No blogue, que tanto prezo e admiro, do Arlindo, foi hoje colocado um post "Pedido de Divulgação – Providência Cautelar ao Concurso Extraordinário", e que passo a transcrever o conteúdo da divulgação (espero que tanto o Arlindo como o autor desta ação não levem a mal):
"Como todos sabem no ano lectivo 2013/2014 foram colocados 600 professores contratados em QZP. Esses professores tiveram acesso a essas vagas através de um concurso externo extraordinário ao qual os professores do quadro não puderam ser opositores.
Amanhã irá abrir novo concurso externo extraordinário, onde aproximadamente 2000 professores contratados passarão a pertencer a um QZP. Mais uma vez e à semelhança do ano passado os professores do quadro não podem ser opositores a este concurso.Nesse sentido foi preparada uma providência cautelar com o intuito não de suspender o concurso, mas sim que os professores do quadro também possam ser opositores.Como a acção será interposta com a maior brevidade, chamo a atenção para que todos os interessados em participar entrem em contacto através do seguinte email: vale.helder@gmail.comCerto da vossa atenção,Helder Vale"
Já aqui ("E agora?...") tinha referido que uma ação conjunta em tribunal dos docentes dos quadros poderia ser uma solução à injustiça que é este Concurso Externo Extraordinário! Nesse mesmo post mostro que essa posição nada tem contra os docentes contratados, e faço ainda a ligação a outros posts onde já falei sobre as injustiças deste Concurso, tanto para docentes do quadro como para contratados.
Posso dizer que estava a preparar-me para ir para tribunal sozinho, mas tinha algumas dúvidas sobre o advogado a utilizar e, neste aspeto, a união faz a força. O resultado poderá ser o mesmo do que aconteceu relativamente à providência feita pelos docentes contratados das ilhas: o concurso seguir em frente, serem colocados os contratados em QZP, e depois (sendo dada razão ao interposto em tribunal) abrir um concurso para os docentes do quadro para esses mesmos lugares. Mas neste caso, enquanto que no caso dos contratados das ilhas, nenhum conseguiu colocação (que já se sabia pelos estudos feitos pelo Arlindo), neste caso todas os possíveis candidatos têm prioridade sobre contratados, sendo só uma questão de quantos serão para cada zona.
Embora querendo saber um pouco mais sobre os pormenores dessa providência cautelar, vou sem dúvida apoiar esta iniciativa e participar nela! Espero que sejamos muitos a fazê-lo!!!
P.S.: Volto a dizer algo que já referi antes, mas não me importo de repetir! O ideal seria que os docentes do quadro pudessem concorrer neste concurso e as suas vagas fossem disponibilizadas (mesmo transformando um lugar QE em QZP de onde a escola está inserida), não havendo perda de vagas para os contratados! Ninguém era ultrapassado, todos tinham direito a fazer as suas escolhas, ninguém era prejudicado!
É inconcebível que as pessoas que estão há anos colocados em QZP longe de casa, e sem hipótese de mudar, se vejam agora impossibilitados de concorrer às vagas que surgem para o seu grupo, à porta de casa.
ResponderEliminarÉ inconcebível, mas infelizmente começa a tornar-se um hábito para os QZPs,que os sindicatos o tenham permitido.
S. Jorge Nunes, percebo muito bem o que diz, e é algo que também acontece com os QA/QE, não apenas com os QZPs...
ResponderEliminarInfelizmente, o concurso de docentes está cheio de injustiças (e, no meu entender, ilegalidades).
Temos de nos unir, seja qual o vínculo, e lutar pela justiça geral, não pensando apenas em cada um dos nossos casos, algo que está, infelizmente, a passar-se com muitos contratados.
Os últimos dois concursos foram bastante penalizadores, porque quase não permitiram mobilidade. Se um QZP/QA/QE sair de um lugar para ocupar outra vaga ele vai libertar a sua vaga que pode ser ocupada por um contratado! Não percebo, porque vão realizar um concurso extraordinário com cerca de 2000 quando o último concurso interno foi no ano passado e tantos colegas concorreram para "tentar" mudar de escola/zona?! A surgirem agora tantas vagas, defendo a existência de um concurso interno e externo em simultâneo para os interessados. Seria o mais justo neste contexto em que a "justiça" já tarda a aparecer.
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