sábado, 24 de maio de 2014

A crescente falta de motivação docente


Ninguém é capaz de desmentir tal facto. A maioria dos professores estão muitos mais desmotivados hoje em dia do que estavam há alguns anos atrás, sendo cada dia uma luta. 

Os motivos dessa crescente desmotivação são vários, mas considero que os principais serão o tratamento que nos é dado pelos sucessivos ministros da educação (sejam a diminuição frontal pública da nossa importância na sociedade, seja através de nos tratar como meros números), que leva à falta de respeito de toda a sociedade, incluindo alunos, pelos professores, e o aumento brutal da burocracia (inútil para o que realmente é importante na tarefa de ser professor).

Ainda me lembro nos 1ºs anos de ensino, onde chegava a dizer que não sentia que dar aulas fosse um trabalho, mas sim um prazer, quase um hobbie que levava extremamente a sério.
Infelizmente, hoje já não poderei dizer essas palavras com a mesma sinceridade.

O artigo na íntegra:
"Perto de dois terços dos professores do pré-escolar e do ensino básico e secundário em Portugal admitem que a sua motivação em relação ao trabalho tem vindo a diminuir. Esse sentimento agudizou, pelo menos desde 2009, data a que se reporta um estudo pioneiro do Centro de Investigação em Estudos da Criança da Universidade do Minho (UM), que é apresentado esta sexta-feira. Ao mesmo tempo, a realização profissional de quase metade dos docentes também está em queda e a burocracia e o volume de trabalho também aumentaram, aponta o mesmo trabalho.

Concurso para mobilidade para o IEFP - docentes dos QUADROS

Está aberto, até dia 28 de maio (próxima 4ª feira), a manifestação de interesse para desenvolverem atividades nos Centros do IEFP durante o ano letivo 2014/15. 
Esta manifestação de interesse, nesta altura, é apenas e unicamente para docentes do quadro
Presume-se que, se sobrarem vagaa, será aberto novo concurso para docentes contratados.

Pelo que se pode ler nos documentos publicados (que de seguida publico), será um processo de seleção extremamente rápido, estando previsto que até dia 11 de junho já estejam identificados e identificados os docentes seleccionados. Estes serão destacados através de requisição (artigo 67º do ECD).

Sobre as condições de trabalho, é importante ter bem noção que não é nada idêntico a trabalhar numa escola. Não há interrupções letivas, não há manuais escolares, pode ser necessário trabalhar em vários centros (implicando várias deslocações), e, tendo em conta que é referido que é necessário aceitar lecionar no mínimo 22 horas/25 horas (grupo 110), é quase certo que serão mais do que essas horas (e falamos em horas, não tempos letivos). Isto só para mencionar algumas das diferenças.

No entanto, para além de ser uma experiência diferente e possivelmente enriquecedora para muitos docentes, pode igualmente ser uma oportunidade àqueles denominados "professores desterrados" de estarem, pelo menos durante 1 ano, próximos de casa. 
Caberá a cada um tomar as suas decisões.

Para concorrerem, basta ir a https://sigrhe.dgae.mec.pt e seguir o indicado no manual disponibilizado.

Aqui ficam os documentos disponibilizados para este concurso:

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Publicado o novo regime de recrutamento de docentes

Foi publicado o Decreto-Lei n.º 83-A/2014, que procede à terceira alteração ao Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, que estabelece o regime de seleção, recrutamento e mobilidade do pessoal docente para os estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário na dependência do Ministério da Educação e Ciência.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Prova Final de Matemática: 1º e 2º Ciclo

1º Ciclo (4ºAno)
Matemática 42 | Prova [Caderno 1  - Caderno 2 ] - Critérios de classificação  - Critérios adaptados 

2º Ciclo (6ºAno)
Matemática 62 | Prova [Caderno 1 - Caderno 2] - Critérios de classificação - Critérios adaptados 

De relembrar que a 2ª fase destas provas será dia 14 de julho!

As notícias relativamente às prova de Matemática:



Opinião: Educação, a última a perder!


"O calendário escolar é dos diplomas legais mais desejados pelas escolas, pois é com base nele que se define a estrutura de um ano letivo. O deste ano não agradou a muitos agentes educativos, sobretudo devido à diferença desproporcional de duração dos períodos letivos.

terça-feira, 20 de maio de 2014

José Gil - O Roubo do Presente

Não pude deixar de partilhar este texto do filósofo José Gil, publicado em finais de 2012 na revista Visão. É um texto com ano e meio, onde é dado o exemplo dos professores, mas cada vez mais atual...

"Nunca uma situação se desenhou assim para o povo português: não ter futuro, não ter perspetivas de vida social, cultural, económica, e não ter passado porque nem as competências nem a experiência adquiridas contam já para construir uma vida. Se perdemos o tempo da formação e o da esperança foi porque fomos desapossados do nosso presente. Temos apenas, em nós e diante de nós, um buraco negro.

Em que ciclo vai obrigar a 2ª língua estrangeira?


Ou erro dos jornalistas, com falta de cuidados nos pormenores, ou é mesmo o nosso Ministro que já não sabe o que diz...
É que a 2ª língua estrangeira já é obrigatória no 3º ciclo! Presumo que quererá dizer que poderá vir a ser obrigatória no 2º ciclo ou então no ensino secundário... 

Sinceramente, e com os cortes feitos até agora na Educação e aqueles que ainda se pretendem fazer, acho que é apenas mais uma notícia para encher páginas, mais umas afirmações do Ministro que não terão seguimento nenhum e que daqui a uns meses já estarão remetidas ao esquecimento coletivo.

Sobre a o Inglês passar de 5 a 7 anos, já aqui ("Inglês no currículo do 1º Ciclo... Obviously!") tinha sido referido esse facto, já lá vão 2 semanas.

A notícia da RR (apenas sobre este assunto) é a seguinte:
"O ministro da Educação admitiu que o ensino de uma segunda língua estrangeira possa vir a ser obrigatório. A posição de Nuno Crato foi assumida em declarações aos jornalistas em Bruxelas, à margem da reunião do Conselho de Educação. 

Chat or no chat... why not?

Ao longo dos muitos anos, como apenas visitante de sites e blogues, consegui ver a utilidade e os perigos de existirem chats nesses mesmos locais.

A grande vantagem é que, se todos os utilizadores forem pessoas minimamente corretas e civilizadas, é possível tirar imediatamente dúvidas e até criar amizades.

Como membro do chat do blogue do Arlindo, troquei muitas opiniões com várias pessoas, tive longas conversas muito interessantes e úteis, e ainda tive a grande felicidade e prazer de conhecer algumas dessas pessoas com quem falei virtualmente. 

No entanto, vejo os perigos que tal chat pode acarretar, sobretudo quando é utilizado por pessoas que terão algum problema pessoal e utilizam esse meio para extravasar alguns dos demónios interiores.

Decidi criar o chat no meu singelo blogue como uma experiência, na expetativa de ver o que poderá acontecer. 
Ainda para mais por se aproximar a altura dos concursos, onde muitos terão dúvidas que, de certo, gostarão que sejam clarificadas de forma mais direta, caso possível.

Para já, não é necessário criar uma conta própria (fazer sign in), embora recomende plenamente. 
Também não coloco de parte que tal venha a ser obrigatório num futuro próximo, ou até que faça desaparecer o chat, se considerar que não tem interesse nenhum ou que comece a ser utilizado de forma imprópria, algo que abomino.

Dito isto, estejam à vontade a utilizar esse novo meio, nunca se esquecendo que os professores devem tentar ser um exemplo na sociedade, mesmo estando num mundo virtual.

为什么普通话吗?


É essa a pergunta que faço no título: porquê mandarim?

Após o emergir do espanhol como língua de opção no 3º ciclo, é agora notícia que será preparado para que o mandarim também seja incluído nessa opção, onde na maioria das escolas continua a ser o francês a 2ª língua estrangeira reinante.

Se tivermos em conta o número de falantes em todo o mundo, sem dúvida que o mandarim estará em 1º lugar, seguido do inglês e espanhol, sendo até que o francês ocupa um lugar bastante tímido. Mas tal deve-se essencialmente ao número de habitantes na República Popular da China.
Mas qual a sua importância a nível universal? É que o mandarim é apenas falado na República Popular da China e nas suas regiões, tudo no continente asiático. 
Acho que não é necessário estar a referir os inúmeros países cuja língua oficial é o francês ou aqueles em que é o espanhol, espalhados pelos diversos continentes.

Não colocando no mesmo grupo a aprendizagem do inglês (que aí concordo plenamente que dever ser a 1ª língua estrangeira, obrigatória desde tenra idade, e que mais utilidade poderá trazer no futuro), qual das outras 3 línguas será mais proveitosas? No meu ponto de vista, o mandarim não o é...

Mas ok, é mais uma opção, e existirem mais opções é de louvar. Agora veremos se não deixam muitos de "olhos em bico".

P.S.: Acho extraordinário que, como se lê na notícia, falem num espaço temporal de 3 a 5 anos, até de forma a melhor preparar essa introdução, e nada tenho contra isso, pelo contrário. Mas quando se fala em cortes de disciplinas e mudanças de currículos que ainda estavam em experiência (como o caso do antigo currículo de Matemática), tudo tenha sido resolvido de um ano para o outro.

Fica a notícia na íntegra:
"O ensino do mandarim vai passar a integrar, como opção, os programas curriculares do 3.º ciclo e do secundário, anunciou na manhã deste sábado, em Pequim, o ministro da Educação Nuno Crato.

ADSE... Cada vez dói mais!

De acordo com a  Lei n.º 30/2014, de 19 de maio, entra hoje em vigor o desconto na remuneração base de 3,5%, descontos esses consignados ao pagamento dos benefícios concedidos pela ADSE aos seus beneficiários nos domínios da promoção da saúde, prevenção da doença, tratamento e reabilitação.

Num espaço de apenas um ano, esse desconto passou de 1,5% (até agosto de 2013),  para 2,25% (dessa data até ao fim de 2013), para 2,5% (desde início de 2014), e será de 3,5% a partir de agora. 
Isto acompanhando numa diminuição, a nível geral, das comparticipações feitas pela ADSE.

Sendo algo facultativo (embora sem possibilidade de voltar a ter direito a ADSE após desistir), está na altura de cada um pensar se valerá realmente a pena continuar a usufruir deste subsistema de saúde ou investir num bom seguro de saúde.

Já agora, se entra hoje em vigor, como serão feitos esses descontos nos ordenados de maio e junho? É que o de maio já está, por certo, processado... Será que os descontos dos 12 dias que faltam para o fim de maio serão retirados no vencimento de junho? 
O Assistente Técnico já se está a passar com tanta ignorância e sovinice por parte deste governo.

P.S.: Este aumento, com o número de desistências que por certo haverão, e o aumento da utilização de quem antes se continha e utilizava só em caso de real necessidade, será que vai compensar assim tanto? Ou estaremos realmente a ver o início do fim da ADSE?