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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Resultados dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário - 2ª Fase

Foi ontem divulgado pelo IAVE um comentário preliminar aos resultados dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário.

É de estranhar que não seja apresentado todos os resultados como foi feito para os exames da 1ª Fase (ver aqui). Talvez esteja tudo de férias e não havia ninguém para o fazer...

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Como correram os exames hoje?




Teoricamente (já que só quando saírem os resultados é que iremos ver se as previsões correspondem à realidade), o nível de dificuldade dos exames continua a manter-se idêntico, ou seja, baixo. Até ao momento, ainda não li uma notícia onde fosse considerado algum dos exames difícil. 


Se se confirmar essa facilidade com melhores resultados nacionais, o MEC ficará orgulhoso (e por certo virá a público apregoar isso mesmo) por todo o seu trabalho, todas as suas medidas em prol do sucesso educativo, ter dado frutos... 

E não, nada terá a ver com facilitismos, já que o MEC e o IAVE são muito rigorosos e privilegiam a procura da excelência.

Exame de Português - O "fim" da polémica


Depois de toda a polémica à volta do tipo de acto ilocutório presente no texto de Lídia Jorge (e cuja frase, possivelmente, nem foi escrita por ela), veio agora o IAVE, no alto da sua generosidade, aceitar que a resposta que as associações de professores de Português consideram como sendo a única correta seja também aceite. 

Alguns excertos da notícia do Público:
"O IAVE não reconhece que exista um erro nos critérios de correcção do exame de Português, mas vai aceitar como certa a resposta que, de acordo com as associações nacionais de Professores de Português e de Linguística, é a única correcta. Foi a solução encontrada para pôr fim à polémica que se arrasta desde quinta-feira sobre uma questão que vale meio valor em 20 para os alunos do secundário.

O IAVE, que desde o início mantém que não há qualquer erro, também não cede agora na informação divulgada esta segunda-feira na sua página na Internet e já enviada aos professores classificadores. Ali, insiste que "a interpretação do acto ilocutório realizado através do enunciado citado no item” “em caso algum” “pode ser analisado sem o contexto do suporte textual em que se insere” e conclui que, assim sendo, “apenas se admite como resposta correcta a apresentada nos critérios de classificação”.

A validação de uma resposta diferente é justificada com o facto de as “fundamentações que sustentam” os pareceres entretanto pedidos "a outros especialistas independentes” mostrarem que aquela é uma “matéria que não reúne um consenso alargado entre os membros da comunidade académica”. “Assim, de modo a salvaguardar os interesses dos alunos e a garantir a equidade no processo de classificação, decidiu-se aceitar também a resposta «(acto ilocutório) assertivo», concede o IAVE."

quinta-feira, 19 de junho de 2014

O erro nos critérios de correção do Exame de Português (12º ano)


Muito poderia ser dito sobre o dito cujo, mas as palavras de Zé Morgado, do blogue Atenta Inquietude, já dizem praticamente tudo.


Relativamente à notícia do Público, deixo alguns excertos, que relatam bem o que se passa:
"Em declarações ao PÚBLICO, a presidente da APP disse não ter detectado o erro na quarta-feira (dia em que se realizou a prova), já que, "ao contrário do que é regra", o Instituto de Avaliação Educacional (IAVE) não mandou os critérios de correcção àquela organização, antes de os tornar públicos.

"Não há qualquer dúvida, é um erro", insiste Edviges Ferreira.

“Está em causa o futuro dos alunos, erros deste tipo são inadmissíveis num exame nacional", disse.  

Em resposta a questões colocadas pelo PÚBLICO, a direcção do IAVE enviou uma nota em que se pode ler que aquele instituto "não confirma a existência de qualquer erro na Prova de Português".

A entrevista do presidente do IAVE sobre o exame de Inglês


Depois de toda a polémica à volta do exame de Inglês "Key for Schools" (que podem relembrar no post "O Exame de Inglês "Key for Schools" e o atirar de culpas do IAVE"), o presidente do IAVE, Hélder Sousa, deu uma entrevista ao Educare onde continua a mostrar uma postura "menos própria" para alguém na sua posição.

Cada vez dou mais razão ao Conselho de Escolas, quando disse que "...o MEC está a ser "comandado" pelo Instituto de Avaliação Educativa".

sábado, 7 de junho de 2014

O Exame de Inglês "Key for Schools" e o atirar de culpas do IAVE



Depois de ter sido estipulado que os corretores desse exame seriam voluntários (ou seja, sem receberem absolutamente nada por uma tarefa que não são legalmente obrigados a fazer), e havendo escolas que tentaram que houvessem voluntários "à força", foram pouco mais de 800 docentes de Inglês para corrigir  mais de 120 mil exames. 

Como é óbvio, foram poucos voluntários, ainda para mais sabendo que essa correção seria numa altura do ano letivo onde todos os professores já estão sobrecarregados de trabalho.

Há poucos dias, o IAVE veio dizer que "Resultados do teste diagnóstico de Inglês adiados por falta de professores avaliadores" para data a definir, em vez de serem divulgados dia 4 de junho. Põe assim por terra a hipótese desse exame entrar na avaliação dos alunos que o realizaram. 
O IAVE veio atira assim as culpas para cima de todos os professores de Inglês que não se voluntariaram, como se tal não seria, desde o início, de esperar que acontecesse.

Agora, e mais uma vez, o IAVE vem atirar as culpas aos próprios corretores dos exames, aqueles que se voluntariaram, acusando-os de falta de "responsabilidade” e de "dever de solidariedade”.

"Shame on you", IAVE...

A notícia no Público:

terça-feira, 13 de maio de 2014

Informações do IAVE: Lista de verificação de provas de avaliação

Informação para diretores e professores
Foi disponibilizado uma "lista de verificação de provas de avaliação". É a 1ª vez que vejo tal documento publicado. 
Embora alguns possam considerar que se trata de mais um documento de controlo, que retira a autonomia das escolas e professores, na minha opinião trata-se de uma boa forma de estandardizar as matrizes e tipos de provas que se fazem a nível das escolas. Infelizmente, são muitos os que não sabem como fazer corretamente matrizes e provas deste género.
Podem ainda considerar que é mais daquela burocracia que não interessa (e acaba por ser para alguns alunos que não se interessam por nada), mas considero ser um documento simples, de fácil consulta e aplicação. Antes fossem todos assim...

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Informações do IAVE relativamente às provas e exames (I)

O GAVE (ou é o IAVE?) disponibilizou documentos e informações relativos às provas finais de ciclo e aos exames finais nacionais a realizar em 2014, alguns dos quais de alguma importância, tanto para os professores como para os alunos.

Informação relativa a provas adaptadas. Consultar aqui.

Informação para alunos e encarregados de educação 

  • Informações importantes, já várias vezes referidas, mas que nunca é demais voltar a relembrar. Consultar aqui.
  • Calendário das provas e exames. Consultar aqui
  • Informação‐Prova Final ou Informação‐Exame Final Nacional. Consultar aqui
  • Instruções de Realização e Critérios Gerais de Classificação | Consultar aqui. (Para já, só sobre as provas finais de 1º e 2º ciclo)

quarta-feira, 7 de maio de 2014

O Key for Schools ainda dá que falar...

Depois da polémica em torno da voluntariedade "forçada" dos professores corretores, do extenso e meticuloso guia para a aplicação do teste de inglês e ainda do valor a pagar pelo certificado, o IAVE sentiu-se na necessidade de publicar um comunicado para "Esclarecimentos e informações sobre o projeto Key for Schools".


Lendo com atenção este comunicado, é possível encontrar coisas realmente "interessantes". 
Antes de mais, a falta de informação que o IAVE deu à comunicação social, nunca indicando, ao certo, quantos pedidos de certificados existiram. Atiram com umas percentagens apenas só para desviar as atenções. Mas afinal, quantos alunos pediram o tão "valioso" certificado e porque não divulgar logo esse número?

De seguida, indicam ainda que a Universidade de Cambridge recebe sempre a mesma verba, independentemente do número de alunos que fazem a prova e dos que pedem certificados. Mas então para que serve o dinheiro pago pelo certificados, sobretudo em caso de ser superior ao valor a pagar à Universidade de Cambridge? A resposta é dada no site dedicado ao projeto em Portugal
"Dependendo dos níveis de adesão das famílias aos pedidos de obtenção de certificados, podem ser geradas receitas que, tal como previsto na cláusula 9.ª, número 4, alínea c), serão integralmente afetas a projetos que visam incentivar o ensino e a aprendizagem de línguas estrangeiras ou a apoiar a melhoria e modernização das condições técnicas no domínio da classificação, soluções que visam facilitar as tarefas a desenvolver pelos professores classificadores e a melhorar os níveis de fiabilidade de todo o processo de classificação das provas de avaliação externa a realizar pelos alunos em Portugal."
Ou seja, se sobrar dinheiro (o que realmente duvido, mesmo não conhecendo o número de pedidos de certificados), esse servirá para apoiar projetos de apoio educativo e dar formação a professores. Ou seja, servirá para o MEC não gastar dinheiro do seu orçamento em algo que é sua obrigação fazer.

Já por diversas vezes referi o quanto importante considero um bom conhecimento de Inglês, e este teste e certificado podem ser uma mais valia para o futuro. (bem, exatamente não, que é deveras elementar, mas os de grau mais elevados).
No entanto, e tendo o MEC essa mesma opinião, não percebo o porquê de ser necessário o pagamento por parte das famílias algo que deveria ser da responsabilidade do MEC.