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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Docentes com pedido de aposentação sem turmas atribuídas?


Sem dúvida, uma boa notícia. Para se concretizar, pela informação dada pelo MEC, é necessário o docente nessas condições fazer o pedido para que não lhe sejam atribuídas turmas, e que esse pedido sejam aceite pelo diretor da escola. Mas será que há diretores que não o aceitem, e até peçam aos docentes para fazerem esse pedido? É tudo uma questão de estabilidade, não sendo necessário substituições após o início do ano letivo...

Se a esta notícia se juntasse a notícia da resposta favorável dos pedidos de rescisão feitos pelos docentes em tempo útil para os concursos em curso, a notícia seria ainda melhor.

A notícia do Diário Digital:
"Na sequência de uma reunião hoje com representantes do MEC, a Federação Nacional de Educação (FNE), em comunicado, mostrou-se satisfeita com a abertura da tutela para acolher a sua proposta de não atribuir turmas aos professores com pedidos de aposentação à espera de deferimento por parte da Caixa Geral de Aposentações.

"Recorde-se que, no passado mês de julho, e no âmbito da preparação do próximo ano letivo, a FNE dirigiu ao Ministro da Educação um ofício onde solicitava que não fosse atribuída componente letiva aos docentes que aguardam despacho para o seu pedido de aposentação, tendo hoje obtido informações de que o MEC vai atender esta proposta", refere o comunicado da federação sindical.

Em resposta à agência Lusa, o MEC confirmou que, à semelhança do que aconteceu o ano passado, os docentes que se encontrem nesta situação poderão não dar aulas, com a diferença de que para o próximo ano letivo, a não-distribuição de qualquer turma depende do pedido expresso dos docentes e da aceitação desse pedido por parte dos diretores escolares.

"A FNE enquadra neste conjunto de docentes algumas centenas que já desde 30 de junho de 2013 aguardam despacho para o seu pedido de aposentação - e que no quadro do acordo celebrado em 24 de junho de 2013 não tiveram turma atribuída durante o ano letivo de 2013/2014. Para além destes, para os quais a FNE considera que deve ser adotado o procedimento acordado no ano passado, há todos os outros que entretanto reuniram as condições para passarem à aposentação, e aqueles que, por sua iniciativa, manifestaram vontade para a antecipar", lê-se no comunicado.

O MEC não esclareceu, no entanto, quantos pedidos de aposentação estão pendentes nos serviços, ou quando poderá estar o processo concluído, assim como não adiantou quando prevê dar por concluída a análise dos mais de 3.600 pedidos de rescisão de docentes, num processo de rescisões com o Estado iniciado em finais de 2013 e concluído em junho deste ano.

No final de julho, os diretores escolares manifestaram a sua preocupação com a demora na conclusão destes processos, tendo pedido ao Governo a rápida conclusão destes casos.

Isto porque, explicou à Lusa o vice-presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, as escolas não querem atribuir horários a professores que dentro de poucos meses podem deixar a escola pública em definitivo, se virem os pedidos de rescisão ou aposentação deferidos.

"A definição rápida da situação destes professores era importante, até para evitar os 'horários-zero' nas escolas", frisou o dirigente associativo."

sábado, 2 de agosto de 2014

Em agosto sem gosto...

... e não é só por causa do tempo horrível que está.

Agosto é, por natureza, o mês de férias dos professores. É neste mês que a grande maioria dos professores tenta desligar-se completamente da escola, ocupa o seu tempo com o que mais gosta de fazer, que ganha as forças necessárias para iniciar o novo ano letivo da melhor forma possível.

Mas tal é uma tarefa quase impossível para aqueles ainda à espera de resultados, tanto da PACC como do Concurso Externo Extraordinário (CEE), isto embora o concurso de Contratação Inicial já esteja em andamento (até dia 6).

Sobre o CEE, e visto que no dia 31 de julho a DGAE ainda pedia documentos às escolas para verificar reclamações, começo a ver que possivelmente ainda não será para a semana que serão divulgadas as listas, embora espero estar enganado. E sem colocações no CEE não pode iniciar-se a Mobilidade Interna. Bem, isso teoricamente, já que o concurso de CI também só deveria iniciar-se após essa divulgação e já está em andamento.

E não esquecer as Bolsas de Contratação de Escolas! Embora pode ser dito que os seus procedimentos começaram em julho (com o pedido dos critérios), ainda se espera pelo início desses concursos e o esclarecimento de algumas dúvidas. As bolsas não podem ser deixadas passar pelos professores contratados não podem deixar de lado, já que são mais de 200 escolas que irão usar esse tipo de concurso.

Isto dito, ainda é preciso esperar (e desesperar) por novidades. Parece-me que chegará o meio de agosto e ainda haverá pessoas a concorrer...

Para todos os que já não dependem dos concursos, aproveitam desde já as merecidas férias.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Atrasos e mais atrasos...


Os atrasos, que muito prejudicam as escolas e os professores, são a todos os níveis: aprovação das rescisões e aposentações, aprovação das turmas, publicação das listas de aprovação na PACC e listas do Concurso Externo Extraordinário (CEE), início dos concursos de bolsa de contratação de escola (BCE) e Mobilidade Interna.
É preciso ainda ver que o concurso de CI/RR pode já ter iniciado, mas muitos estarão a concorrer sem necessidade (por efetivarem no CEE ou por poderem vir a ser excluídos por não aprovação na PACC).
Isto tudo e ainda existem várias dúvidas para algumas situações que ninguém ainda sabe esclarecer  (como serão, na realidade, as BCE, quem poderá concorrer na Mobilidade Interna,...)

A notícia da TVI24:
"Os diretores escolares querem que o Governo conclua a análise dos pedidos de rescisão com o Estado dos professores, assim como os pedidos de aposentação pendentes, antes de fazerem o pedido de colocação de professores para o próximo ano.

Isto porque, explicou à Lusa o vice-presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, as escolas não querem atribuir horários a professores que dentro de poucos meses podem deixar a escola pública em definitivo, se virem os pedidos de rescisão ou aposentação deferidos.

«A definição rápida da situação destes professores era importante, até para evitar os horários-zero nas escolas», frisou o dirigente associativo.

Se houver a saída do sistema de muitos professores por pedidos de rescisão ou aposentação, isso poderá potenciar a ocupação dos lugares deixados vagos por professores que, mesmo sendo dos quadros das escolas ou agrupamentos, não têm tido turmas atribuídas, ficando numa situação de horário-zero (sem componente letiva).

São precisamente estes que correm o risco de, a partir de fevereiro de 2015, passar para uma situação de mobilidade especial, ou seja, um quadro de excedentários que pode durar um ano, com perda parcial de salário, e anteceder o despedimento, caso não consigam, através do processo de requalificação a que serão sujeitos, conseguir uma nova colocação no Estado.

A Lusa questionou o Ministério da Educação e Ciência (MEC) sobre o prazo em que poderá estar concluído o processo de rescisões e aposentação dos professores e se é expectável que isso aconteça antes do início do ano letivo, mas ainda não obteve resposta.

Um total de 3.606 professores aderiu ao programa de rescisão de contrato com o Estado iniciado no final de 2013 e encerrado no final de junho, segundo dados do MEC.

Os diretores estão também preocupados com o atraso na homologação de todas as ofertas formativas do ensino secundário.

Depois de terem sido conhecidas as ofertas de cursos profissionais disponíveis para o ano letivo de 2014-2015, os diretores escolares sublinham que seria importante que o Governo homologasse a oferta formativa do ensino não regular, como os cursos vocacionais ou as turmas do Programa Integrado de Educação e Formação (PIEF) ou as turmas do Percurso Curricular Alternativo (PCA).

A aprovação destas ofertas formativas está «para breve», segundo o MEC."

SPGL/FENPROF e os constrangimentos que se vivem neste momento



Um artigo da SPGL/FENPROF sobre alguns dos constrangimentos vividos neste momento por muitos professores, sobretudo contratados, embora acho que até falam pouco (basta ver o caso das Bolsas de Contratação de Escola, cuja complexidade começa a desvendar-se).
"Agora que as aulas acabaram e que finalmente todos dão um pouco de atenção ao diploma de concursos aprovado em maio pelo MEC e “negociado” anteriormente com os sindicatos (sem que houvesse acordo entre as partes, por todos os motivos e mais algum, começam a surguir muitas dúvidas e questões para as quais o SPGL/FENPROF, em tempo útil, tem vindo a denunciar e a alertar.- O desrespeito por prazos ou calendários é apanágio deste MEC: como se os professores não tivessem direito às suas, legalmente, estabelecidas e merecidas férias, o MEC teima em não anunciar datas de concursos ou qualquer outra coisa, sendo os professores obrigados a passar horas e horas atentos ao que agora é publicado para aplicar “daqui a bocado”. Assim aconteceu com a aplicação informática para a Manifestação de preferências assim acontece com tudo o resto: não há datas para o Indicação da Ausência da Componente Letiva (vulgo horários 0), para a Mobilidade Interna, para a publicação das listas do Concurso Externo Extraordinário, para a abertura do concurso para as escolas artísticas, para mobilidade estatutária, para a abertura da Bolsa de Contratação de Escola, para os pedidos da Mobilidade Por Doença.- A cada vez mais generalizada propagação de escolas TEIP e de Contratos de Autonomia (258) que aos poucos vai esvaziando o Concurso Nacional sendo já impossível, em 3 QZP, encontrar o mínimo de 25 escolas no mesmo QZP a que estão obrigados a concorrer. A obrigatoriedade de os contratados concorrerem a 2 QZP’S “caiu” na revisão do diploma de concursos em vigor (Decreto- Lei 132/2012 alterado pelo Decreto-Lei 83A/2014), tal como era reivindicado Pelo SPGL/FENPROF, mas na realidade ela está cada vez mais presente dada a quantidade de escolas que este ano entraram em autonomia (acrescendo às já existentes);- A obrigatoriedade de todos os contratados terem de manifestar preferências nesta fase do concurso demonstra a inoperância do MEC em agilizar e facilitar procedimentos. Porque é que ainda não foram publicados os resultados do Concurso Externo Extraordinário? Não teria sido mais sensato saberem os candidatos se realmente efetivaram sendo retirados do concursos de Contratação Inicial e manifestarem apenas as suas preferência no Concurso de Mobilidade?- Nas Ofertas de Escola as escolas terão de ordenar candidatos, primeiro pela sua graduação, depois através da análise dos currículos (cada escola terá o seu currículo com base no Currículo Europeu criando a Bolsa de Contratação de Escola. Um desperdício de tempo e uma dificuldade acrescida para todos os candidatos que terão de adaptar o seu Currículo ao pedido de cada escola. Sim de cada escola das mais de duas centenas que têm Contrato de Autonomia ou são TEIP. Porque teima o MEC em manter estas escolas fora do Concurso Nacional? O SPGL/FENPROF têm denunciado esta situação, reivindica que integrem o Concurso Nacional, seja respeitada apenas a lista de graduação e não aceitou a alteração proposta na revisão do Decreto- Lei dos concursos;- A alteração agora produzida no decreto-Lei 83A/2014 no seu artigo 9º, ponto 11 é definido o que o MEC entende por horário anual:“11 — Para efeitos do disposto no presente decreto-lei, considera-se horário anual aquele que corresponde ao intervalo entre o último dia estabelecido pelo calendário escolar para o início das aulas e 31 de agosto do mesmo ano escolar.”Ou seja, todos os horários posteriores a esta data passam a ser temporários (tal como já aconteceu um ano em Concurso Nacional e acontece com as Ofertas de Escola) permitindo ao MEC dispensar professores quando bem lhe prouver ou impedir a aquisição das condições à tal “norma travão” que permitiria a vinculação. Lembremos que essa norma prevê a entrada nos quadros apenas de professores com horários anuais e sucessivos. Também permite a não renovação de contratados colocados nestes horários. Relembremos também que o SPGL/FENPROF pugnam por uma vinculação dinâmica de acordo com os normativos em vigor e é contra as renovações (uma vez que desvirtua a lista de graduação);Estas e outras questões foram denunciadas pela FENPROF em tempo útil e amplamente divulgadas na Comunidade Educativa. Foram realizadas diversas ações de mobilização dos professores para pressionar o MEC a escutar os professores e as suas reivindicações. (...)"

terça-feira, 29 de julho de 2014

Madeira - Aviso de abertura dos concursos

Foi publicado o Aviso de Abertura do concurso para seleção e recrutamento do pessoal docente da educação, dos ensinos básico e secundário e do pessoal docente especializado em educação especial na Região Autónoma da Madeira. 

Neste aviso estão estipuladas as regras para o Concurso Interno, Externo Extraordinário, Mobilidade Interna e Contratação Inicial/Reserva de Recrutamento.

É necessária uma inscrição obrigatória a realizar entre 29 e 30 de julho (hoje e amanhã) para quem não tenha lecionado na RAM entre 1/09/2013 e a data de abertura do concurso (excepto mobilidade interna, cujo prazo de inscrição será de 25 a 26 de agosto).

Para essa inscrição, deve ser preenchido um dos seguintes formulários, conforme a sua situação:
  • Formulário A - Candidatos ao concurso interno sem vínculo aos estabelecimentos da RAM
  • Formulário B - Candidatos ao concurso externo extraordinário da RAM sem vínculo aos estabelecimentos da RAM (rede pública e privada)
  • Formulário C – Candidatos ao concurso de mobilidade interna sem vínculo aos estabelecimentos da RAM
  • Formulário D - Candidatos ao concurso de contratação inicial sem vínculo aos estabelecimentos da RAM (rede pública e privada)
  • Formulário E - Candidatos ao concurso de contratação inicial que no ano letivo anterior àquele a que respeita o concurso tenham adquirido habilitação profissional após a publicação do aviso da abertura do concurso.

Os candidatos deverão remeter a inscrição através de carta registada com aviso de receção à Direção Regional dos Recursos Humanos e da Administração Educativa (Edifício Oudinot 4° andar, Apartado 3206, 9061-901 Funchal) acompanhada dos documentos constantes no capítulo IX do Aviso de Abertura.

Após a inscrição, deverão fazer a candidatura ao concurso nos seguintes prazos:
  • Concurso Interno – 4 a 6 de agosto
  • Concurso Extraordinário – 11 a 13 de agosto
  • Concurso de Contratação Inicial – 28 e 29 de agosto
  • Mobilidade Interna - 1 e 2 de setembro
Para a candidatura eletrónica deve ser previamente lido o manual do utilizador.

Todas as informações e documentos encontram-se no site da DRRHAE.

terça-feira, 3 de junho de 2014

E acabou o prazo para concorrer!

Já passa das 18h de dia 3 de junho, por isso estão fechadas as candidaturas ao Concurso Externo Extraordinário e ao concurso de Contratação Inicial/Reserva de Recrutamento.

Espero que ninguém tenha deixado passar o prazo, porque não há volta a dar.

As fases seguintes são:

1ª validação – durante 5 dias úteis;

Aperfeiçoamento por parte do candidato – durante dois dias úteis;

2ª validação – durante dois dias úteis;

Publicação das listas provisórias de ordenação do CEE e CI - talvez para o final do mês, início de julho;

Reclamação das listas e desistências - 5 dias úteis a partir da publicação das listas provisórias;

Publicação das listas definitivas de ordenação e colocação da CEE - talvez meados/fins de julho.


Boa sorte a todos os candidatos!

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Concurso só até às 18h de amanhã (3ª Feira)

Em causa está o Concurso Externo Extraordinário (candidatura e manifestação de preferências) e o concurso de Contratação Inicial e de Reserva de Recrutamento (apenas candidatura).

Relativamente ao Concurso Externo Extraordinário (CEE), não existe a obrigatoriedade de concorrer para ser opositor à Contratação Inicial.

Há vários colegas que, mesmo sendo "elegíveis", não pretendem ficar efetivos em certos QZPs, ainda mais sabendo que depois têm de concorrer em 3ª prioridade na Mobilidade Interna (o que, com quase toda a certeza, leve a ficarem numa escola desse QZP durante pelo menos um ano, isto se sempre houver o Concurso Interno no próximo ano). 
As razões que levam a esses colegas não concorrer a todas as vagas só a eles diz respeito e é necessário respeitar.

No entanto, relembro que a não aceitação de um lugar de QZP neste CEE não faz extinguir essa vaga, antes passa-a para o candidato seguinte. 

Logo, pensem bem que opções irão fazer, e lembrem-se que, se concorrerem agora para todas as vagas e depois não aceitarem, não terão nenhuma consequência e a vaga será sempre ocupada pelo candidato seguinte.

Outro conselho é, para quem ainda não concluiu a candidatura, não deixar para o último dia!!!


P.S.: Ao contrário do que diz a FENPROF nesta informação (Concursos a decorrer (só!) até dia 3), ainda não está em causa o concurso de Mobilidade Interna, cuja candidatura só será após os resultados definitivos do CEE.

Adenda a 3/06: Indo à ligação da FENPROF disponibilizada, já foi retirado que estava em causa a Mobilidade Interna. Devem realmente andar atentos aos blogues de professores...