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terça-feira, 22 de julho de 2014

Como foi o exame de Matemática A da 2ª fase?


Pelo que se pode ler, aconteceu o mesmo que na 1ª fase, até na diferença de opinião entre a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) e a Associação de Professores de Matemática (APM).

Mas uma coisa é certa: não será este exame da 2ª fase que irá fazer subir a média, antes pelo contrário.

A notícia do Público:
"O exame de Matemática do 12.º ano foi “demasiado extenso” e “não respeitou o programa” curricular, segundo a Associação de Professores de Matemática (APM), cujo vice-presidente Jaime Carvalho considera que os alunos medianos, com médias do secundário entre os 10 e os 12 valores “não têm hipótese nenhuma no exame”.

 A Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), pelo contrário, considera que o exame está em conformidade com o programa dos 11º e 12º anos e que “atendendo a que algumas questões são de tipo análogo a outras já presentes em exames de anos anteriores ou em testes intermédios”, o exame de ontem “permite que o aluno médio, que se tenha preparado devidamente, possa obter uma classificação que reflita adequadamente o seu nível de conhecimentos e preparação”.

Repete-se assim a discrepância de opiniões evidenciada já no exame da 1ª fase, realizado no dia 26 de Junho, e cujos resultados constituíram a principal excepção na melhoria geral de notas nas várias disciplinas. A média fixou-se nos 7,8 valores contra os 8,2 valores do ano anterior. 

Com 29.490 alunos inscritos (embora apenas 27.722 tenham comparecido), o exame terá os seus resultados divulgados no dia 4 de Agosto. O vice-presidente da APM não prognostica nada de bom. “Este exame voltou a ser mais difícil do que os que foram sendo dados ao longo do ano lectivo e o seu grau de exigência não está adequado”, considera, para lembrar que, no exame da primeira fase, já se tinha verificado uma discrepância de três valores entre os resultados dos exames e a classificação final interna das escolas. “Uma prova não se pode fazer só para alunos dotados e esta variação de três valores significa que um aluno de 12 valores tira 9 no exame, o que o impede, na prática, de se candidatar aos cursos em que a Matemática seja a disciplina específica, como as Ciências, Engenharia e Economia”, sustenta Jaime Carvalho.

Depois de ter reunido um grupo de professores que resolveu e analisou a prova, a APM concluiu que, além de extensa, a prova “insiste exageradamente no cálculo”. Acresce que “não respeita o programa porque, mais uma vez, não incluiu nenhuma questão de aplicações da Matemática, tal como acontecera na primeira fase, e isto é anacrónico porque no teste intermédio que os alunos tiveram de fazer em Abril havia uma questão dessas”. Por último, Jaime Carvalho e Silva sustenta que a questão 1.2 “é relativa à resolução de uma equação com números complexos que não faz parte do programa”.

Considerando que “os alunos estão mais uma vez a ser prejudicados”, o vice-presidente da APM critica ainda o facto de a prova começar “por uma questão das mais difíceis", o que terá feito com que muitos alunos tenham perdido "demasiado tempo logo na primeira questão”.

A média de 7,8 valores registada nos exames da 1ª fase foi a mais baixa dos últimos oito anos. Em 2007 a Matemática A obteve 9,4 valores, tendo subido para os 12,5 no ano seguinte."

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Resultados dos Exames Nacionais - Reações


O exame de Matemática A foi dos poucos, entre os que mais alunos envolve, que foi considerado na generalidade mais difícil do que nos últimos anos (“O exame não era de Matemática, era de mandarim. Para mim era chinês”, ”Professores dizem que exame de Matemática A "é injusto" e vai "cortar as pernas" aos alunos”). 
Os resultados vieram confirmar exatamente isso, tendo-se também verificado uma melhoria na maioria das disciplinas (onde é de salientar o de Biologia e Geologia, melhorando em 2,6 valores, de 8,1 para 10,7!). 

Alguns excertos da notícia:
"O Instituto de Avaliação Educativa (Iave) fala numa “ligeira descida” da média nacional de Matemática A, que foi a mais baixa dos últimos oito anos, mas o vice-presidente da associação de professores daquela disciplina (APM), Jaime Carvalho e Silva, considera “esse tipo de comentários inadmissível”. “O Iave não pode andar sempre a apregoar o rigor e a esquecê-lo na hora de fazer os exames e de analisar os resultados”, criticou esta sexta-feira. Frisando que “não adivinha a intenção do Governo”, diz não ter dúvidas das consequências da “falta de qualidade técnica das provas”: “Nos próximos anos vamos assistir a uma fuga dos alunos à Matemática”, avisa.

Factos, é o que pede Jaime Carvalho e Silva. E “esses são”, diz, “claríssimos”. “Os resultados caem cerca de meio valor por ano e baixaram de 10,8 em 2010 para 7,8 em 2014, tendo em conta o conjunto dos alunos internos e externos. E isto acontece porque os genes dos nossos estudantes estão em degradação acelerada e progressiva? Não. Porque os exames estão mal feitos, do ponto de vista técnico, e não servem para nada a não ser para prejudicar os estudantes, individualmente, e para a curto prazo afastar os jovens da disciplina, o que do ponto de vista sócio-económico é gravíssimo”, analisa o dirigente da APM."

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Exames - Matemática A e Matemática B

Já se encontram disponíveis os exames de Matemática (A e B) realizados hoje, 26/06/2014, assim como os respetivos critérios de avaliação:

Matemática A 635 | Prova [Versão 1  - Versão 2 ] - Critérios de classificação 

Como correu o exame de Matemática?