
Recuso-me a reproduzir o texto escrito pelo Jorge Costa (para o qual deixo o link na imagem em cima), tal é o veneno, calúnias e injúrias de que o grupo de professores, do qual faço parte, é alvo.
Mas usando apenas uma das inúmeras "delícias" utilizadas, é indicado que tenho "pequenez mental", isto por:
- Estar a lutar por um concurso interno e externo em simultâneo, havendo a recuperação de TODAS as vagas libertadas, o que implicaria sempre a vinculação do mesmo número de professores;
- Acreditar que o Concurso Externo Extraordinário não resolve o problema dos professores contratados, mas antes vem trazer mais injustiças. Como já se viu em 2013, possivelmente irão vincular vários professores que muito poucos anos (ou mesmo apenas um) deram à Escola Pública, tendo a grande parte da sua graduação sido alcançada em colégios privados, ultrapassando aqueles que sempre, e durante décadas, lutaram pela qualidade da Escola Pública;
- Defender que deveria ser aplicada a Lei Geral da Função Pública, e não criar algo que tem sido anualmente "extraordinário" (ou será antes "extraordinariamente" anual?) apenas para alguns, quem nem serão todos os que a tal mereceriam, só para tentar enganar Bruxelas;
- Considerar que, por ter alcançado o vínculo na função pública (mesmo sabendo que pela frente estava um caminho mais ou menos penoso para percorrer), tinha uma perspetiva para o futuro e tinha criado, por isso, expetativas de concorrer em igualdade de circunstâncias com aqueles com o mesmo vínculo, e tendo apenas prioridade (existente na lei) relativamente a quem não tinha esse vínculo (ÚNICA COISA QUE DIFERENCIA OS PROFESSORES), vejo agora essas expetativas completamente defraudadas, nem sequer tendo hipótese de concorrer em igualdade de circunstâncias;
- Saber que inúmeros professores, há muitos anos vinculados, também estão em situações de precariedade, que andam de "casa às costas, sem a família, sem amigos", que encontram-se deslocados a centenas de quilómetros de suas casas e famílias, que não é o vínculo que dá a estabilidade profissional desejada, e que com este concurso extraordinário veem ainda mais diminuídas as hipóteses de poder alcançar essa estabilidade. Ou será que estes não a merecem, ou realmente pensa que tal só é vivido por quem é professor contratado?;
- Por defender o cumprimento da Diretiva Comunitária 70/99/CE a todos que a ele têm direito, havendo de novo o real cuidado para não existirem injustiças nas vinculações;
- Por não querer diferenciar, depois da vinculação, quem sempre concorreu para todas as vagas, e aqueles que só concorrem para certas zonas, pelas razões que só a eles diz respeito (como o colega defendeu aqui), considerando que apenas a graduação profissional deveria ser considerada;
- Por não insultar pessoas que não conheço, e fazer parte de um grupo que defende uma causa que acham justa, que não ficam a "ver o filme parados", que levantaram-se para lutar, sempre de cabeça erguida;
- Por considerar que não é com uma injustiça que se resolve outra injustiça!
Felizmente, existem muitos "canalhas" (como chama o colega), não só professores do quadro, mas também muitos professores contratados e pessoas das mais variáveis profissões, que (embora não andem a "bater-lhes palmas e pagar-lhes jantares") percebem, defendem e estão solidários com esta causa.
Fico deveras triste que alguém que já tanto fez pela causa dos contratados, o grande propulsor pelo cumprimento da Diretiva Comunitária, e que por tal merece todo o meu respeito; alguém, que num seu texto escreveu "Não publicarei msg que ofendam a dignidade de terceiros, ou que contenham linguagem grosseira.", caia agora num discurso tão baixo e reles.
Um bem haja para si, de alguém que não lhe deseja mal nenhum e que não se considera superior a ninguém... mas que não deixa que tentem tratá-lo por inferior!
Assinado: BRUNO GOMES
P.S.: Tal como o blogue, este é um texto pessoal, onde expresso apenas a MINHA opinião, não falando em nome de mais ninguém.