segunda-feira, 26 de maio de 2014

Os pensamentos e perguntas sobre o Extraordinário


Estando as vagas fixadas em DR, por certo estará para extremamente breve o Concurso Externo Extraordinário.

Já diversas vezes referi o quanto injusto é este concurso. É fácil verificar que até acaba por ser este concurso que me levou a iniciar este blogue, tal é o sentimento de injustiça que sinto pela sua existência, após o resultado que se viram do último extraordinário. 
Felizmente, não será o seu resultado que me levará a continuar (ou não) com este meu canto.

Voltando ao assunto, olho para as vagas, disponibilizadas apenas para contratados, e consigo reconhecer casos de professores do quadro que, tendo habilitação profissional para esses mesmos grupos, não poderão concorrer e correm risco de ir para mobilidade especial. 

Outros docentes do quadro que, estando longe de casa, seria uma boa hipótese para conseguirem uma aproximação.

Posso até ver o caso os docentes que, no extraordinário do ano passado, ficaram em QZP que não o da sua residência, e agora vão ver colegas menos graduados que eles a ficarem no QZP que almejavam.

E também reconheço o caso de docentes contratados que, com inúmeros anos de serviço na escola pública, não vislumbram as vagas suficientes para ser desta vez que conseguem finalmente entrar no Quadro da função pública.

Quantos serão os docentes que neste momento pensam: 

"Se não tivesse feito o sacrifício de ficar em Quadro de Escola longe da minha residência, em vez de contratado perto de casa, na expetativa de, em breve (uns anos) conseguir a estabilidade desejada na minha terra, estaria agora numa posição muito melhor para alcançar esse desejo, e não teria passado estes anos longe da minha família?"

"Porque é que docentes com a mesma habilitação profissional do que eu, com menos tempo de serviço do que eu, vão entrar no quadro da função pública e eu corro o sério risco de ser mandado embora?"

"Porque é que docentes com menos de metade do tempo de serviço do que eu vão entrar no quadro, e eu, por ser doutro grupo, nem hipóteses tenho (visto serem vagas residuais no meu grupo), com tanto tempo e tanto dado à Escola Pública?"

Agora faço eu a pergunta: vão todos deixar isto ir avante desta forma? 
Quantos de vocês já fez ou está a fazer algo para parar com este concurso que só cria mais e mais injustiças?

8 comentários:

  1. Concordo inteiramente com o colega, parabens pelo excelente blog, sou já um leitor assiduo dos seus posts.

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  2. Olá. Gosto imenso dos dois blogs. Eu concordo com o que é dito. Na verdade até já tentei fazer alguma coisa mas não consegui. A questão é o que se pode fazer?
    Já perguntei no Sindicato e ninguém me diz nada.A Outros colegas dizem o mesmo, com a ideia de que já vale poucos do que nenhuns. Ir a um advogado qualquer será que adianta? O que acha que se pode fazer?

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  3. Duvido que os sindicatos se metam neste assunto, para não parecerem que estão contra os contratados (embora nada tem a ver com ser a favor ou contra, como já expliquei diversas vezes).
    A única coisa a fazer é o que referi neste post http://profsaoinfinito.blogspot.pt/2014/04/e-agora.html.
    Arranjar um advogado e, isoladamente ou em conjunto com outros colegas, ir para tribunal.
    Agora como o fazer, isso só mesmo um advogado poderá dizer, a mim já foge aos meus conhecimentos...
    Há boatos de professores a juntarem-se, de outros a tratarem das coisas com advogado próprio,etc. Se é verdade ou não, isso já não sei.
    Mas tudo terá que passar por tribunal, isso não há dúvida. E a probabilidade, conhecendo a nossa justiça, de se gastar algum dinheiro, não modificar nada e demorar imenso tempo é grande.

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  4. Eu não tenho conhecimento de ninguém que esteja a fazer nada. Parece que todos reclamamos mas depois nada fazemos.
    Os sindicatos são muito mornos. E tenho a perceção de que os advogados conhecem muito pouco esta matéria.
    Alguém conhece algum advogado de jeito para se juntar a mim?

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  5. Ana Rita, eu estou disposto a entrar numa acção conjunta contra o MEC e sindicatos por desrespeito da lei 12-A, sei que muitos outros colegas se unirão a nós, os sindicatos são coisa do passado que servem apenas os partidos e os seus interesses mesquinhos. Fazem um comunicado de indignação e pronto.
    Pela passividade beneficiam 1/80 dos professores e prejudicam a grande maioria.
    "Quando eu perder a capacidade de indignar-me ante a hipocrisia e as injustiças deste mundo, enterre-me: por certo que já estou morto" - Augusto Branco.

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  6. E conhece algum advogado com competência para o fazer?

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  7. No blog do arlindo está um colega a falar de nos juntarmos de uma providência cautelar. Penso que o melhor é ir por aí. O link do arlindo é:http://www.arlindovsky.net/

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  8. Já o divulguei essa iniciativa aqui no blogue, que parece ser uma excelente opção. Mais informações se esperam entretanto.

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