quarta-feira, 18 de junho de 2014

AECs - Município de Matosinhos


Foi aberto concurso, no município de Matosinhos, para o preenchimento (até ao limite de 160 postos de trabalho) para reserva de recrutamento, em contrato de trabalho por tempo determinado, para a realização de AECs de:
  • Ensino de Inglês;
  • Ensino de Música;
  • Atividade Física e Desportiva;
  • Atividades Lúdico-Expressivas - Expressão Plástica e Visual;
  • Atividades Lúdico-Expressivas - Movimento e Drama/Teatro.
A candidatura terá de ser efetuada entre 18 e 23 de junho.

Para a candidatura, é obrigatório o preenchimento da Ficha de Candidatura (Inglês, Música, Atividade Física e Desportiva, Expressão Plástica e Visual e Movimento e Drama/Teatro).

O método de seleção será apenas a Avaliação Curricular, para a qual conta 20% a Habilitação Académica (onde é pedido a indicação de ser docente profissionalizado, com habilitação própria ou outros, e respetiva média de curso), 50% a Experiência Profissional (onde é pedido o número de dias, total e na forma de intervalo, de experiência na AEC a que se candidata) e 30% a Formação Profissional (onde é pedido o número de ações de formação que detêm, devidamente creditadas e realizadas, no âmbito da AEC a que se candidata). 

A ponderação de cada campo encontra-se descriminada no Aviso de Abertura, que devem consultar para mais informações.

Considero que este concurso está bem feito e explícito relativamente ao método de seleção.

Adenda: O Assistente Técnico chamou à atenção de um grande problema neste concurso (e nos outros já falados), que é o prazo de candidatura! Só é dado 3 dias úteis (após o aviso de abertura) quando deveria ser entre um mínimo de 10 e um máximo de 15 dias úteis (artigo 26º da Portaria n.º 83-A/2009, republicada pela Portaria n.º 145-A/2011, referente à regulamentação da tramitação de procedimentos concursais na administração pública)!!! 
E eu a pensar que, finalmente, tinha encontrado um concurso para AECs realmente bem feito...

AECs e outras atividades - Município de Aljustrel

Foi aberto concurso, no município de Aljustrel, para reserva de recrutamento para contrato de trabalho por tempo determinado para a realização de:
  • AECs e outras atividades de caráter desportivo (sendo necessário Curso de Professores do Ensino Básico na variante de Educação Física (Licenciatura);
  • AECs e outras atividades de animação (sendo necessário licenciatura na área da Educação).

A candidatura é feita através do preenchimento do formulário de candidatura (obrigatório), acompanhado de fotocópia de BI e NIF ou CC, fotocópia  do Certificado de habilitações literárias e CV.

O método de seleção é a Avaliação Curricular (para a qual tem o mesmo peso as habilitações académicas, formação profissional, experiência profissional relacionadas com o exercício da função a concurso, e avaliação do desempenho, embora sem indicar claramente como cada ponto será avaliado).

Após a ordenação, serão convocados, em tranches de 5 candidatos, para Entrevista de avaliação de competências, que terá 40% de peso na ordenação final.

Para mais informações, consultar o Aviso de Abertura publicado em Diário da República.

Segundo dia de exames


Para além do exame de Português do secundário, também é dia de exame de Português Língua Não Materna (3º ciclo, iniciação e intermédio de secundário) e Latim A.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Exames - Português 9º ano e Filosofia 11º ano

Já se encontram disponíveis os exames realizados hoje, 17/06/2014, assim como os respetivos critérios de avaliação:



Então e o exame de Filosofia?


Essa foi a opinião geral de 5 alunos entrevistados pelo Público, para quem "a matéria que saiu no exame tinha sido abordada durante o 10º e 11º ano e que as questões eram acessíveis e, portanto, esperavam alcançar uma boa nota na pauta."

Parece que foi um bom dia de exames para os alunos. 

Veremos como será amanhã com os exames de Português (12º ano), Português Língua Não Materna (3º ciclo, iniciação e intermédio de secundário) e Latim A.

Público - A Opinião de Paulo Guinote


Paulo Guinote escreve um texto de opinião, realçando 4 pontos falhados este ano relativamente à Educação (e aos professores mais especialmente).

Acho que é um texto de leitura obrigatória, do qual deixo um pequeno excerto:
"Em matéria de Educação, tivemos mais um ano de problemas e conflitos, cheio de medidas que se sabia serem inadequadas, algumas que poderiam ser positivas com outro tipo de implementação e outras que foram naturalmente “inconseguidas” (há que abraçar os neologismos com legitimação institucional) por continuarem a laborar em erros de concepção. Destacarei apenas algumas para não demorar muito tempo e não entediar em excesso a paciência de quem lê."

E o que diz a APP (Associação de Professores de Português)?


Desta vez o exame já foi "objetivo, coerente e adequado", o do ano passado não o foi, o do próximo ano logo se verá... 

Ainda bem que tal aconteceu este ano, mas deveria acontecer sempre, para que as comparações existentes tivessem algum tipo de fundamento. 

Não sendo o caso, qualquer comparação (cujos fundamentos são sempre questionáveis) torna-se completamente desadequada.

Como foi o exame de Português?


Será essa a ideia geral?

Alguns excertos da notícia:
"Cada vez que saía um aluno da Escola Pedro Nunes, em Lisboa, o comentário era o mesmo: “Não saiu nada d’Os Lusíadas nem do Auto da Barca do Inferno!” O exame nacional de Português do 9.º ano surpreendeu os alunos pela “facilidade” e pelos textos escolhidos. Muitos nunca tinham ouvido falar de Carlos Vaz Marques, de Mário de Carvalho ou de Machado de Assis, mas respiraram de alívio por não ter saído Camões nem Gil Vicente. “Foi facílimo”, diz Francisco, de 15 anos, que não precisou da meia hora de tolerância e saiu da sala às 11h."
"Se antes de entrar para a prova, Madalena, aluna de 16 anos que já reprovou uma vez, estava nervosa e a acreditar que o exame iria ser “difícil”, no final estava surpreendida e aliviada: “Foi tão fácil! Nada de Lusíadas, nada de Gil Vicente. A gramática também foi fácil”, diz a adolescente."
Apesar de ser aluna de três, Madalena não afasta a hipótese de ter nota máxima na prova: “Espero ter um quatro, mas se tiver um cinco…”, diz, entre risos."
"Mariana, 15 anos, saiu radiante da prova, mas também zangada porque os professores a puseram demasiado nervosa com o exame quando ele foi “tão fácil”: “Os professores assustam-nos, dizem que é sempre difícil, que se não estudarmos não passamos… Nós fartámo-nos de estudar e, depois, mais de metade da matéria não sai”, desabafa a adolescente, que não teve explicações para se preparar."

O estado da Educação Sexual


Não existindo condições reais, é impossível ser realmente cumprido com o que se pede. 
E essas condições teriam de ser dadas pelo MEC, algo que não parece que esteja para acontecer em breve...

Alguns excertos da notícia:
""A lei prevê que a educação sexual deve ser dada através de actividades várias, que podem incluir visitas, projectos, conferências de especialistas... Obrigatório é que se cumpram os objectivos previstos e uma duração mínima de seis horas por ano, no 1.º e 2.º ciclos do ensino básico, e de 12 horas, no 3.º ciclo e ensino secundário. 
Os professores entrevistados lamentaram igualmente a não existência de uma redução da componente lectiva para o professor coordenador da educação para a saúde (que é quem coordena também a educação sexual) em cada unidade orgânica, “o que representa uma sobrecarga”. E leva, segundo os avaliadores, a que a solução mais fácil seja contratar fora. 
Vários dirigentes e professores sublinham que para cumprir a lei estão a fazer “um enorme esforço” — “Vários questionam a capacidade para continuar este processo nas actuais condições”, lê-se na síntese. 
“Os professores referem-se exaustos, não reconhecidos, os  mais novos não têm formação e as coisas tendem a sucumbir por burn-out”, diz Margarida Matos. E continua: é fundamental que os professores que se envolvem nestes projectos deixem de ser vistos como “carolas” e, por vezes, até, como “pessoas estranhas que não devem ter família porque dão horas e horas à escola”. 
Os avaliadores deixam várias recomendações. Como estas: que seja feito um forte investimento na “formação de técnicos”; que haja mais formação de professores e que se reduza a componente lectiva para um professor por agrupamento, “mantendo a actual figura do professor coordenador”.
Sugere-se ainda o “restabelecimento de áreas curriculares não disciplinares” — porque muitos professores e directores disseram que com a recente extinção destas áreas (nomeadamente da Formação Cívica), são agora obrigados a utilizar tempos de aulas curriculares para cumprir a lei..."

O início dos Exames Nacionais (9º ano e Secundário)



E teve hoje o início dos exames nacionais (não contando com as provas de 4º e 6º ano e com as provas de equivalência à frequência). 

Que o nervosismo dos alunos seja momentâneo e que os exames sejam realmente ajustados.

No entanto, é quase certo que se ouvirá sobre desajustamentos de alguns exames, tal como aconteceu na prova de Matemática do 6º ano.