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"O PSD defendeu hoje que as provas de avaliação de professores contratados estão a realizar-se com normalidade na maioria dos casos, mas acusou os sindicalistas "profissionais dos protestos" de mancharem a imagem dos docentes.
Estas posições foram assumidas pelo deputado social-democrata Duarte Marques, na Assembleia da República, numa análise à forma como estão a decorrer no país as provas de avaliação de professores contratados.
"Embora ainda não seja ainda possível um balanço oficial, pode dizer-se no entanto que, na maioria das escolas, a prova está a realizar-se com tranquilidade, mas alguns protestos estão a manchar a imagem de respeito que os professores têm na nossa sociedade. Esta não é a primeira vez que se realiza esta prova, sendo antes uma oportunidade para professores que faltaram ou que antes foram impedidos de a realizar pelos sindicatos e pelos protestos", salientou Duarte Marques.
Nas declarações que fez aos jornalistas, o ex-líder da JSD sustentou que a maioria dos professores portugueses "tem qualidade e não concorda também com estas imagens de invasão registadas em algumas escolas, ou com atos em que se impede os próprios colegas de fazerem a sua prova tranquilamente, como merecem".
"O PSD admite que alguns professores não concordem com a prova, mas os professores têm o direito de poderem fazer a sua prova com tranquilidade e no respeito pela sua própria autonomia. Estes protestos só estão a manchar a imagem dos professores, sobretudo quando é impedida a boa realização da prova de um colega. Nestes casos, estamos perante um atentado à própria liberdade", insistiu o "vice" coordenador da bancada social-democrata para as questões de educação.
Duarte Marques fez depois duras acusações à FENPROF (Federação Nacional dos Professores) e, sobretudo, ao seu líder, Mário Nogueira.
"Já se sabia que a FENPROF e o seu líder não tinham respeito pelos militares, nem pelo Dia de Portugal, e até faziam troça da saúde do Presidente da República. O que estão a fazer hoje mostra também que não têm respeito pelos próprios colegas que procuram fazer a sua prova em tranquilidade. Estes protestos estão a ser promovidos por profissionais do protesto, alguns dos quais nem serão professores, mas antes profissionais dos sindicatos e também de partidos políticos", acrescentou o deputado do PSD."
“Não me lembro de o clima estar tão tenso, dentro e fora das escolas. Espero que não aconteça nada de grave”, disse ao PÚBLICO o presidente da Associação Nacional de Professores Contratados (ANVPC), César Israel Paulo. Na Internet já circulavam notícias segundo as quais a PACC estaria suspensa, por determinação dos tribunais. Isto na sequência do desmentido feito por Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, de informações supostamente transmitidas pelo MEC, segundo as quais as providências cautelares apresentadas por várias organizações sindicais teriam sido indeferidas.
Em declarações ao PÚBLICO, um elemento do gabinete de imprensa do MEC indicou que o decretamento provisório das providências cautelares sobre as quais já houve decisão foi indeferido; e que, nos casos em que o ministério foi notificado para apresentar uma resolução fundamentada, já o havia feito, pelo que a PACC vai mesmo realizar-se nesta terça-feira.
Também ao PÚBLICO, Mário Nogueira sublinhou que em dois casos, pelo menos, os tribunais explicitam que o decretamento provisório não foi decretado porque o artigo 128.º do Código do Procedimento Administrativo tem o mesmo efeito suspensivo da realização da prova. Admitiu, contudo, que face à apresentação, por parte do MEC, das resoluções fundamentadas, a PACC continua marcada para esta terça, pelo que se mantém o apelo aos professores do quadro para que não aceitem vigiar os seus colegas de profissão durante a prova.
Para Mário Nogueira, “o importante é que os professores percebam que nesta fase o que está em causa não é o indeferimento das providências — que não aconteceu — mas os efeitos suspensivos imediatos. A suspensão pode não se concretizar agora e verificar-se mais tarde, tal como aconteceu em relação à prova de Dezembro”, precisou. Para o MEC, o relevante é que “os professores que vão fazer a prova saibam que têm de se apresentar nas escolas esta terça, porque a PACC vai realizar-se”.
O confronto decisivo ocorre cerca das 10h30 desta terça-feira, a hora marcada para o início da prova e César Israel Paulo não esconde a preocupação.“Nunca vou esquecer as imagens do confronto entre a polícia de choque os professores em Almada, em Dezembro, e sinto que as pessoas estão ainda mais revoltadas, desta vez. Espero que nada de grave aconteça esta terça-feira”, insistiu."
"A Direção Geral de Planeamento e Gestão Financeira (DGPGF) iniciou hoje o procedimento de reposicionamento no índice remuneratório 272 de cerca de 959 professores.
O Estatuto da Carreira Docente, na versão alterada pelo Decreto-Lei 75/2010, previa que os docentes com mais tempo de serviço tivessem a sua progressão ao índice 299 diferida no tempo para o momento em que completassem 6 anos no índice 245, enquanto professores posicionados no mesmo índice mas com tempo de serviço entre os 4 e 5 anos progredissem ao índice 272 aquando da entrada em vigor daquele diploma (24 de junho de 2010). A situação dos primeiros docentes não foi devidamente acautelada pelo Governo então em funções quer em junho de 2010 quer em janeiro de 2011. Nessa altura, entrou em vigor a Lei do Orçamento de Estado que impedia qualquer valorização remuneratória e, consequentemente, o reposicionamento a que os docentes tinham direito.
O reajuste será refletido no recibo de vencimento do mês de agosto e o reposicionamento tem efeitos desde 2011, sendo portanto pago retroativamente desde essa altura. O Ministério da Educação e Ciência corrige assim uma irregularidade herdada, repondo a equidade."
"O Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, autorizou o destacamento por condições específicas de 2104 professores, todos os que reuniam os requisitos necessários para o efeito, de acordo com o Despacho 6969/2014.
Os docentes que solicitaram a mobilidade interna por motivo de doença sua ou de familiares ficarão assim afetos às escolas da sua preferência, de modo a poderem exercer a sua profissão na proximidade das suas residências ou das instituições onde realizam ou acompanham tratamentos.
Dos 2104 requerimentos válidos, 1291 foram apresentados por doença incapacitante do próprio docente, 473 por doença incapacitante de ascendente que com o docente coabita e que dele depende exclusivamente, 212 por doença incapacitante de descendentes e 128 por doença incapacitante de cônjuge ou de pessoa com quem vivem em união de facto.
Assim, a quase dois meses do arranque do próximo ano letivo, estes professores têm já a sua situação definida, respondendo-se deste modo a situações pessoais que mereciam especial atenção social e humana. Este foi um compromisso assumido pelo Ministério da Educação e Ciência e que tem sido cumprido nos últimos anos.
Na sequência da atenção que o Ministério da Educação e Ciência sempre dispensou aos docentes em destacamento por condições especificas, foi constituída na Direção Geral da Administração Escolar (DGAE) uma equipa de acompanhamento e apoio a estes docentes.
O despacho assinado hoje pelo Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar seguirá para a DGAE, para que sejam efetuados os procedimentos necessários à concretização do destacamento."