terça-feira, 6 de maio de 2014

Artigo de opinião: António Carlos Cortez


Um texto bastante interessante, que merece reflexão ("negrito" da minha responsabilidade):
"Dois livros de Maria Filomena Mónica, intitulados A Sala de Aula e Diário de Uma Sala de Aula, com chancela da Fundação Francisco Manuel dos Santos, recém-publicados, pretendem ser um contributo para que se evite aquilo a que, nas palavras da sua autora, é o “colapso do sistema educativo”. 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

O trabalho fundamental das CPCJ


"O número de menores acompanhados pelas comissões de protecção de crianças e jovens (CPCJ) voltou a crescer. Foram 71.500 ao longo do ano passado. Acentuou-se a tendência de aumento dos relatos relacionados com a exposição a comportamentos que podem pôr em causa o seu desenvolvimento e bem-estar — na maioria dos casos, a cenas de violência familiar nas quais não são o alvo directo. Esta foi mesmo a situação mais presente nos novos processos instaurados em 2013.

O que são as CPCJ?

"O que são as CPCJ?São entidades oficiais não judiciárias, baseadas numa lógica de parceria local. Integram necessariamente representantes do município e da Segurança Social e incluem ainda elementos do Ministério da Educação, instituições particulares de solidariedade, serviços de saúde, etc. A maioria dos elementos das comissões de protecção de crianças e jovens estão destacados a tempo parcial, continuando a trabalhar nos serviços de origem. Mas todas têm um professor a tempo inteiro, nota Armando Leandro, que promete mais formação — este ano, 100 docentes já tiveram; em Maio outros tantos receberão.
Que medidas podem aplicar?Para promover os direitos da criança e do jovem e pôr termo a situações susceptíveis de afectarem a sua segurança e bem estar, as CPCJ podem propor medidas em meio natural de vida (como o apoio junto psicológico ou financeiro dos pais da criança) e medidas de colocação (acolhimento da criança numa instituição, por exemplo). Estas medidas implicam a assinatura de um acordo de promoção e protecção por parte de todos intervenientes na medida (CPCJ, pais, outros familiares, etc....)
Todos os casos sinalizados dão origem a medidas de protecção?Não. O relatório de actividades que hoje será tornado público permite, pela primeira vez, analisar quantas das situações de perigo comunicadas às CPCJ deram origem à aplicação de medidas de promoção e protecção. Dados: no conjunto dos processos com os quais as CPCJ lidaram em 2013 (novos e antigos) estavam presentes mais de 74.700 situações de perigo (uma criança ou jovem pode ser vítima de mais do que um tipo de situação). Mas menos de 36 mil deram origem a medidas de promoção e protecção. Todas as outras dizem respeito a casos que foram arquivados por não terem fundamento, ou passaram para a alçada dos tribunais (como acontece com muitos dos processos de abuso sexual e maus tratos físicos e com todos aqueles em que as famílias não dão, ou retiram, o consentimento para a actuação da CPCJ, quando se verifica o incumprimento reiterado das medidas acordadas ou quando a criança com idade igual ou superior a 12 anos se opõe à intervenção).
É sempre preciso o consentimento dos pais para a CPCJ agir?Não. Quando a vida ou integridade física da criança ou jovem estejam em perigo iminente, e enquanto não for possível a intervenção judicial, as CPCJ solicitam a intervenção das entidades policiais para garantir a protecção."

domingo, 4 de maio de 2014

Dia da Mãe

Os parabéns e um bem-haja a todas as mães porque, sem dúvida, é o "trabalho" mais "difícil" do mundo.


Nota pessoal: Mãe, amo-te muito! Obrigado por tudo que sempre fizeste por mim.


sábado, 3 de maio de 2014

A inflação... das notas nas privadas!


Não me venham dizer que é porque as escolas são muito boas e oferecem melhores condições para os alunos. É inflação, pura e simples. Até porque já foi verificado, através de um estudo da Universidade do Porto, que "as escolas privadas têm grande capacidade para preparar os alunos para entrar (no ensino superior), mas o que se verificou é que, passados três anos, estes alunos mostraram estar mais mal preparados para a universidade do que os que vieram da escola pública" ("Ensino público vs. Ensino privado").
"Frequentar uma escola privada no secundário permite uma subida das notas de acesso ao ensino superior que pode chegar a ser superior a um valor. Esta inflação nas classificações tem permitido a estes alunos ganhar a competição com outros colegas, permitindo-lhes ultrapassar mais de 450 colegas na lista de seriação dos candidatos em cursos mais concorridos. As conclusões são de um estudo de investigadores do Porto e tem por base os exames nacionais dos últimos 11 anos.

A PACC vai realmente avançar


Não posso concordar que seja uma prova, nos moldes em que se coloca, a dizer se alguém é ou não capaz de ser um bom professor. Para tal é que existe o estágio por qual todos passaram!
No entanto, a existir essa prova, considero que só a deveria realizar quem quisesse iniciar a sua atividade docente. 
A realização da prova a quem já deu ou se encontra a dar aulas pode trazer problemas ao próprio MEC e escolas. Imaginemos um caso em que um professor "chumba" na prova. Os Encarregados de Educação dos alunos que o tiveram como professor não se sentirão no direito de contestar a avaliação dada por esse professor?

Fica a notícia na íntegra:
"O Ministério da Educação e Ciência (MEC) já pode realizar a prova de avaliação aos professores com menos de cinco anos de serviço, uma vez que o tribunal que analisou a última providência cautelar decidiu a favor do ministério.
O MEC garantiu neste sábado que vai retomar a realização da prova de avaliação dos professores contratados, uma vez que foi revogada a última decisão que impedia a sua realização.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Rastreio de daltonismo

"450 mil alunos do ensino básico vão ser alvo de um rastreio inédito no mundo. O objetivo é detetar o daltonismo, ou seja, a incapacidade em identificar as cores. A ação já passou pela escolas de Vizela, onde os técnicos confirmaram que 10% dos rapazes não vê todas as cores."
Aqui está uma boa medida! Pode ser que assim as crianças que padecem dessa doença sejam, desde cedo, acompanhadas e ajudadas a ultrapassarem as dificuldades que tal doença pode provocar. 
Agora falta o rastreio a várias outras doenças. Mas, passo a passo, pode ser que um dia cheguemos lá.

P.S.: Dizer que os alunos daltónicos "sofrem bullying dos próprios professores", acho algo um pouco grave... 

Dificuldade esperada do teste de Inglês


Embora é necessário esperar pelos resultados oficiais, já era de esperar esta reação por parte dos alunos. Só quem ainda duvida que, apesar de todas as contrariedades, o ensino em Portugal é de grande qualidade é que poderia achar que um teste de Inglês preparado para o 7º ano seria complicado para alunos de 9º ano.

Fica aqui a notícia:

terça-feira, 29 de abril de 2014

Exame de Inglês com "novas" tecnologias


São tantas as perguntas retóricas que daria para fazer, mas aqui ficam só algumas...
  • Gostava de saber como vão correr as digitalizações dos exames, ainda para mais sendo escritos a lápis. 
  • Ou então o rigor e excelência defendida pelo MEC, obrigando alunos do 9º ano a fazerem um exame equivalente ao 7º ano.
  • E já agora, sempre há professores corretores voluntários suficientes, ou foi mesmo quase tudo à força?
  • Outra pergunta é se este ano os exames nacionais também terão de ser pagos, à semelhança deste. Tudo por uma questão de igualdade, claro!
  • 21 páginas de guia? Nos exames nacionais, onde falam das especificações de todas as disciplinas costuma ser bem menos! 
  • Parece que uma das especificações é a distância mínima entre as carteiras. Professores vigilantes, não se esqueçam da fita métrica!!!!

Fica a notícia na íntegra (negrito da minha responsabilidade):
"Obrigatória para os estudantes do 9.º ano e acessível a todos os alunos dos 11 aos 17 anos, a prova certificada pela Universidade de Cambridge deverá ser feita por cerca de 121 mil estudantes.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

E agora?...

O diploma (Decreto-Lei n.º 60/2014) que estabelece as regras do concurso externo extraordinário já foi publicado (ver aqui), mesmo não havendo qualquer sindicato de acordo com os seus princípios.

A Associação Nacional dos Professores Contratados (ANVPC) já reagiu à publicação deste diploma (ver aqui), apelando a todos os professores contratados, que desde 2001 celebraram 3 ou mais contratos sucessivos com o Estado Português, o recurso massivo às instâncias judiciais nacionais para exigir a sua entrada nos quadros do MEC.

A FENPROF refere que este concurso só serve para embaratecer o custo do trabalho docente, já que os colocados serão posicionados no 1º escalão da carreira (167), que acaba por ser o mesmo que os que se mantiverem contratados começarão a ganhar a partir de 1 de setembro.  

Então e agora? O que devem fazer os professores (contratados e do quadro) que consideram este concurso externo extraordinário injusto? (Já referi sobre essas injustiças nos posts "
As injustiças no Concurso Externo Extraordinário (I)", "As injustiças no Concurso Externo Extraordinário (II)" e "Justiça ou injustiça.... Então e a LEI???"
.)

Em primeiro lugar, acho que todos devem subscrever o abaixo-assinado apresentado por vários sindicatos para manifestar o "profundo desacordo com as posições do Ministério da Educação e Ciência para a revisão da legislação de concursos, que, a serem aplicadas, continuarão a provocar situações de enorme instabilidade nas escolas e na classe docente". Para tal, basta subscrever online.

Os professores contratados que não irão conseguir ser colocados por este concurso e já têm os 3 anos anuais, completos e sucessivos desde 2001, devem seguir o conselho da ANVPC e recorrer aos tribunais a pedir o seu vínculo. Para tal, podem inscrever-se na própria ANVPC e pedir o seu apoio, requerer o apoio jurídico ao seu sindicato ou tratar do assunto por conta própria.

E os professores do quadro que se sentem injustiçados por não poderem concorrer a estas vagas que são do seu interesse?... Pois, devem fazer exatamente o mesmo, recorrer aos tribunais a exigir a possibilidade de concorrer a estas vagas! Aqui já não através da ANVPC, mas sim pedindo apoio jurídico ao seu sindicato ou então recorrendo aos tribunais por conta própria, de forma individual ou em conjunto com outros professores.

E o que pode resultar desses processos em tribunal?
Bem, conhecendo como funciona a justiça em Portugal, tudo pode acontecer, tanto sendo dado razão como não. Mas o resultado de não fazer nada já é mais do que conhecido, enquanto que tentando lutar pelos nossos direitos mostramos que realmente temos algo a dizer e que não deixamos ser "atropelados" sem ir à luta com as armas que temos.

P.S.: Há quem pense que os professores do quadro que pretendem concorrer a estas vagas não querem que os professores contratados vinculem. Nada mais de errado! Apenas pretendem ter um pouco mais de estabilidade do que têm neste momento, tal como os contratados. A solução, sendo possível aos professores do quadro concorrerem, seria que os lugares que eles deixassem vagos fossem obrigatoriamente remetidos também a concurso, salvaguardando assim a existência das previsíveis 2000 vagas para os contratados efetivarem.