É um título ridículo, para começar! No máximo, seria uma guerra entre professores do quadro e o MEC! Mas é a forma jornalística de chamar à atenção uma notícia.
Felizmente que depois é referido, e bem, que permitindo o concurso dos docentes interessados, o número de vagas para os docentes contratados seria exatamente o mesmo.
E sobre a abertura do Concurso Interno para o ano, e que tal leva à movimentação dos docentes do quadro, quantos foram os que não conseguiram aproximar-se das suas residências no ano passado? Foram aos milhares, muitos deles (QA/QE) depois ultrapassados pelos novos QZPs... É o que acontecerá daqui a um ano.
Fica a notícia na íntegra:
"Os professores estão em pé de guerra. Um grupo de professores dos quadros está a organizar-se para entregar no tribunal, na próxima segunda-feira, uma providência cautelar para exigir o acesso ao concurso que arrancou ontem, apenas para os docentes contratados.
Trata-se do concurso de vinculação extraordinária que vai permitir que 1.954 contratados entrem este ano para os quadros da Função Pública.
São vagas que os professores dos quadros dizem ser mais perto da sua área de residência, às quais não têm acesso e que, por isso, dizem estar a ser "injustiçados" e "ultrapassados" por docentes menos graduados. Por isso, um grupo de cerca de 200 professores que não pertence a "nenhuma organização sindical" decidiu, há três dias, tomar a iniciativa de se juntar, através da internet, para entregar uma providência cautelar num tribunal "ainda a ser definido", explicou ao Diário Económico um dos docentes que está a liderar esta iniciativa, Bruno Gomes. "A lógica desta providência seria que todos os docentes do quadro pudessem concorrer a essas vagas disponibilizadas, em primeira prioridade", acrescentou Bruno Gomes. Mesmo que isso implique uma descida na graduação.
O professor de Aljustrel lembra que "na função pública ser do quadro tem prioridade relativamente a quem apenas tem um contrato a tempo certo" e que, por isso, querem que "seja feita justiça". Além disso, vêem "agora disponibilizadas vagas a contratados menos graduados ou, quando mais graduados não fizeram os sacrifícios de entrar num quadro longe da sua residência". O acesso e prioridade de colocação para os quadros "não implicaria uma redução de vagas disponíveis para os contratados, acredita Bruno Gomes. Isto porque a mobilidade dos professores iria libertar vagas para os contratados. Assim, "o número de vagas a disponibilizar para os docentes contratados seria exactamente o mesmo" mas poderiam, no entanto, "ser em zonas diferentes".
Contactado pelo Económico, o Ministério da Educação diz que "desconhece a iniciativa" e refere que "o concurso externo extraordinário destina-se ao recrutamento de candidatos que pretendam ingressar na carreira", sendo que "os docentes do quadro já se encontram integrados na carreira".
Além disso, o MEC lembra que vai abrir no próximo ano um concurso nacional sendo possível "nessa altura, aos docentes dos quadros movimentarem-se de forma a poderem aproximar-se de casa"."
Caro colega:
ResponderEliminarDuas correções:
1ª Quando diz: "quantos não foram os que não conseguiram aproximar-se das suas residências no ano passado?" devia ser:
"quantos foram os que não conseguiram aproximar-se das suas residências no ano passado?"
2º Quando refere: "Foram aos milhares, muitos deles (QA/QE) depois ultrapassados pelos novos QZPs... É o que acontecerá daqui a um ano." Atenção porque no próximo concurso interno (2015) os que ficarem em QZP neste CEE concorrem em 4ªprioridade!! atrás de todos os efectivos!!
Para terminar, e compreendendo e concordando com parte dos argumentos utilizados, não deixa de ser contraditório quando defendem a graduação e de seguida dizem que os dos quadros deveriam estar sempre à frente dos contratados. A graduação só serve para os efectivos? Ou deveria ser um critério a utilizar e ordenar todos os professores sem se estabelecer prioridades?
Obrigado pela 1ª correção, que já foi tratada! Por vezes, esses erros acontecem, por muoto que se olhe.
EliminarRelativamente à 2ª correção, estava a referir-me a depois do Concurso interno, onde já se espera haver poucas vagas. Aí, todos os QZPs concorrem em 1ª prioridade (algo que considero injusto, que todos os dos quadros deveriam concorrer em 1ª prioridade).
E não há contradição, já que o tipo de vínculo (quadro ou contratado) é que define esse diferenciação. E isso é algo escrito em LEI para a função pública (Lei 12A/2008, Lei de vínculos, carreiras e remunerações).
O Problema na minha opinião é para já a forma como publicam as notícias, sempre de forma bombástica e sem medir as consequências no vulgo leitor, ou porventura propositadamenete, não sei, como já vi um porco a andar de bicicleta,e um Presidente da Républica das bananas (deste País) a dizer que não consegue viver com o seu ordenado/reforma, tudo se torna possível em Portugal. Enfim, quanto à (Des)Educação deste território, o que falta realmente é respeito por todos quanto trabalham na escola real, e os que faltam ao respeito são o nosso Ministério que erra todos os anos nas colocações e cada vez mais tardias, e realmente não percebem o que a escola é na sua inteira realidade! Depois de tudo isto interessa aos mesmos arranjar de certa forma pretextos para lançar ainda mais o Caos e a desordem social, sendo nas decisões que tomam como no ataque constante que nos fazem ao nível do mau estado dos concursos em vigor. Quem nos devia defender são os primeiros que atacam de forma violenta e desregrada. Concluindo, depois disto é normal que nos queiram virados uns contra os outros, dividir para reinar e continuar a regredir! O pessoal que está no ministério devia passar 1 ano numa escola de risco a sério para se calhar entenderem que vivem num mundo virtual de papelada, burocracia política e de chavões fracos e sem conteúdo.
ResponderEliminarLamentavel é o grupo 290 ter uma situação especial para professores contratados. Pelos vistos os professores contratados ficam na mesmo escola se tiverem horário completo. Todos os grupos deviam ser tratados da mesma forma! "Relativamente aos docentes colocados no grupo de recrutamento 290, deve adicionalmente ser cumprido o disposto no nº 8 do artigo 8º (Recrutamento e seleção) do Decreto-Lei n.º 70/2013 de 23 de maio."
ResponderEliminarGostaria de informar que o grupo 290 não tem uma situação especial de contratação. Todos os professores do grupo 290 vão ter de ir a concurso, tal como todos os seus colegas contratados. Agradeço que se informe melhor sobre isso.
EliminarEm vez de apresentarem providencias contra o MEC, na prática estão a apresentar contra os contratados... O dizer que as vagas serão exatamente as mesmas é no mínimo simplista no máximo mentiroso... Caso os Quadros possam concorrer as vagas seriam fechadas como tem acontecido nos concursos anteriores.
ResponderEliminarMesmo que isso não acontecesse... será que os Quadros que iriam concorrer têm todos 22 horas letivas (ou já que estão tão desejosos de ocuparem as vagas será que vão rejeitar todas as reduções que têm?)... é que acham que o MEC vai aceitar que um contratado com 22 horas fosse ocupar uma vaga de 14/16/18/20 horas?
E todos aqueles que querem mudar de grupo... também se ouve pessoal a dizer que, sendo do quadro, também querem mudar de grupo disciplinar... logo a vaga que eventualmente poderiam libertar não é do mesmo grupo!
Não venham com discursos de que não é nada contra os contratados... porque na prática, querem lá saber do que acontece aos contratados (plasmado na parte de dizer que a graduação é prioritária... mas só entre os quadros! E antes que digam que é o que está na Lei... é verdade... mas para respeitar a Lei, temos de respeitar toda ela... logo também deveriam respeitar este diploma concursal...)... estão preocupados com o vosso umbigo!... Dito isto não estou a dizer que a intenção de se aproximarem da residência e família seja injusta... não o é, mas a forma como estão a tentar a fazer não é a correta.
E as vagas em QZP por acaso diz de que horas são? Ao libertarem a sua vaga, e esta sendo de QA/QE passasse a QZP, não haveria referência a horas. E é isso que irá escrito e explicito na providência, acredite.Faz parte da luta, para não prejudicar os colegas contratados.
EliminarSobre a vaga libertada não ser no mesmo grupo, sim, tem razão... Mas um contratado haveria de entrar nessa vaga do outro grupo! E continuo a dizer que toda a lógica que sempre foi usada (quadro em prioridade a contratados), e que está numa Lei Base da função pública, não pode ser invertida assim sem mais nem menos.
Acredite que a maioria dos meus amigos são contratados, e o que mais desejo é que entrem em quadro. E sempre disse que a diretiva comunitária deveria ser cumprida JÁ! Mas as prioridades que sempre existiram, fazem parte da Lei geral, e são justas, têm de ser respeitadas, não pode ser mudar e dizer que é assim que queremos e achamos justo porque nos dá jeito! Ou está só preocupado com o seu umbigo?
Concordo totalmente com a posição do Contratado, 14 anos. Para aproximação à residência e tudo o resto, temos o concurso interno quadrienal, que por acaso agora ficou excepcionalmente bienal.
EliminarSinceramente, não gosto de todo esse discurso que vem do lado dos professores dos quadros que acham que estão a ser injustiçados. As vagas colocadas a concurso são fictícias por enquanto, não têm escola ou agrupamento atribuído, não se sabe o tipo de horário, aliás, ninguém sabe.
Por mim, os efetivos estão a comportar-se um pouco como os nossos governantes. Só querem poleiro e estão-se nas tintas para os outros.
Pois com estes concursos, simplesmente entram mais alguns professores no sistema, só isso. O resto resolve-se depois. Dêem aos contratados a possibilidade de terem uma vida melhor.
Eu sou contratado à 19 anos. Não acham que é demais?
Prof. Infinito, claro que as vagas de QZP não dizem as horas que são... Mas vai dizer-me que, na providencia apenas se encontram QZP's... Com certeza que também existem muitos QA/QE! E desses não se liberta nenhuma vaga!
EliminarQuanto à diferença de grupo, imaginando que é um docente que é um QZP e iria libertar a vaga (e o MEC faria a sua recuperação, o que eu não acredito), fica para outro contratado... Mas nem todos os grupos têm vagas significativas (para não dizer que não existe nenhum que as tem)... Nesse campo sempre tive uma ideia muito clara, as pessoas entraram para um grupo de recrutamento, se querem mudar devem fazê-lo sempre em concurso externo (obviamente mantendo o seu lugar original caso não fiquem colocados e a sua posição remuneratória em cada um dos casos).
Quanto ao seu "a maioria dos meus amigos são contratados" só me fez lembrar algumas expressões discriminatórias que tenho a certeza absoluta que não foi a sua intenção lembrar (não estou a ser minimamente irónico).
Eu admito que estou preocupado com o meu umbigo!!! Com a minha família,,, Com a "insustentável leveza" da minha conta bancária muito longe do dia 23 e mais que isso... com os milhares de amigos que foram empurrados para o desemprego após muitos/poucos anos de dedicação...
Mas isso não invalida que eu tenha concorrido ao longo dos anos às vagas que foram a concurso para o meu grupo e até agora continuei como contratado... Muito menos o meu sindicato (e os restantes) a ignoraram os contratados sem se baterem efetivamente pela integração dos contratados nos quadros... Nunca gostei de nenhuma destas situações... Mas tive de respeitar os normativos legais ao contrário do MEC que ignora alguns deles... e os proponentes desta providência!
Porque não uma providência para fazer um verdadeiro levantamento das vagas... ou então a revisão das prioridades do concurso interno?
Não... os contratados são o elo mais fraco... somos boas pessoas... em grande parte bons profissionais e até vamos tendo as piores turmas/horários... para não falar em entre quarto e alimentação ir todo o ordenado... mas logo têm tempo para ter alguma estabilidade.,..
Quando disse que a maioria dos meus amigos são professores contratados, constatei apenas um facto, e todos eles sempre souberam quais as minhas opiniões relativamente aos concursos, algo que a maioria percebe. E só faço essa diferenciação devido à situação em si, que apenas advém do vínculo, já que para mim todos somos professores.
EliminarSobre a abertura de vagas, já expliquei se um QA/QE libertasse a sua vaga, poderia abrir vaga no QZP onde a escola se insere, nada mais simples.
Você sempre teve a ideia de cada um no seu grupo, eu sempre tive a ideia (mesmo quando contratado) que o vínculo definitivo dava prioridade sobre um contrato a termo certo. Se não for assim, para quê ser do Quadro?
Porquê não uma providência para as situações que fala? Porque esta tem de ser tratada já, as que fala serão lutas seguintes, isso pode ter a certeza.
Tal como deve ser a luta pelo cumprimento da diretiva comunitária! Mas em relação a isso vejo uma associação a mexer-se, mas em relação a esta injustiça, não víamos ninguém.
Maus horários, turmas e pagar quarto e alimentação? E acha que os intervenientes também não estão nessa situação? E também há muitos anos estão à espera de ter a desejada estabilidade, mesmo depois de já estarem nos quadros.
E pronto, pelo menos admite que está olhar para o seu umbigo... Eu estou a lutar para tentar acabar com algo que considero ser uma injustiça!
Eu admito que estou a olhar para o meu umbigo sim... mas você também o está a fazer!!!
EliminarE esta providência tem de ser apresentada agora... o que impediu a dos outros assuntos... as prioridades atuais não surgiram neste concurso. Enfim,,, não vale a pena continuar com um diálogo de surdos (nenhum de nós vai mudar de opinião)... Apenas um último comentário... A atitude dos proponentes desta providência fez-me lembrar de algo que se ouvia alguns quadros (que já estavam perto da reforma) dizer quando entrei no ensino... "É colega ou contratado?" Felizmente já há muitos anos que não ouço nada do género e nas escolas por onde tenho passado são raras as pessoas que demonstram uma atitude semelhante...
Estou a lutar contra o que acho que é uma injustiça, tal como já fiz em lutas de contratados, de que nada tinha a ver com o assunto. No meu caso, nem sei se, concorrendo, terei hipótese de ir para onde quero, ou até se concorrerei... No meu caso, a minha vida pessoal pode até definir que fique onde estou. Mas mesmo que fique, sei que é injusto não ter a hipótese de concorrer, como você também saberia se não olhasse só para o seu lado.
EliminarAs prioridades não são novidades, nem o concurso extraordinário é novidade, tendo acontecido o ano passado. Mas foi neste ano, em setembro, que todos perceberam bem o mal que estava feito... Era esperado que, com as negociações entre osnsindicatos e o MEC, as coisas fossem alteradas, mas pouco do que estava mal alterou, poucas coisas melhoraram, tendo piorado em alguns casos, como já referi em outros posts. E volto a referir que somos TODOS professores, a única diferença é o vínculo que nos une ao MEC. Mas esse vínculo sempre fez a diferença a nível de concursos.
Um bem haja para si e toda a sorte para a sua vida profissional e pessoal.
...Sei lá se é demais...acho que sim. Mas convenhamos que nisto há de tudo. Há professores contratados à 10, 15 anos que se pudessem continuavam a ser. Ainda me lembro de estar a 400 km de casa colocado num lugar de quadro e existir colegas meus de curso a chamarem-me de "Burro" e a gabar-se literalmente que não eram colocados porque só tinham colocado o QZP de Residência mas que depois arranjavam facilmente mais um ano a Contrato. E era ! E toca de malhar outra vez " Bem te disse ! "...Pelos vistos de nada adiantou estar longe, a fazer sacrificios e a pagar casas.
ResponderEliminarEmbora existam hoje alguns no desemprego, também é verdade que outros continuam perto das residências e a Fingirem-se nada preocupados a dizer que até vão ser colocados primeiro. Ilusão ou Verdade ? Receio que por este ano seja a realidade
A vida não é justa para ninguém mas também últimamemte em nada tem sido justa para quem se quer aproximar ( seja Quadro ou Contratado longe ).
Preocupa-me sim a humanidade que resta do Professor....preocupa-me sim o caso dos que tem filhos menores que não podem ver sem se sujeitar a ter ao fim do mês o ordenado mínimo....preocupa-me o silêncio dos Sindicatos....
Desejo toda a sorte do mundo para o Silvino Almeida tal como desejo para os verdadeiramente injustiçados
E acredito que continua a existir pessoas que não vêem que neste externo TÊM que concorrer pelo menos uma vez na vida a TODO o país ! Vejo ainda pessoas a dizer...AH...o QZP1 é tão grande....eu, colocar Bragança, credo....ai...colocar Alentejo ou Algarve.... Há muitos que têm o que merecem . PENSEM ! Arrisquem ! Coloquem-se no Quadro !
ID: C. Patata 777