Considero que estão a dar demasiada importância a algo menor. Quando vemos jornalistas, cuja profissão é escrever artigos, cometerem vários erros ortográficos (e não devido ao acordo ortográfico), não me preocupa que os professores, ao realizarem esta "prova" (e nas condições conhecidas) tenham cometido alguns erros ortográficos. Quem é que nunca cometeu um erro ortográfico nas mais variadas situações?
Óbvio que, enquanto professores, devemos ter um cuidado extremo com esse tipo de erros. Mas daí até dizerem que, por terem cometido erros ortográficos, não sabem escrever..... Ok, é apenas um título sensacionalista, próprio de quem quer chamar atenção ao seu artigo.
Quanto ao acordo ortográfico, mesmo não havendo "acordo" generalizado, temos de o aplicar, pelo menos nas aulas e em documentos oficiais. No meu caso, embora não me agrada, "tento" sempre aplicá-lo, tendo como finalidade não cometer esse tipo de erros com os meus alunos.
Mas se decidirem voltar atrás com a sua aplicação, eu e a grande maioria dos portugueses ficaríamos extremamente agradecidos... e a língua portuguesa também.
Alguns excertos da notícia do Público:
"Há quem considere “preocupante” que professores dêem erros, que não há desculpas. Mas também há vozes que questionam as “condições” em que a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC) dos docentes foi feita e que dizem que os erros registados no exame se devem a casos em que não foi respeitado o novo Acordo Ortográfico, o que era penalizado.
Certo é que mais de seis em cada dez docentes deram erros ortográficos e isso está a gerar polémica. “São dados preocupantes”, diz João Costa, professor da Universidade Nova e antigo presidente da Associação Portuguesa de Linguística, para quem as condições em que a prova foi feita, marcada por boicotes e tumultos, ou o facto de no exame só ser considerada correcta a grafia que segue o novo acordo, não desculpam os números.