apresentou relativamente aos alunos inscritos nas provas, vamos calcular as reais percentagens de melhorias nas classificações:


  • Português (1º ciclo): 934 positivas em 3891 inscritos - 24% de melhoria;


  • Matemática (1º ciclo): 467 positivas em 7760 inscritos - 6% de melhoria;


  • Português (2º ciclo): 2927 positivas em 11950 inscritos - 24,5% de melhoria;


  • Matemática (2º ciclo): 607 positivas em 25536 inscritos - 2,4% de melhoria.

  • Digamos que estes resultados são bem diferentes dos valores apresentados pelo MEC, tendo sido utilizado uma artimanha estatística de forma a que os resultados parecessem um pouco melhores do que realmente são!

    Comunicado do MEC com os resultados da 2ª fase das provas finais do 1º e 2º ciclo


    O comunicado do MEC:
    "Estas provas foram realizadas essencialmente por alunos que após reunião do conselho de turma tenham ficado retidos, aos quais foi dada a possibilidade de frequentar o período de apoio extraordinário oferecido pelas escolas. Fazem parte de um modelo de avaliação em que, após o fim do ano letivo, os alunos participam num prolongamento durante o qual é oferecido apoio nas disciplinas sujeitas a avaliação externa nas quais os alunos teriam de repetir as provas. Este modelo foi implementado em 2013 para o 1.º ciclo, e em 2014 foi aplicado também ao 2.º ciclo.

    No 1.º ciclo, os resultados indicam que em Português 38% dos alunos conseguiram passar de uma classificação final negativa a uma classificação final positiva à disciplina, ficando assim aprovados. Esse foi também o caso para 13% dos alunos que realizaram a prova de Matemática. No 2.º ciclo, 35% dos alunos conseguiram recuperar em Português e 5% em Matemática. O impacto dessas notas na passagem de ciclo só será conhecido após a sua análise pela escola à luz das demais classificações dos alunos.

    Os alunos que realizaram esta segunda fase dos exames nacionais são aqueles que demonstraram maiores dificuldades ao longo do ano letivo. Não é surpreendente que as médias das classificações das provas finais sejam relativamente baixas, se comparadas aos resultados da 1.ª fase.  Ainda assim, esta medida permitiu reduzir a retenção entre alunos com maiores dificuldades, que, numa fracção com algum significado, melhoraram o seu desempenho.

    O Ministério da Educação e Ciência ressalta o esforço dos professores neste período suplementar, que permitiu que os alunos tivessem uma segunda oportunidade de melhoria de nota e de aprovação, e reforçassem a base a partir da qual iniciarão no próximo ano letivo um novo ciclo ou voltarão a frequentar o último ano desse ciclo, estando sinalizados desde o primeiro momento para um apoio suplementar. O ministério reconhece essa contribuição dos professores, que põem acima de tudo o sucesso dos seus alunos.

    O  Ministério reforça a necessidade de serem utilizadas todas as ofertas de apoio ao estudo oferecidas pelas escolas a partir do momento em que são detetadas as primeiras dificuldades dos alunos. Este conjunto de medidas permite um estudo mais intensivo das disciplinas fundamentais, que ajuda a colmatar as deficiências de aprendizagem e a criar uma base mais sólida para o prosseguimento de estudos no ciclo seguinte. O prolongamento faz parte das medidas de combate ao insucesso e ao abandono escolar que o MEC tem vindo a implementar."





    terça-feira, 22 de julho de 2014

    Como foi o exame de Matemática A da 2ª fase?


    Pelo que se pode ler, aconteceu o mesmo que na 1ª fase, até na diferença de opinião entre a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) e a Associação de Professores de Matemática (APM).

    Mas uma coisa é certa: não será este exame da 2ª fase que irá fazer subir a média, antes pelo contrário.

    A notícia do Público:
    "O exame de Matemática do 12.º ano foi “demasiado extenso” e “não respeitou o programa” curricular, segundo a Associação de Professores de Matemática (APM), cujo vice-presidente Jaime Carvalho considera que os alunos medianos, com médias do secundário entre os 10 e os 12 valores “não têm hipótese nenhuma no exame”.

     A Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), pelo contrário, considera que o exame está em conformidade com o programa dos 11º e 12º anos e que “atendendo a que algumas questões são de tipo análogo a outras já presentes em exames de anos anteriores ou em testes intermédios”, o exame de ontem “permite que o aluno médio, que se tenha preparado devidamente, possa obter uma classificação que reflita adequadamente o seu nível de conhecimentos e preparação”.

    Repete-se assim a discrepância de opiniões evidenciada já no exame da 1ª fase, realizado no dia 26 de Junho, e cujos resultados constituíram a principal excepção na melhoria geral de notas nas várias disciplinas. A média fixou-se nos 7,8 valores contra os 8,2 valores do ano anterior. 

    Com 29.490 alunos inscritos (embora apenas 27.722 tenham comparecido), o exame terá os seus resultados divulgados no dia 4 de Agosto. O vice-presidente da APM não prognostica nada de bom. “Este exame voltou a ser mais difícil do que os que foram sendo dados ao longo do ano lectivo e o seu grau de exigência não está adequado”, considera, para lembrar que, no exame da primeira fase, já se tinha verificado uma discrepância de três valores entre os resultados dos exames e a classificação final interna das escolas. “Uma prova não se pode fazer só para alunos dotados e esta variação de três valores significa que um aluno de 12 valores tira 9 no exame, o que o impede, na prática, de se candidatar aos cursos em que a Matemática seja a disciplina específica, como as Ciências, Engenharia e Economia”, sustenta Jaime Carvalho.

    Depois de ter reunido um grupo de professores que resolveu e analisou a prova, a APM concluiu que, além de extensa, a prova “insiste exageradamente no cálculo”. Acresce que “não respeita o programa porque, mais uma vez, não incluiu nenhuma questão de aplicações da Matemática, tal como acontecera na primeira fase, e isto é anacrónico porque no teste intermédio que os alunos tiveram de fazer em Abril havia uma questão dessas”. Por último, Jaime Carvalho e Silva sustenta que a questão 1.2 “é relativa à resolução de uma equação com números complexos que não faz parte do programa”.

    Considerando que “os alunos estão mais uma vez a ser prejudicados”, o vice-presidente da APM critica ainda o facto de a prova começar “por uma questão das mais difíceis", o que terá feito com que muitos alunos tenham perdido "demasiado tempo logo na primeira questão”.

    A média de 7,8 valores registada nos exames da 1ª fase foi a mais baixa dos últimos oito anos. Em 2007 a Matemática A obteve 9,4 valores, tendo subido para os 12,5 no ano seguinte."

    segunda-feira, 21 de julho de 2014

    Exames de 2ª Fase: Matemática A, Matemática B, Literatura Portuguesa, História A, História B, Desenho A e Latim A

    Foi hoje o último dia da 2ª fase dos exames nacionais. 
    A fixação das pautas referentes a estes exames será no dia 4 de agosto.
    Ficam aqui os links dos exames hoje realizados e os  respetivos critérios de correção:
    Matemática A 635 | Prova [Versão 1  - Versão 2 ] - Critérios de classificação  - Critérios adaptados 
    Matemática B 735 | Prova - Critérios de classificação 
    Literatura Portuguesa 734 | Prova - Critérios de classificação
    História A 623 | Prova [Versão 1  - Versão 2 ] - Critérios de classificação
    História B 723 | Prova - Critérios de classificação

    sexta-feira, 18 de julho de 2014

    Exames de 2ª Fase: Geometria Descritiva A, MACS, Economia A, Biologia e Geologia, Alemão, Espanhol, Francês e Inglês

    Foi hoje o 2º (e penúltimo) dia da 2ª fase dos exames nacionais. Já foram publicados os exames e os  respetivos critérios de correção:


    Geometria Descritiva A 708 | Prova  - Critérios de classificação 

    Matemática Aplicada às Ciências Sociais 835 | Prova  - Critérios de classificação  - Critérios adaptados 

    Biologia e Geologia 702 | Prova [Versão 1  - Versão 2 ] - Critérios de classificação
    Alemão 501 | Prova  - Critérios de classificação 
    Espanhol 547 | Prova  - Critérios de classificação 
    Francês 517 | Prova  - Critérios de classificação 
    Inglês 550 | Prova  - Critérios de classificação 

    quinta-feira, 17 de julho de 2014

    Exames da 2ª fase: Portugês, PNLM, Filosofia, FQ A, Geografia e História da Cultura e das Artes

    Hoje teve início a 2ª fase dos exames nacionais. Já foram publicados os exames e os seus respetivos critérios de correção:

    Português 239 | Prova  - Critérios de classificação 
    Português 639 | Prova [Versão 1  - Versão 2 ] - Critérios de classificação
    Português Língua Não Materna 63 | 93 | 739 | Prova  - Critérios de classificação 
    Português Língua Não Materna 64 | 94 | 839 | Prova  - Critérios de classificação
    Filosofia 714 | Prova [Versão 1  - Versão 2 ] - Critérios de classificação  - Critérios adaptados 
    Física e Química A 715 | Prova [Versão 1  - Versão 2 ] - Critérios de classificação  - Critérios adaptados 
    Geografia 719 | Prova [Versão 1  - Versão 2 ] - Critérios de classificação 
    História da Cultura e das Artes 724 | Prova  - Critérios de classificação 
      

    terça-feira, 15 de julho de 2014

    Provas finais de Matemática (1º e 2º Ciclo) - 2ª Fase

    Já se encontram disponíveis as provas finais de Matemática (1º e 2ª Ciclo) da 2ª fase realizadas hoje, 14/07/2014, assim como os respetivos critérios de avaliação:

    Matemática 42 | Prova [Caderno 1  - Caderno 2 ] - Critérios de classificação  - Critérios adaptados 

    Matemática 62 | Prova [Caderno 1  - Caderno 2 ] - Critérios de classificação  - Critérios adaptados 

    quinta-feira, 10 de julho de 2014

    Provas Finais de Português (1º e 2º Ciclo) - 2ª Fase

    Já se encontram disponíveis as provas finais de Português (1º e 2ª Ciclo) da 2ª fase realizadas ontem, 09/07/2014, assim como os respetivos critérios de avaliação:



    domingo, 22 de junho de 2014

    E como correm as aulas de apoio?


    Depois de se saber do encerramento de mais escolas do 1º ciclo, onde a maioria será escolas do interior do país, sabe-se agora que não foi assegurado o transporte para as aulas de apoio para os alunos que irão fazer as provas nacionais de 2ª fase do 4º e 6º ano.

    Sem dúvida que isso vem "Garantir aos alunos, sem prejuízo do seu contexto local, uma efetiva igualdade de oportunidades no acesso a espaços educativos de qualidade,...; Reduzir os riscos de abandono e insucesso escolares,...; Proporcionar oportunidades de aprendizagem conjunta,...; Erradicar situações de isolamento de estabelecimentos de ensino;...", os grandes chavões do MEC para o encerramento de mais escolas do 1º ciclo.

    A notícia (parcial) do DN:
    "Sem transportes, os alunos estão impedidos de frequentar um apoio que a tutela considera "mais direcionado" para ajudar a ultrapassar as dificuldades. Pais e diretores dizem que antes de criar este apoio, se devia ter garantido o acesso dos alunos ao mesmo.As autarquias são responsáveis pelos contratos dos transportes escolares, mas só enquanto decorrerem as aulas. Depois disso, "a responsabilidade é do MEC", disse a associação de municípios ao DN."