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quarta-feira, 25 de junho de 2014

É preciso um novo dicionário...

Já tivemos o "inconseguimento" de Assunção Esteves e o "irrevogável" de Paulo Portas. Agora voltou a ser notícia a nova definição de "diálogo" por parte do MEC. Digo "voltou" visto que os sindicatos já conhecem essa definição há muito tempo. 

Desta vez foram os municípios a perceberem o que significa "diálogo" quando o MEC é uma das partes envolvidas. Bem, nessa nova definição, só há uma parte envolvida...


Alguns excertos da notícia do Público:
"“Muito de nós tivemos conhecimento das escolas que o MEC tenciona encerrar nos nossos municípios através da comunicação social. E em muitos casos há, efectivamente, desacordo. É inadmissível a forma como as coisas estão a ser feitas e é inconcebível que que o MEC chame a isto diálogo”, criticou o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Manuel Machado, em declarações ao PÚBLICO.

O presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, foi um dos que reagiram em declarações à Lusa, considerando que encerrar nove escolas naquele concelho sem que o centro escolar esteja concluído é uma medida “economicista" e "precipitada”. Num concelho onde foram fechadas 381 escolas desde o ano 2000, o custo dos transportes escolares ronda os 800 mil euros por ano e desse valor só 200 mil é que são comparticipados pelo MEC, sendo os restantes 600 mil euros pagos pelo município, disse o autarca. “O Estado central poupa porque passa a contratar menos professores, mas as autarquias locais passam a pagar ainda mais os transportes das crianças e a sua alimentação", criticou.

Entretanto, o presidente da Câmara de Arouca anunciou que não vai fechar a Escola de Bacelo e o de Viseu disse que não aceitará o encerramento da escola de Travanca, que não estava acordada com o MEC, e admitiu a hipótese de a autarquia a manter aberta "a expensas próprias"."



A lista oficial de escolas do 1º Ciclo que irão fechar

Depois da lista provisória de 439 escolas do 1º ciclo que poderiam fechar (aqui), foi agora oficializado as 311 escolas que irão fechar e cujos alunos serão transferidos para centros escolares.

domingo, 22 de junho de 2014

O comunicado do MEC - Afinal são 311 escolas do 1º ciclo a fechar...


Depois de serem identificadas 439 escolas que, presumivelmente, iriam fechar ("Lista de Escolas do 1º Ciclo a fechar"), o MEC voltou a trás relativamente a 128 escolas. Quais são, só o MEC é que sabe.

Mas atenção! Não vai ficar por aqui, é mais uma fase e já indicam que "O processo de reorganização da rede irá prosseguir no próximo ano letivo."

Em relação aos motivos do encerramento dessas escolas, são os mesmo de sempre que, trocado por "miúdos", apenas significam que querem poupar um pouco mais...

Fica aqui o comunicado do MEC:
"O Ministério da Educação e Ciência, através do Secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, concluiu nesta mais uma fase do processo de reorganização da rede escolar. Tendo por base propostas feitas pelos serviços regionais do Ministério e pelos municípios, um total de 311 escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico serão integradas em centros escolares ou outros estabelecimentos de ensino com melhores condições, permitindo beneficiar centenas de alunos.

Para esses alunos, o novo ano letivo terá início em infraestruturas com recursos que oferecem melhores condições para o sucesso escolar. Estarão integrados em turmas compostas por colegas da mesma idade, terão acesso a recursos mais variados, tais como bibliotecas e recintos apropriados a atividades físicas, e participarão em ofertas de escola mais diversificadas. Este processo permitirá também aos professores enquadrar-se nos seus grupos disciplinares e contar com o apoio de outros docentes, disseminando as melhores práticas letivas. Dá-se assim mais um passo na melhoria da escola pública.

A definição da rede escolar do 1.º ciclo tem em conta a existência de alternativas com melhor qualidade para o ensino e a prática pedagógica, e salvaguarda condições como a distância para a escola de destino e tempo de percurso, as condições da escola de acolhimento, o transporte e as refeições. Nos casos em que não foi possível garantir essas condições, foram mantidas em funcionamento as escolas em questão, com uma autorização excecional de funcionamento, ainda que ao abrigo da Resolução do Conselho de Ministros número 44/2010 estas devessem ser agregadas.

Trata-se de mais um passo num processo iniciado há cerca de 10 anos, continuado por este Governo desde o ano letivo de 2011/2012 com bom senso e um olhar particular relativamente às características de contexto. Tal como nos anos anteriores, para 2014/2015 os princípios que orientaram o trabalho realizado pelos Serviços do MEC relativamente a este assunto foram:
  • Garantir aos alunos, sem prejuízo do seu contexto local, uma efetiva igualdade de oportunidades no acesso a espaços educativos de qualidade, de forma a permitir assegurar a promoção do sucesso escolar;
  • Reduzir os riscos de abandono e insucesso escolares, mais elevados em escolas com menores recursos e alunos, integrando-os em contextos educativos mais favoráveis e de qualidade superior;
  • Proporcionar oportunidades de aprendizagem conjunta, trabalho de grupo, convívio social e troca de experiências, tanto a alunos como a professores;
  • Reduzir o número de turmas com alunos de diferentes anos de escolaridade, consolidando a organização pedagógica desejável;
  • Erradicar situações de isolamento de estabelecimentos de ensino;
  • Racionalizar a gestão de recursos com elevação da qualidade do ensino e rentabilizando a dimensão e as condições de outros estabelecimentos de ensino, nomeadamente os centros escolares.
O processo que agora se conclui foi realizado em articulação com as câmaras municipais, tentando sempre que possível encontrar consensos. Foram realizadas múltiplas reuniões entre os Diretores de Serviço Regionais e autarquias de todo o País, bem como entre o SEEAE e a Associação Nacional de Municípios. Conforme acordado na última destas reuniões, está neste momento a ser negociado um novo protocolo que dê continuidade ao compromisso estabelecido em 2010, prossiga os trabalhos de concentração de escolas e respeite os princípios estabelecidos.

O processo de reorganização da rede irá prosseguir no próximo ano letivo."

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Lista de Escolas do 1º Ciclo a fechar





Ao todo são 439 escolas que, presumivelmente, fecharão no final deste ano letivo.

Menos escolas, menos professores, mais concentração de crianças, que terão, muitas delas, de percorrer grandes distâncias para fazerem o percurso de ida e volta para a sua nova escola. 


Vá, seja de uma vez por todas claro com as intenções: quer tentar reduzir custos, ponto final!!! 
É que, na minha humilde opinião, o risco de abandono e insucesso escolar é muito maior quando alunos têm de acordar bem mais cedo que muitos adultos fazem, passar praticamente o dia inteiro enfiados na escola e depois dentro de camionetas, serem colocados em centros escolares com milhares de crianças, correm muito maiores riscos de se envolverem em situações desviantes.