terça-feira, 20 de maio de 2014

为什么普通话吗?


É essa a pergunta que faço no título: porquê mandarim?

Após o emergir do espanhol como língua de opção no 3º ciclo, é agora notícia que será preparado para que o mandarim também seja incluído nessa opção, onde na maioria das escolas continua a ser o francês a 2ª língua estrangeira reinante.

Se tivermos em conta o número de falantes em todo o mundo, sem dúvida que o mandarim estará em 1º lugar, seguido do inglês e espanhol, sendo até que o francês ocupa um lugar bastante tímido. Mas tal deve-se essencialmente ao número de habitantes na República Popular da China.
Mas qual a sua importância a nível universal? É que o mandarim é apenas falado na República Popular da China e nas suas regiões, tudo no continente asiático. 
Acho que não é necessário estar a referir os inúmeros países cuja língua oficial é o francês ou aqueles em que é o espanhol, espalhados pelos diversos continentes.

Não colocando no mesmo grupo a aprendizagem do inglês (que aí concordo plenamente que dever ser a 1ª língua estrangeira, obrigatória desde tenra idade, e que mais utilidade poderá trazer no futuro), qual das outras 3 línguas será mais proveitosas? No meu ponto de vista, o mandarim não o é...

Mas ok, é mais uma opção, e existirem mais opções é de louvar. Agora veremos se não deixam muitos de "olhos em bico".

P.S.: Acho extraordinário que, como se lê na notícia, falem num espaço temporal de 3 a 5 anos, até de forma a melhor preparar essa introdução, e nada tenho contra isso, pelo contrário. Mas quando se fala em cortes de disciplinas e mudanças de currículos que ainda estavam em experiência (como o caso do antigo currículo de Matemática), tudo tenha sido resolvido de um ano para o outro.

Fica a notícia na íntegra:
"O ensino do mandarim vai passar a integrar, como opção, os programas curriculares do 3.º ciclo e do secundário, anunciou na manhã deste sábado, em Pequim, o ministro da Educação Nuno Crato.
O governante integra a visita oficial do Presidente Cavaco Silva à China. A medida foi tema de conversa e de consenso em todas as reuniões realizadas nos últimos dias entre as autoridades portuguesas e chinesas (Presidentes da República e ministros), mas também entre empresários dos dois países.
“Há uma grande notícia nesta visita”, começou por dizer Nuno Crato, quando falava aos jornalistas, momentos antes de embarcar de Pequim para Macau, onde termina a visita presidencial. O ministro salientou os acordos de cooperação nas áreas da educação, da ciência, da tecnologia e da divulgação da língua portuguesa, alguns assinados na presença dos dois Presidentes, Aníbal Cavaco Silva e Xi Jinping, bem como dos respectivos ministros da Educação e da Ciência e Tecnologias. “Este entendimento abre novas perspectivas de cooperação" entre os dois Estados, avançou o ministro. 
"Há hoje na China um grande interesse na aprendizagem do português nomeadamente por parte dos jovens", observou Nuno Crato. "É um interesse que se vai desenvolver.” O governante destacou o seguinte: “O mandarim pode ser integrado no plano curricular das escolas portuguesas como opção, e haverá disponibilidade do Instituto Confúcio [o equivalente chinês do Instituto Camões] para colaborar", uma disponibilidade que as autoridades chinesas também manifestaram. Recorde-se que o tema da divulgação da lingua portuguesa foi central na viagem de Cavaco Silva à China, tendo este estado na Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim, a discursar para estudantes que frequentam o curso de português. 
Crato deu um horizonte temporal "entre três a cinco anos" para que a medida de introdução do estudo do mandarim como opção nas escolas liceus portuguesas seja implementada nalguns estabelecimentos de ensino. “Os professores virão da China e de Portugal.”
Todo este interesse nas áreas culturais foi apadrinhado pelos dois Presidentes da República, evidenciou o ministro da Educação. “Tudo isto abre novas perspectivas para a cooperação entre os dois países”, concluiu.
Recorde-se que em Portugal já existem escolas, públicas e privadas, que oferecem mandarim aos alunos, sobretudo os do 1.º ciclo, como é o caso dos estabelecimentos de ensino de São João da Madeira."

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