O exame de Matemática A foi dos poucos, entre os que mais alunos envolve, que foi considerado na generalidade mais difícil do que nos últimos anos (“O exame não era de Matemática, era de mandarim. Para mim era chinês”, ”Professores dizem que exame de Matemática A "é injusto" e vai "cortar as pernas" aos alunos”).
Os resultados vieram confirmar exatamente isso, tendo-se também verificado uma melhoria na maioria das disciplinas (onde é de salientar o de Biologia e Geologia, melhorando em 2,6 valores, de 8,1 para 10,7!).
Alguns excertos da notícia:
"O Instituto de Avaliação Educativa (Iave) fala numa “ligeira descida” da média nacional de Matemática A, que foi a mais baixa dos últimos oito anos, mas o vice-presidente da associação de professores daquela disciplina (APM), Jaime Carvalho e Silva, considera “esse tipo de comentários inadmissível”. “O Iave não pode andar sempre a apregoar o rigor e a esquecê-lo na hora de fazer os exames e de analisar os resultados”, criticou esta sexta-feira. Frisando que “não adivinha a intenção do Governo”, diz não ter dúvidas das consequências da “falta de qualidade técnica das provas”: “Nos próximos anos vamos assistir a uma fuga dos alunos à Matemática”, avisa.
Factos, é o que pede Jaime Carvalho e Silva. E “esses são”, diz, “claríssimos”. “Os resultados caem cerca de meio valor por ano e baixaram de 10,8 em 2010 para 7,8 em 2014, tendo em conta o conjunto dos alunos internos e externos. E isto acontece porque os genes dos nossos estudantes estão em degradação acelerada e progressiva? Não. Porque os exames estão mal feitos, do ponto de vista técnico, e não servem para nada a não ser para prejudicar os estudantes, individualmente, e para a curto prazo afastar os jovens da disciplina, o que do ponto de vista sócio-económico é gravíssimo”, analisa o dirigente da APM."