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quarta-feira, 16 de julho de 2014

A opinião de Santana Castilho


Como já nos habituou, Santana Castilho fala sobre Educação, neste caso sobre a municipalização das escolas.

O artigo na íntegra (negrito da minha responsabilidade):

"A municipalização da educação está a ensaiar os primeiros passos em contexto estratégico favorável, prudentemente escolhido, já que os professores não pensam senão nuns dias de férias, depois de afogados em trabalhos de exames, que culminaram um ano particularmente desgastante.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Municipalização das Escolas - Tomada de posição

Os professores e técnicos do Agrupamento de escolas de Matosinhos fizeram pública a sua tomada de posição relativamente ao projeto de descentralização de competências na área da educação pela autarquia, mostrando-se formalmente contra essa projeto.

Esperemos que nos outros municípios onde está a ser negociado a aplicação deste projeto haja tomadas de posição do mesmo género. 

Municipalização das Escolas - O que diz a FNE


Garantias já houveram muitas, tanto por parte dos sindicatos como do próprio Ministério, cujo prazo de validade foi extremamente curto. 
Será que esta garantia da FNE tem validade ilimitada? Ou é só até haver novo governo, seja qual for (que será daqui a um ano)?

Acho que ninguém duvida que, PARA JÁ, a gestão dos docentes, quer a nível de carreiras como de remunerações, continuará a ser competência do MEC. Os documentos apresentados (relativos ao projeto com o município de Matosinhos) nada dizem em contrário. Falta é saber até quando.....

E não esquecer que o famoso "prémio" em nada tem a ver com o assunto da gestão dos docentes...

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Municipalização das Escolas - A gestão dos docentes e os "prémios"


Alguns excertos da notícia:
O ministro adiantou que, na reunião, explicou à FNE que o projecto de transferência de competências para os municípios na área da educação é ainda “um pré-projecto-piloto”, em “fase de discussão” com “uma dezena de municípios”. “Após esta discussão serão esclarecidas quais são as formas de colaboração que existirão para essa transferência de competências para municípios. Mas não está em causa salários dos professores, contratação de professores, gestão da carreira docente, nada disso está em causa. Portanto, não há que haver qualquer preocupação no que se refere aos professores, que continuam a ser funcionários da administração central”, sublinhou. Nuno Crato acrescentou que o que se pretende “é um maior envolvimento local dos municípios” e que em discussão está “a possibilidade de incentivar uma melhor gestão dos recursos globais”. Questionado sobre o que significará na prática essa melhor gestão, o ministro disse que tal “resultará” precisamente da discussão que está a decorrer com os municípios.(...) 
Sublinhou que em cima da mesa estão para já “propostas gerais” e que “não vale a pena” especular sobre o que vai acontecer. “Estamos a conversar com os municípios e registamos o interesse da FNE em ser parceira deste acordo, ou seja, em envolver-se também nessa discussão. Mas, como dissemos à FNE, é cedo, porque estamos ainda a conversar com os municípios e conversaremos com outros parceiros a partir do momento em que estejam mais delineadas as posições que vão ser tomadas”, justificou.(...) 
”A afirmação que foi feita muito claramente pelo senhor ministro foi a de que os professores são funcionários da administração central, continuarão a ser funcionários da administração central e que não está em causa qualquer transferência que diga respeito à gestão de professores ou a salários de professores.” Para João Dias da Silva, neste quadro, a hipótese de haver um prémio para as autarquias que consigam gerir escolas com menos docentes não se coloca: “Se aquilo que nos foi afirmado foi que não está em causa que os professores continuem a ser funcionários da administração central, que salários de professores só têm a ver com o MEC, que a gestão de recursos humanos só tem a ver com o MEC e as escolas, essa questão não se coloca.”
O Sr. Ministro da Educação e Ciência, mais uma vez, soube responder às perguntas sem ser direto nas suas respostas.
Analisando os documentos tornados públicos (sobre os quais falei nos posts "Municipalização das Escolas - Documentos orientadores de Matosinhos" e "Municipalização das Escolas - Modelo de financiamento de Matosinhos"), nenhum deles fala na imediata transferência da gestão dos docentes para os municípios (embora tal se preveja como sendo o passo seguinte).
Mas tal não impede, tal com diz o Sr. Ministro da Educação e Ciência, “a possibilidade de incentivar uma melhor gestão dos recursos globais”. Ou seja, o incentivo está no famoso "prémio" que está estipulado no modelo de financiamento. Não é necessário que seja o município a gerir os docentes para pressionar e arranjar forma de diminuir o número de docentes, e assim usufruir do tal "prémio" de 12500€ por cada docente a menos do estipulado como necessário. Só não percebo como é que o secretário-geral da FNE continua a fingir que não se passa nada, mesmo depois de os documentos serem públicos.

Já agora, acho inacreditável o Sr. Ministro da Educação e Ciência falar em "tranquilidade" e que ainda é "cedo", quando este projeto entra em funcionamento no ano letivo 2014/15, ou seja, daqui a menos de 2 meses. Como é óbvio, quer ter tudo assinado e em funcionamento sem que exista qualquer tipo de contestação.

Municipalização das Escolas - Hoje, por Águeda

"O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC/FENPROF) promove um Plenário de Professores e Educadores do Concelho de Águeda na próxima segunda-feira, dia 7 de Julho, pelas 16H00, na Escola Secundária Marques Castilho.
A realização desta reunião "resulta da necessidade de discutir com os docentes o propósito anunciado pelo Governo, no âmbito daquilo a que chama 'reforma do Estado', de municipalizar novas competências na área da Educação. Foi já tornada pública uma lista de concelhos alegadamente interessados na municipalização, na qual surge o município de Águeda. Públicas são, também, declarações vindas do executivo camarário expressando o interesse em se incluir nesse processo", é referido em comunicado.
O SPRC/FENPROF "olha com muita preocupação o caminho de desresponsabilização que o actual Governo pretende aprofundar". Rejeita "a transferência de algumas competências, destacando entre estas as que dizem respeito ao pessoal docente".
Reunião semelhante foi pedida à Câmara Municipal de Águeda. Tendo sido ontem agendado um encontro para o próximo dia 9 de Julho."

Municipalização das Escolas - Porque estou mesmo contra...

…uma municipalização da Educação feita com base na lógica do simples corte de encargos, desresponsabilizando o Estado pela Educação! 
Estou assim completamente de acordo com o Paulo Guinote, que tem de ser a base, nós, a agir!

domingo, 6 de julho de 2014

Municipalização das Escolas - Modelo de financiamento de Matosinhos

Através do blogue "A Educação do meu Umbigo", foi tornado público o modelo de financiamento proposto para o município de Matosinhos, tendo em conta a transferência de competências na educação (ver "Municipalização das Escolas - Documentos orientadores de Matosinhos").

É neste documento que está referido o "fator de eficiência" ligado "à boa gestão dos recursos docentes" e que foi noticiado pelo Público (ver "Municipalização das Escolas - Compensação para diminuir docentes????").

Chamo à atenção que esse "prémio" ao município não implica que seja o município a fazer a gestão dos recursos docentes.

Como é que é verificado quantos são os docentes necessários em cada escola? É usado o tal fator de eficiência, como se pode ver na tabela seguinte:
Ou seja, multiplicam o valor correspondente de cada tipo de ofertas pelo número de turmas e obtêm o número de docentes necessários no município.

Então e como é feita a tal "partilha", também conhecida por "prémio", com o município? 
Em primeiro lugar, não pode haver evidência de que os resultados escolares tenham sido inferiores aos do ano transato. 
Depois, é seguir as seguintes tabelas:
Num ponto à parte, gostava de saber onde é que um docentes no índice 151 ganha 25000€/ano! É que, considerando que estamos a falar salário bruto, para esse valor é necessário ganhar 1785,71€/mês, 14 meses ao ano, que é mais 76€ do que o salário mensal bruto de um docentes no 2º escalão!! Isto para não falar nos cortes a que estamos sujeitos, mais a deduções fiscais. É que a nível líquido, esse valor é alcançado por um docente no 9º escalão (não casado e sem dependentes), sem cortes salariais!!!!

É ainda dado o exemplo concreto de Matosinhos:
Ou seja, neste momento, sendo que os docentes nas escolas de Matosinhos são da responsabilidade do MEC, existem 198 docentes que, na perspetiva do MEC, não são necessários! Alguns, 63 docentes, já lhes fizeram "o jeito" e pediram a rescisão.
Podemos então concluir que o MEC é completamente ineficiente no que se trata a gestão escolar, mas isso já todos sabiam. 

Neste caso em concreto, como é que o MEC quer que os resultados escolares se mantenham iguais (e a ideia seria melhorar) com menos 198 docentes nas escolas? E ainda dar um prémio monetário se conseguirem baixar desse número!

Continuamos a ser tratados como meros números, onde a solução de todos os problemas na Educação está na aplicação de fórmulas matemáticas. Só que, infelizmente, o único problema que este MEC vê na Educação é o gasto monetário, que querem diminuir, ainda mais, de qualquer forma e feitio!!!

O Modelo de Financiamento:

sábado, 5 de julho de 2014

Municipalização das Escolas - Compensação para diminuir docentes????


Se havia dúvidas que tudo é uma questão económica e que apenas pensam em poupar, seja de que forma for, aqui está a demonstração inequívoca que é mesmo assim! A notícia fala por si própria.

A notícia do Público:
“Perigosa” e “desnecessária” é a forma como os dirigentes escolares qualificam a proposta de “municipalização” das escolas que o Ministério da Educação e Ciência (MEC) tem vindo a negociar com os autarcas de vários concelhos do país.

Tal como o PÚBLICO noticiou na sexta-feira, a proposta de descentralização de competências na área da educação ao nível do básico e do secundário confere aos municípios um papel interventivo na definição da oferta curricular das escolas, dentro das balizas estabelecidas a nível central, assumindo as autarquias totais responsabilidades pelo pessoal não docente e, nalguns casos, também pelos professores. Uma das novidades presentes na proposta é o chamado "factor de eficiência” que premeia as câmaras que trabalhem com um número de docentes inferior ao tido como necessário para o respectivo universo escolar.

Municipalização das Escolas - Documentos orientadores de Matosinhos

Foi tornado público dois documentos orientadores da municipalização das escolas, neste caso do município de Matosinhos.

Um dos documentos é o Memorando de Trabalho, onde é definido o objetivo geral, a definição e orientações sobre este projeto-piloto, e a estrutura e conteúdo do contrato de descentralização das competências na educação e formação.
É neste documento que se fica a saber que este projeto inicia-se no ano letivo 2014/15 e que tem a duração de 4 ano, podendo tornar-se o contrato definitivo mediante e dependendo os resultados da avaliação realizada.

O outro documento é a Matriz de Responsabilidades, que atribui as diferentes competências à direção do agrupamento/escola, ao município ou ao MEC.

Matosinhos é 1 dos 16 municípios que irão fazer parte deste projeto-piloto, sendo que a ideia deste MEC (e por certo que será aproveitado por quem vier a seguir) é passar todas as escolas para a responsabilidades dos municípios.

O memorando de trabalho:


A Matriz de Responsabilidades:

domingo, 29 de junho de 2014

Quantas são as escolas com contrato de autonomia?


Pelo que se pode ler na notícia, já são 212 escolas que têm contrato de autonomia assinado, mais do que as (aproximadamente) 170 escolas noticiadas em novembro.

Outras conclusões que se podem tirar das declarações do DGEstE (Director Geral dos Estabelecimentos Escolares) é que, como já se previa, o intuito é TODAS as escolas virem a assinar contrato de autonomia, e depois fazer a municipalização dessas mesmas escolas.

Basicamente, caminhamos a passos largos para o fim dos concursos nacionais! Não esquecer que, já a partir deste ano letivo que se avizinha, as escolas com contrato de autonomia e EPE (assim como, até ao ano letivo 2016/17, as escolas TEIP, profissionais e de ensino artístico) irão contratar os seus docentes através de Bolsas de Contratação de Escola (e cujas implicações e constrangimentos falei aqui).

Já agora, aposto que algumas das escolas que recentemente assinaram (e as que irão brevemente assinar) contratos de autonomia são escolas TEIP, profissionais e de ensino artístico! É que, na minha opinião, essa é a real explicação (o fim desse tipo de escolas e a sua "autonomia") dessas escolas usarem bolsas de contratação de escolas só até 2016/17.

Alguns excertos da notícia do Público:
""Há vontade política e havemos de transferir o máximo de competências possível, tendo em conta os constrangimentos financeiros. Mas, se aumentam as competências, também aumentam as responsabilidades", vincou, perante uma plateia composta por cerca de centena e meia de professores.

"Lancei o desafio a todas as escolas e perguntei se estavam disponíveis para avançar para a autonomia, desenvolvendo acções de informação e acções de acompanhamento", destacou aquele responsável, tendo lembrado o cepticismo existente em relação à assinatura dos respectivos contratos.

"Lembro quando toda a gente me dizia que não haveria disponibilidade para a assinatura de contratos mas nós acabámos por assinar, até ao momento, 212 contratos de autonomia, e temos mais para assinar em breve", frisou.

José Duarte disse ainda à Lusa que a descentralização de competências para um município "só faz sentido quando acompanhada de um contrato de autonomia com as escolas", entidades que têm de fazer o seu diagnóstico, definir as suas metas e os seus objectivos, e depois dar provas e pedir provas do que está a ser feito"."

domingo, 8 de junho de 2014

FNE e a municipalização das escolas


Parece que não há volta a dar à municipalização da Escola Pública, a partir do momento que um dos maiores sindicatos de professores quer ajudar a definir como será realizada essa municipalização.

Acredito que poderá conseguir que o Estado mantenha o "papel regulador na oferta disponível" (e regulando conforme certos "interesses"), mas duvido que consiga mais que isso, muito menos que a gestão dos recursos humanos, sobre tudo no caso dos professores, se mantenha centralizado no MEC..

Os municípios querem ter o controlo completo das escolas, e isso passa em muito pela gestão de recursos humanos, o que implica que a contratação e vinculação dos professores passará a ser responsabilidade dos municípios.

Acho que a grande maioria sabe o que isso pode significar, tanto para professores contratados como do quadro, algo já muito bem explicado pelo no  InforPROF no post "O perigo das escolas municipais".

E embora os perigos de compadrio e favorecimento pessoais seja um perigo por que todos passem, o perigo maior passa mesmo pelo professores contratados,a nível da vinculação, já que os municípios já não conseguirão fugir, tal como o MEC tenta fazer, à Lei de Vínculos, Carreiras e Remunerações da Função Pública.


Fica a notícia da TVI24:

quinta-feira, 5 de junho de 2014

InforPROF: O perigo das escolas municipais


Depois de já terem sido conhecidos alguns dos municípios interessados em garantir a gestão das escolas, este post do InforPROF vem clarificar de forma sublime alguns dos perigos inerentes à existência das tais escolas municipais.

Aconselho vivamente a leitura do post.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

A Municipalização da Escola Pública ao virar da esquina...


Tendo por fidedigna o que está escrito nesta reportagem, temos 9 concelhos a desejaram tomar mão das Escolas e terem toda a autonomia sobre elas, sendo completamente responsáveis pela gestão da educação (o que, obviamente, inclui a contratação de docentes), transformando-as assim em "Escolas Municipais", como é referido.

Tendo em conta o que já foi referido aqui ("Municípios responsáveis pela gestão da educação") , é possível que a lista fique por aqui ou ainda apareça mais algum concelho.

De referir que isto tudo se prepara para ter início já no próximo ano letivo! 

Os concelhos para já conhecidos são: Óbidos, Cascais, Matosinhos, Oliveira do Bairro, Oliveira de Azeméis, Águeda, Abrantes, Constância e Vila Nova de Famalicão.