sábado, 10 de maio de 2014

Propostas de alteração da OAL de 2014/15

Foi disponibilizado o documento do MEC onde são indicadas algumas das propostas de alteração da Organização do Ano Letivo (OAL) de 2014/15. 
Não irei fazer comentários até conhecimento em concreto de como serão feitas essas alterações.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

A autonomia atual das escolas... na opinião de um diretor!


Concordo que há cada vez menos autonomia das escolas, sendo tudo necessário justificar superiormente, estando as escolas (e professores) inundados com burocracias completamente inúteis, só são utilizadas por obrigação de demonstração de algo q não são papeis que o reconhecem.
No entanto,uma liberdade completa  poderia (ou poderá) levar a pequenas ditaduras locais se não houver um controlo correto, se não existir o bom senso, essencial em qualquer espaço verdadeiramente funcional, com ativos humanos felizes e empenhados no seu trabalho.
Não posso, assim, concordar que, para já, sejam as escolas (ou seja, os diretores) a terem o poder de escolha dos professores que querem contratar. O que não faltam são exemplos de como pode correr muito mal, em tempos passados e presentes (no que conta a liberdade ainda concedida às escolas nas contratações de escola). Num país ideal, justo, honesto e completamente profissional, seria esse o caminho... Mas tal não é a nossa realidade, e aí sim temos um extremamente longo caminho a percorrer.

Fica a íntegra o texto de opinião do diretor da ES Eça de Queirós, da Póvoa do Varzim:
"A “autonomia das escolas” é um post-it colado na agenda educativa e um soundbite no discurso político sobre educação.

Nos dias de hoje, será tarefa destinada ao fracasso tentar encontrar algum diploma legal, relativo à Educação e/ou escola, que não contenha referências expressas à “autonomia das escolas”. Referências de pendor incrementalista, note-se bem: qualquer novo diploma legal tem sempre a virtude de vir “reforçar” a autonomia das escolas.


Medidas na Educação - Mapa operativo

Fica agora o quadro apresentado no documento "Educação Melhor" sobre as medidas concretas, já aplicadas ou em curso, na área da Educação:

Mais autonomia das escolas (em que moldes?), transferência das responsabilidades para as autarquias (até que ponto vão essas responsabilidades?), mais contratos de associação (havendo concorrência direta com escolas pública das proximidades) ,"escolas independentes" (alguém já percebeu bem o que tal significa?), reforço da liberdade de escolha (ou seja "cheque-ensino"), ensino dual,...

Será esta a reforma que nós, enquanto os profissionais de ensino que mais conhecem o que realmente se passa nesta área, queremos para o futuro da Educação?


A Educação na reforma do Estado

O Governo apresentou o documento "Estado Melhor", com orientações para a reforma do Estado. É um documento com 98 páginas, cheio das ideologias já conhecidas e os lugares comuns, apresentando as medidas já tomadas ou em curso de forma à tal reforma tomar lugar.
Fica aqui a parte sobre a Educação, essencialmente do ensino não superior (pág. 55 a 63):

"3.10. Educação: propostas para maior autonomia e liberdade de escolha  
A função educativa do Estado é primordial, pelo que a sua defesa é não apenas uma função do Estado, mas também uma causa pública. É, aliás, uma das mais importantes causas do ponto de vista da visão alargada do Estado Social, pois ajuda como nenhuma outra na construção de uma sociedade com oportunidades, superação das desigualdades sociais e qualificação dos jovens. Esta é, por isso, uma função que está a ser reforçada e deve continuar a sê-lo. Todo o esforço para tornar a escola mais exigente é um esforço que robustece a escola como um instrumento de alargamento de oportunidades.  

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Reunião sobre a OAL... sem dados concretos!


Então convocam uma reunião com os sindicatos e nem sequer levam uma proposta escrita sobre as suas reais intenções? Ok, já sabemos que para o MEC estas reuniões são só para dizer que os sindicatos foram ouvidos, mas assim é um exagero, é mesmo o "faz de conta"...
"Os representantes da Federação Nacional de Professores (Fenprof) e os da Federação Nacional de Educação (FNE) criticaram esta quinta-feira o Ministério da Educação e Ciência (MEC) por os ter chamado a pronunciarem-se sobre a proposta de despacho de organização do próximo ano lectivo sem lhes facultar o documento. Segundo dizem, o MEC limitou-se a expor um conjunto de intenções, entre as quais a de reforçar o crédito horário atribuído para apoio aos alunos nas escolas que tiverem melhores resultados na avaliação externa, mas deu informações suficientes para que se pudessem pronunciar nem abriu um processo negocial.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Há escolas vocacionadas para cursos vocacionais?

É que é possível essas escolas candidatarem-se até final do mês de maio, apresentando um projeto de oferta formativa de cursos vocacionais para o ensino básico e secundário.
Para as escolas interessadas, e respetivos professores, analisem o Despacho 5945/2014 para mais informações:

Pedido de divulgação - Questionário a professores de Matemática

Questionário a professores de Matemática

Chamo-me Patrícia Sampaio e estou a realizar uma investigação, pela Universidade do Minho, sobre a integração das TIC nas aulas de Matemática solicitando a vossa colaboração na divulgação de um questionário destinado aos professores de Matemática.

Este questionário destina-se a recolher informação para um projeto de investigação sobre o modo como os professores de Matemática usam as TIC nas suas aulas e simultaneamente refletir sobre a utilidade da formação neste âmbito.
Dado que a opinião dos professores é fundamental, pedimos que respondam a este questionário.
A recolha de dados é anónima.

Agradeço, desde já, a colaboração prestada.

Para participar clique, por favor, no link abaixo:

O Key for Schools ainda dá que falar...

Depois da polémica em torno da voluntariedade "forçada" dos professores corretores, do extenso e meticuloso guia para a aplicação do teste de inglês e ainda do valor a pagar pelo certificado, o IAVE sentiu-se na necessidade de publicar um comunicado para "Esclarecimentos e informações sobre o projeto Key for Schools".


Lendo com atenção este comunicado, é possível encontrar coisas realmente "interessantes". 
Antes de mais, a falta de informação que o IAVE deu à comunicação social, nunca indicando, ao certo, quantos pedidos de certificados existiram. Atiram com umas percentagens apenas só para desviar as atenções. Mas afinal, quantos alunos pediram o tão "valioso" certificado e porque não divulgar logo esse número?

De seguida, indicam ainda que a Universidade de Cambridge recebe sempre a mesma verba, independentemente do número de alunos que fazem a prova e dos que pedem certificados. Mas então para que serve o dinheiro pago pelo certificados, sobretudo em caso de ser superior ao valor a pagar à Universidade de Cambridge? A resposta é dada no site dedicado ao projeto em Portugal
"Dependendo dos níveis de adesão das famílias aos pedidos de obtenção de certificados, podem ser geradas receitas que, tal como previsto na cláusula 9.ª, número 4, alínea c), serão integralmente afetas a projetos que visam incentivar o ensino e a aprendizagem de línguas estrangeiras ou a apoiar a melhoria e modernização das condições técnicas no domínio da classificação, soluções que visam facilitar as tarefas a desenvolver pelos professores classificadores e a melhorar os níveis de fiabilidade de todo o processo de classificação das provas de avaliação externa a realizar pelos alunos em Portugal."
Ou seja, se sobrar dinheiro (o que realmente duvido, mesmo não conhecendo o número de pedidos de certificados), esse servirá para apoiar projetos de apoio educativo e dar formação a professores. Ou seja, servirá para o MEC não gastar dinheiro do seu orçamento em algo que é sua obrigação fazer.

Já por diversas vezes referi o quanto importante considero um bom conhecimento de Inglês, e este teste e certificado podem ser uma mais valia para o futuro. (bem, exatamente não, que é deveras elementar, mas os de grau mais elevados).
No entanto, e tendo o MEC essa mesma opinião, não percebo o porquê de ser necessário o pagamento por parte das famílias algo que deveria ser da responsabilidade do MEC.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Corta, corta e... CORTA!


Todos sabemos que nos últimos anos, a palavra de ordem na Educação é "corta"! Têm tirado tudo o que é possível (e até o que se pensava que seria impossível!).
A poupança na Educação (à custa de milhares de postos de trabalho para professores e muito piores condições de ensino nas escolas) é muito superior ao que a tal "trindade" pedia. E tal aconteceu quando todos sabem que o futuro de um país passa sempre pela educação dos seus jovens.
E se a política continuar praticamente igual, nada, mas mesmo nada de bom se pode esperar...
"A única operação de adição que se faz na Secundária Alberto Sampaio é a do número total de alunos. Nos últimos três anos, todas as restantes contas são de subtrair. Hoje há menos funcionários, menos professores e menos dinheiro disponível. O retrato da escola de Braga é exemplar das consequências que a aplicação do memorando de entendimento teve sobre a educação, com uma dose de austeridade que foi o triplo da prevista no documento. Agora, a ginástica na gestão dos estabelecimentos de ensino começa a dar sinais de se estar a tornar impossível. “Que não haja a ilusão de que se pode continuar a fazer sempre mais com menos”, avisa o director, José Pinto de Matos.

Inglês no currículo do 1º Ciclo... Obviously!


Já tinha referido (no post "Só mesmo para Inglês ver..." a importância que do Inglês estar incluída no currículo do 1º Ciclo. Ainda bem que o MEC conseguiu dislumbrar o mesmo, embora continue a achar que se tal fosse logo aplicado desde o 1º ano, tanto melhor.
"O inglês pode passar a ser obrigatório no currículo do 3.º e 4.º ano do 1.º ciclo do ensino básico a partir de 2015/2016, disse nesta terça-feira o ministro da Educação Nuno Crato, no Parlamento.
O objectivo de “introduzir o inglês curricular no 1.º ciclo” implicará formar professores e rever metas curriculares explicou o ministro, ouvido na comissão parlamentar de Educação. O governante adiantou que foi constituído um grupo de trabalho para preparar esta mudança.
O ministro não garante contudo que a disciplina esteja disponível em todas as escolas logo nesse ano lectivo de 2015/16.
Questionado pelos deputados, Crato disse ainda que “não há compromisso nenhuns com a troika” no que se refere a cortes na Educação. “O que há é compromissos gerais de parcimónia nas contas públicas”.
Na mesma audição, o ministro da Educação deixou o compromisso de que as bolsas de mérito em atraso, na região centro, no ensino profissional, serão pagas em 48 horas."