Concordo que há cada vez menos autonomia das escolas, sendo tudo necessário justificar superiormente, estando as escolas (e professores) inundados com burocracias completamente inúteis, só são utilizadas por obrigação de demonstração de algo q não são papeis que o reconhecem.
No entanto,uma liberdade completa poderia (ou poderá) levar a pequenas ditaduras locais se não houver um controlo correto, se não existir o bom senso, essencial em qualquer espaço verdadeiramente funcional, com ativos humanos felizes e empenhados no seu trabalho.
Não posso, assim, concordar que, para já, sejam as escolas (ou seja, os diretores) a terem o poder de escolha dos professores que querem contratar. O que não faltam são exemplos de como pode correr muito mal, em tempos passados e presentes (no que conta a liberdade ainda concedida às escolas nas contratações de escola). Num país ideal, justo, honesto e completamente profissional, seria esse o caminho... Mas tal não é a nossa realidade, e aí sim temos um extremamente longo caminho a percorrer.
Fica a íntegra o texto de opinião do diretor da ES Eça de Queirós, da Póvoa do Varzim:
"A “autonomia das escolas” é um post-it colado na agenda educativa e um soundbite no discurso político sobre educação.
Nos dias de hoje, será tarefa destinada ao fracasso tentar encontrar algum diploma legal, relativo à Educação e/ou escola, que não contenha referências expressas à “autonomia das escolas”. Referências de pendor incrementalista, note-se bem: qualquer novo diploma legal tem sempre a virtude de vir “reforçar” a autonomia das escolas.