Acho que já ninguém duvida que as tecnologias podem ser uma mais-valia para o ensino e aprendizagem. No entanto, para a sua verdadeira integração em sala de aula a nível geral, ainda é necessário serem dados certos passos indispensáveis, sem os quais essas tecnologias de nada servem:
- Formação dos professores: foi o grande erro na implementação do plano tecnológico na era Sócrates. Para quê os alunos e professores ficarem munidos de portáteis e as salas equipadas com quadros interativos se a grande maioria dos professores não tinha conhecimentos suficientes para a sua correta aplicação em sala de aula? Essa formação é essencial e é por aí que se tem de começar!
- Disponibilização de conteúdos digitais: mesmo com formação e conhecimentos suficientes para a utilização das várias tecnologias em sala de aula, um professor não tem tempo para criar conteúdos de qualidade para a sua utilização. Tal como diz no artigo, por exemplo, “Fazer um bom Powerpoint demora muito tempo e às vezes não vale a pena. Os professores precisam de chegar a casa e ter as suas vidas.”. Quem já utiliza frequentemente as TIC, sabe bem o quanto trabalhoso se torna a preparação de uma aula. Ou seja, é necessário a criação e disponibilização (seja a nível do MEC, das editoras, etc.) de conteúdos das diversas disciplinas para estas serem adaptadas e utilizadas pelos professores. Sem tal ser feito, um pc ou tablet apenas servirá para pesquisas na internet, um quadro interativo não será mais do que um quadro branco em que se escreve com uma caneta especial e se pode guardar a aula no fim.
- Massificação das tecnologias e seu fácil acesso por todos: Depois de terem sido dados os dois passos indicados anteriormente, agora sim é necessário equipar as escolas e permitir o fácil acesso das tecnologias aos alunos e professores. Para quê é que um professor irá preparar uma aula com recurso a quadro interativo, se não tiver sala equipada para tal? Como poderá pedir a utilização de tablets em aula, se os alunos não o tiverem nem a escola o fornecer? Óbvio que este passo final não pode ser imputado às famílias e professores, tornando-se assim bastante dispendioso para o Estado.
E como é que será a Escola daqui a 20 anos em termos tecnológicos?
Muitas suposições podem ser feitas. Eu gosto de imaginar que, por exemplo, os alunos já não andarão carregados com livros, tendo acesso aos manuais em formato digital através tablets e/ou mesas interativas. Até os cadernos diários poderão ser substituídos por tablets com capacidade de escrita manual (já hoje utilizo o meu "híbrido" em reuniões para esse efeito). Muito poderá ser alterado, mas há algo que nunca poderá ser substituído: o professor como peça central em todo o processo de ensino-aprendizagem!
E tu, o que pensas sobre este assunto? Dá a tua opinião...