sexta-feira, 6 de junho de 2014

Os insultos do professor Jorge Costa...


Recuso-me a reproduzir o texto escrito pelo Jorge Costa (para o qual deixo o link na imagem em cima), tal é o veneno, calúnias e injúrias de que o grupo de professores, do qual faço parte, é alvo. 

Mas usando apenas uma das inúmeras "delícias" utilizadas, é indicado que tenho "pequenez mental", isto por:
  • Estar a lutar por um concurso interno e externo em simultâneo, havendo a recuperação de TODAS as vagas libertadas, o que implicaria sempre a vinculação do mesmo número de professores;
  • Acreditar que o Concurso Externo Extraordinário não resolve o problema dos professores contratados, mas antes vem trazer mais injustiças. Como já se viu em 2013, possivelmente irão vincular vários professores que muito poucos anos (ou mesmo apenas um) deram à Escola Pública, tendo a grande parte da sua graduação sido alcançada em colégios privados, ultrapassando aqueles que sempre, e durante décadas, lutaram pela qualidade da Escola Pública;
  • Defender que deveria ser aplicada a Lei Geral da Função Pública, e não criar algo que tem sido anualmente "extraordinário" (ou será antes "extraordinariamente" anual?) apenas para alguns, quem nem serão todos os que a tal mereceriam, só para tentar enganar Bruxelas;
  • Considerar que, por ter alcançado o vínculo na função pública (mesmo sabendo que pela frente estava um caminho mais ou menos penoso para percorrer), tinha uma perspetiva para o futuro e tinha criado, por isso, expetativas de concorrer em igualdade de circunstâncias com aqueles com o mesmo vínculo, e tendo apenas prioridade (existente na lei) relativamente a quem não tinha esse vínculo (ÚNICA COISA QUE DIFERENCIA OS PROFESSORES), vejo agora essas expetativas completamente defraudadas, nem sequer tendo hipótese de concorrer em igualdade de circunstâncias;
  • Saber que inúmeros professores, há muitos anos vinculados, também estão em situações de precariedade, que andam de "casa às costas, sem a família, sem amigos", que encontram-se deslocados a centenas de quilómetros de suas casas e famílias, que não é o vínculo que dá a estabilidade profissional desejada, e que com este concurso extraordinário veem ainda mais diminuídas as hipóteses de poder alcançar essa estabilidade. Ou será que estes não a merecem, ou realmente pensa que tal só é vivido por quem é professor contratado?;
  • Por defender o cumprimento da Diretiva Comunitária 70/99/CE a todos que a ele têm direito, havendo de novo o real cuidado para não existirem injustiças nas vinculações;
  • Por não querer diferenciar, depois da vinculação, quem sempre concorreu para todas as vagas, e aqueles que só concorrem para certas zonas, pelas razões que só a eles diz respeito (como o colega defendeu aqui), considerando que apenas a graduação profissional deveria ser considerada;
  • Por não insultar pessoas que não conheço, e fazer parte de um grupo que defende uma causa que acham justa, que não ficam a "ver o filme parados", que levantaram-se para lutar, sempre de cabeça erguida;
  • Por considerar que não é com uma injustiça que se resolve outra injustiça!
Felizmente, existem muitos "canalhas" (como chama o colega), não só professores do quadro, mas também muitos professores contratados  e pessoas das mais variáveis profissões, que (embora não andem a "bater-lhes palmas e pagar-lhes jantares") percebem, defendem e estão solidários com esta causa.

Fico deveras triste que alguém que já tanto fez pela causa dos contratados, o grande propulsor pelo cumprimento da Diretiva Comunitária, e que por tal merece todo o meu respeito; alguém, que num seu texto escreveu "Não publicarei msg que ofendam a dignidade de terceiros, ou que contenham linguagem grosseira.", caia agora num discurso tão baixo e reles.

Um bem haja para si, de alguém que não lhe deseja mal nenhum e que não se considera superior a ninguém... mas que não deixa que tentem tratá-lo por inferior!

Assinado: BRUNO GOMES

P.S.: Tal como o blogue, este é um texto pessoal, onde expresso apenas a MINHA opinião, não falando em nome de mais ninguém.

8 comentários:

  1. Bom dia Bruno Gomes.
    Não li nem vou ler o comentário que refere. Não tenho paciência nem tempo para gastar em pessoas que ainda não amadureceram o suficiente para aceitar que os outros podem ter convicções diferentes. Sobretudo não tenho paciência para mal educados.
    De tudo o que li escrito pelo Bruno posso afirmar que sempre defendeu as suas ideias com educação e clareza. Por isso penso que fez muito bem em responder e ,assim, continuar a responder educadamente.

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  2. Lamentável, parece o discurso de um revolucionário de extrema esquerda, que bebeu uns copos a mais. Sem dúvida, no meu entender, um fraco defensor da classe docente, ofensivo e pouco representativo do que conheço dos meus colegas, contratados ou não. Respeito as dificuldades e esforços de alguns, senão a maioria, dos colegas contratados do mesmo modo que gostaria de me ver respeitado. E até, pasmem-se percebo porque estarão contra o nosso movimento, poderia até retribuir algumas das idéias do texto daquele "senhor" mas não o faço, nem tão pouco usaria tais palavras. A ninguém interessa ser ultrapassado, mesmo aos que ultrapassaram...tão só isso... Quanto às ofensas, agradeço que se fiquem pela página de sua autoria, porque se fosse noutro contexto, mais público, mais personalizado teriam consequências óbvias a retirar. Digo mais, nunca um aluno tão pouco, ainda que malcriado chegou ao ponto de "perder a cabeça" como este "colega", que se diz eternamente provisório e de facto de isso não passará pelo menos na minha também provisória existência. Cumprimentos e trate-se se possível e obrigado ainda assim pelo contributo atabalhoado que nos deixa neste mundo de pluralismo político que devemos respeitar. Por ultimo, e porque hoje é Sexta feira e conforme deverá entender já me encontro desgastado por 12 horas de trabalho contínuo de exames, reuniões, aulas, etc....enfim...peço-lhe encarecidamente que me permita o seguinte desabafo: "Vá b***m***@ !!!!" Ass:patata777

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  3. Bruno
    Não foram comentários à sua pessoa mas às ideias que defende com as quais não concordo e que ofendem os colegas que já por muito passaram. Mas convido-o a passar pelo meu blog para perceber melhor. Não é meu propósito ofendê-lo pessoalmente mas tão só combater a ideia de uma classe docente superior à outra. Cps.

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  4. Um pouquinho excessivo, também achei. Devemos andar todos cansados... nao se trata de superioridade colega Jorge, leia com atenção o que é defendido. Bom Fim de Semana

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    1. Eu penso que nem sequer se devia dar ao trabalho de responder a uma pessoa destas, que do alto dos seus 23 anos de serviço(!!!), vem para aqui mandar postas de pescada, ser sarcástico e ser mal educado. É dar-lhe uma importância e ao seu blog que não tem. As pessoas só ouvem realmente o que lhes interessa ouvir. NÃO ESTAMOS CONTRA OS COLEGAS CONTRATADOS, Sr. Professor do quadro há 23 anos. De alguém mais novo, mas com mais respeito para com os colegas, também do quadro e que há anos está longe de tudo e de todos. E que já passei por muito.

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  5. Não comento outros comentários. Mas... a verdade é que parece que a união da classe é fictícia. Não estão contra os contratados? Mais parece que sim!

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  6. O colega Jorge Costa está cheio de razão quando diz que temos que atacar os que se acham superiores, presumo que coim isto esteja a referir-se aos privilégios das reduções, à enormidade salarial de quem está à mais tempo na carreira, além da diferença de vínculo. Ou seja, o colega de bom grado partilhará o seu ordenado com o dos colegas contratados e com os de escalões mais baixos porque sabe ser injusto haver diferênças destas na classe docente. Espero que abdique da redução também, há quem não a tenha e é uma injustiça e um direito sem fundamento. Salário igual para todos, 1º escalão generalizado entre os quadros, o colega Jorge Costa certakmente dará o exemplo e ordenará a sua escola que transfira todois os meses a diferênça entre o seu salário e o de um contratado para um fundo de convergência remuneratória. Santa paciência.

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