Falta de informação? Mas é verdade ou não que, daqui a um ano, estes docentes que entram agora extraordinariamente irão concorrer em Mobilidade Interna à frente de todos os QA/QE? Existe aqui alguma má interpretação???? Sim, porque isto de ser QZP e concorrer em 1ª prioridade para fora da sua Zona (e agora, ainda por cima, para mais de que um grupo de recrutamento!!!) de justo não tem nada! A mobilidade não deveria ter prioridades ou, pelo menos, para fora da sua Zona, os QZPs deveriam concorrer em igualdade de circunstâncias com todos os QA/QE.
Isto para não falar que, entretanto, estarão um ano num QZP (ou noutro, conforme o número de docentes que concorrerem na Mobilidade Interna deste ano) que há muitos anos são desejados por docentes do quadro e que não têm sequer oportunidade de concorrer a esses lugares!
Mas depois sou eu que tenho de ter vergonha!
Como já tem sido habitual, muito mais foi falado e não foi escrito, mas não vou estar a repetir as minhas opiniões sobre todas as injustiças que existem nestes concursos.
Como já referido antes, a FENPROF "despertou" com este movimento de professores e teve a coragem de se chegar à "frente" contra a injustiça que se verifica. Infelizmente (e não estou a ser nada irónico, já que, para o bem ou para o mal, são os sindicatos que representam todos os professores), parece que é o único sindicato que se aproveita do que foi feito entretanto.
Mais estará para vir, mais explicações e "apoios" aos sindicatos também..
Mais estará para vir, mais explicações e "apoios" aos sindicatos também..
Fica aqui a notícia do Público:
"O ministro da Educação e Ciência atribuiu esta segunda-feira à falta de informação e à “má interpretação da lei” a decisão de um grupo de professores dos quadros que até às 0 horas desta terça-feira vai apresentar uma providência cautelar para tentar suspender provisoriamente o concurso extraordinário que se destina à integração na Função Pública de docentes que estão a contrato. Uma afirmação que não convence os docentes do quadro, que insistem que têm o direito de concorrer àquelas 1954 vagas, e a Federação Nacional de Professores (Fenprof), que revindica a abertura de outros tantos lugares nas escolas, para “remediar a situação”.
Em causa está o concurso para a vinculação extraordinária de professores contratados, que está a decorrer. Apenas podem candidatar-se às 1954 vagas abertas em zonas específicas em determinados grupos de recrutamento professores contratados. O que, reclama o grupo de professores do quadro que se formou para contestar o concurso, “é uma injustiça e uma ilegalidade”.
“Não é justo que um professor que está num quadro de escola ou num quadro de agrupamento a 400 quilómetros de casa esteja impedido de concorrer. E estamos convencidos que não é, também, legal: a lei é clara quando define que a realização de um concurso deste tipo se inicia sempre pelos trabalhadores com relação jurídica de emprego público por tempo indeterminado previamente estabelecida”, argumenta Bruno Gomes, um dos docentes que estão a preparar a apresentação da providência cautelar.
O ministro da Educação contrariou esta segunda-feira aqueles argumentos, que atribuiu a “má informação”. Segundo a agência Lusa, à margem da cerimónia de entrega de Prémios do Ensino Secundário 2012-2013, em Lisboa, Nuno Crato dirigiu-se aos professores do quadro e garantiu que “não há que ter nenhum receio". Isto, explicou, na medida em que o concurso extraordinário externo "não consolida os lugares” e no concurso para a mobilidade interna os docentes dos quadros terão prioridade em relação aos que vão ser integrados agora.
Quer a direcção da Federação Nacional de Professores (Fenprof) quer Bruno Gomes contrapõem, no entanto que a prioridade de nada lhes serve se não existirem as mesmas 1954 vagas e nos mesmos quadros de zona pedagógica.
Recentemente, tanto a Fenprof como a Federação Nacional de Educação (FNE) defenderam sem êxito, no processo de negociação com o Ministério da Educação e Ciência, a realização simultânea dos concursos externo e interno, para evitar situações de injustiça. Esta segunda-feira a Fenprof admitiu que aquela solução já não será possível, “por motivos técnicos", e reivindicou "a abertura de um segundo concurso extraordinário, mas interno” (para professores do quadro, portanto), "precisamente com o mesmo número de vagas, as 1954, e eventualmente nos mesmos quadros de zona pedagógica previstos na portaria relativa ao concurso para os contratados”, explicitou João Louceiro, dirigente daquela federação sindical .
Em declarações ao PÚBLICO, o sindicalista sublinhou que aquela seria "uma solução de remedeio, face à intransigência do MEC em aceitar, no momento certo, a reivindicação da Fenprof”. E frisou que "face ao número de professores que se aposentaram e que vão optar pelas rescisões amigáveis a duplicação de vagas nunca poderá ser considerada excessiva".
Bruno Gomes disse que o grupo reivindica "algo mais simples, a abertura do concurso extraordinário aos professores do quadro". “Não seriam necessárias mais vagas. Os 1954 contratados ficariam colocados nos 1954 lugares que nós, os do quadro deixássemos em aberto”, disse."
Caro Prof. Infinito!
ResponderEliminarPercebo parte dos seus argumentos no que concerne às prioridades. Mas cuidado com os tiros no pé! Quando diz "porque isto de ser QZP e concorrer em 1ª prioridade para fora da sua Zona... ", está a pedir que os de QA/QE não possam sair da escola em que estão ou do QZP ao qual pertence a sua escola de efectivação?
É que se pede lei igual para todos, aqui também tem de ser: isto é, se os de QA/QE podem concorrer para escolas de outros QZP's os de QZP também o podem!
Cuidado, porque acabamos sempre, mesmo inconscientemente, por olhar para o nosso umbigo!!!
Não é isso que quero dizer, e espero que não interpretem dessa forma. Acho é que não deveria haver prioridades na Mobilidade Interna, mas obviamente todos poderiam concorrer para onde quisessem. Mas também admito, por exemplo, os QZPs terem prioridade no Concurso para a sua Zona, mas estar em pé de igualdade (graduação) para as outras Zonas que não do seu QZP.
EliminarJá alterei de forma a tentar explicar corretamente a minha opinião sobre esse assunto.
Eliminar"(e agora, ainda por cima, para mais de que um grupo de recrutamento!!!)"
ResponderEliminarDesculpa, mas não vejo qual é o problema.
Sou QA com horário zero na Amadora e como tive de concorrer à MI e fiquei colocado numa escolar em Lisboa. Ambas a 350 Km da minha residência, pois sou da zona Norte.
Tenho habilitação para o 910 e 110 porém não posso concorrer. Nestes grupos existem imensos contratados e menos graduados do que eu nesses lugares. Se eu no ano anterior pudesse concorrer à MI a mais que um grupo de recrutamento não estaria neste momento desterrado a mais de 350km da família e ainda por cima por um período que pode ser de 4 anos, se no próximo não houver concurso.
Quer dizer nos grupos 910 e 110 existem imensas pessoas colocadas na minha zona e eu tive de vir para LIsboa.
Achas isso justo??
Colega, estava a referir-me aos QZPs que podem cpncorrer para qualquer parte do país em 1ª prioridade, e agora tamném para mais grupos de recrutamento. Em relação aos QZPs, só consigo aceitar como possivelmente justo concorrerem em 1ª prioridade se for só para a sua Zona.
EliminarRelativamente aos horário zero, sejam QA/QE ou QZP, acho muito bem que concorram em 1ª prioridade na Mobilidade Interna para os grupos que tenham habilitações profissionais.
Isso é que é realmente "boas práticas de gestão dos seus recursos humanos docentes", algo que se encontra no preâmbulo do DL60/2014, que rege o Concurso Externo Extraordinário.
Por lapso eu desta vez não entrei na luta, apenas entrou a minha esposa, mas da próxima vez contém comigo.
ResponderEliminarCumprimentos