segunda-feira, 31 de março de 2014

Licença Sabática e Equiparação a Bolseiro

Ficámos hoje a saber que, tal como acontece desde o ano letivo 2011/12, não serão concedidas licenças sabáticas.
NOTA INFORMATIVA LS / N.º 1 - Concessão de licença sabática para o ano escolar de 2014/2015

Relativamente à Equiparação a Bolseiro, só serão concedidas 3 equiparações a bolseiro com vencimento, mas todas só para o caso de renovação dessa equiparação. De referir que o último ano em que foi concedida essa equiparação a bolseiro com vencimento a novas candidaturas, tendo existido 10 vagas, foi em 2011, relativamente ao ano escolar 2011/12, e apenas se destinava a pedidos cujo objecto fosse enquadrado no âmbito do desenvolvimento de projectos/formação na área da Avaliação do Desempenho. Presumo que ainda há 3 bolseiros que não acabaram o doutoramento em 3 anos e o MEC já está a extender por mais um ano.
NOTA INFORMATIVA EB / N.º 1 - Concessão de equiparação a bolseiro para o ano escolar de 2014/2015

Público: A escola no ecrã



Acho que já ninguém duvida que as tecnologias podem ser uma mais-valia para o ensino e aprendizagem. No entanto, para a sua verdadeira integração em sala de aula a nível geral, ainda é necessário serem dados certos passos indispensáveis, sem os quais essas tecnologias de nada servem:
- Formação dos professores: foi o grande erro na implementação do plano tecnológico na era Sócrates. Para quê os alunos e professores ficarem munidos de portáteis e as salas equipadas com quadros interativos se a grande maioria dos professores não tinha conhecimentos suficientes para a sua correta aplicação em sala de aula? Essa formação é essencial e é por aí que se tem de começar!
- Disponibilização de conteúdos digitais: mesmo com formação e conhecimentos suficientes para a utilização das várias tecnologias em sala de aula, um professor não tem tempo para criar conteúdos de qualidade para a sua utilização. Tal como diz no artigo, por exemplo, “Fazer um bom Powerpoint demora muito tempo e às vezes não vale a pena. Os professores precisam de chegar a casa e ter as suas vidas.”. Quem já utiliza frequentemente as TIC, sabe bem o quanto trabalhoso se torna a preparação de uma aula. Ou seja, é necessário a criação e disponibilização (seja a nível do MEC, das editoras, etc.) de conteúdos das diversas disciplinas para estas serem adaptadas e utilizadas pelos professores. Sem tal ser feito, um pc ou tablet apenas servirá para pesquisas na internet, um quadro interativo não será mais do que um quadro branco em que se escreve com uma caneta especial e se pode guardar a aula no fim.
- Massificação das tecnologias e seu fácil acesso por todos: Depois de terem sido dados os dois passos indicados anteriormente, agora sim é necessário equipar as escolas e permitir o fácil acesso das tecnologias aos alunos e professores. Para quê é que um professor irá preparar uma aula com recurso a quadro interativo, se não tiver sala equipada para tal? Como poderá pedir a utilização de tablets em aula, se os alunos não o tiverem nem a escola o fornecer? Óbvio que este passo final não pode ser imputado às famílias e professores, tornando-se assim bastante dispendioso para o Estado. 

E como é que será a Escola daqui a 20 anos em termos tecnológicos?
Muitas suposições podem ser feitas. Eu gosto de imaginar que, por exemplo, os alunos já não andarão carregados com livros, tendo acesso aos manuais em formato digital através tablets e/ou mesas interativas. Até os cadernos diários poderão ser substituídos por tablets com capacidade de escrita manual (já hoje utilizo o meu "híbrido" em reuniões para esse efeito). Muito poderá ser alterado, mas há algo que nunca poderá ser substituído: o professor como peça central em todo o processo de ensino-aprendizagem!

E tu, o que pensas sobre este assunto? Dá a tua opinião...

sábado, 29 de março de 2014

Almoço Durante o Período de Férias nos Açores

Foi ontem, dia 28/03, publicado em Diário da República o diploma estabelece o regime de distribuição de almoço nas escolas durante os períodos de férias e interrupções letivas na Região Autónoma dos Açores. São beneficiados por esta medida os alunos abrangidos pelo 1.º e 2.º Escalão da Ação Social Escolar que o requeiram.

Sem dúvida que se trata de uma excelente medida, numa altura em que muitas famílias passam grandes dificuldades socioeconómicas, em que muitas crianças têm na escola a sua única refeição decente do dia.
E embora muitas escolas e concelhos já tomaram medidas idênticas, seria salutar que tal fosse aplicado em todas as escolas do país.

quinta-feira, 27 de março de 2014

As reuniões continuam...



E a saga vai continuar. Após já terem havido 3 reuniões, onde a postura do MEC foi sempre igual, foi pedido a continuação dessa negociação sobre as alterações ao DL 132/2012. No entanto, presumo que o resultado desta negociação suplementar seja idêntica à anterior, e dificilmente algo de novo sairá dali. Como gostaria de estar engano.

Dois pesos, duas medidas...

Com a proposta de alteração do diploma dos concursos, foram várias as novidades apresentadas. No entanto, parece que a aplicação de algumas das medidas será feita de forma bem diferente.

Ficamos a saber que passa a existir uma vinculação semiautomática para os docentes contratados que atingem o 5º contrato anual, completo e sucessivo, sendo criadas vagas em QZP anualmente, a partir de 2015, para os docentes que estejam nessas condições. Como tal inicia em 2015, significa que que os docentes que nos anos letivos 2010/11, 2011/12, 2012/13, 2013/14 e 2014/15 tiverem contratos anuais e completos no mesmo grupo de recrutamento irão ter a possibilidade de vincular. Esta medida, embora benéfica para muitos e indo quase de encontro com o estipulado na diretiva europeia, é prejudicial para todos aqueles que, não adivinhando tal medida e regendo-se pelas regras em vigor, viram os seus contratos nessas situações interrompidos (seja por mudança de grupo, colocação mais tardia por preferência de zonas mais próximas da residência,...). Por certo que, sabendo da existência desta nova medida, as opções tomadas na altura dos concursos de contratação seriam bem diferente!

Ficamos também a saber que os docentes contratados que completem 1461 dias de serviço efetivo (4 anos) em horário anual, completo e sucessivo (com avaliação mínima de Bom e 50 horas de formação contínua) passam a ser remunerados pelo índice 188, sendo na proposta indicado que essa medida entraria em vigor no dia 1 de setembro de 2014. No entanto, a ideia do MEC não é essa! Pelo o que se pode ler no site da FENPROF e do SIPPEB, "confirmou-se na reunião que o tempo de serviço para tal efeito apenas começaria a ser contado a partir de 1 de setembro de 2014, sendo desprezado o que está para trás.".

Ou seja, para uma medida é esperado que conte o tempo para trás (a partir de 2010), para a outra só começa a ser contado a partir de setembro. Dois pesos, duas medidas...

quarta-feira, 26 de março de 2014

Público: A Opinião de Santana Castilho

"1. Poiares Maduro foi recentemente ouvido na Comissão Parlamentar de Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local. Entre outras coisas, falou de educação como se, digo eu, não existisse ministro dessa pasta. E que disse? Que pretende que, no próximo ano lectivo, dez municípios-piloto sejam responsáveis pela gestão da educação. 

E o que pensam os professores de Informática sobre os cortes no acesso à Internet?

""Não estamos num país de censura digital", reagiu ao PÚBLICO Fernanda Ledesma, presidente da Associação Nacional de Professores de Informática, para quem tal interdição vai "limitar o professor na escolha das metodologias e das estratégias a trabalhar com os alunos". 
O curioso, segundo Fernanda Ledesma, é que a participação em redes como o Facebook, o Instagram e o Tumblr integra os conteúdos programáticas da disciplina. "O saber ser e estar nas redes sociais e as condições de privacidade no perfil de cada um fazem parte dos conteúdos programáticos. A via correcta nestas questões nunca é proibir, mas educar para", insurge-se aquela responsável.
Sublinhando que o acesso às redes sociais nas escolas se faz sobretudo a partir dos dispositivos móveis que os alunos levam para a escola, como os smartphones, a representante dos professores de informática diz que o MEC já foi contactado no sentido de rever as normas constantes da circular que foi enviada às escolas."

E o que pensam os diretores sobre os cortes no acesso à Internet?


Pensei que para evitar que os alunos estejam em sites que não interessam para as aulas estavam lá os professores, que podem tomar medidas de forma a evitar tal má utilização.
Mas se tiverem a desenvolver algum projeto ou trabalho que seja necessário utilizar um dos sites "limitados", tal projeto ou trabalho fica seriamente comprometido.

Mais um estudo...



Acesso à Internet nas escolas

(...)
"“Paralelamente” e para “melhorar a qualidade do acesso à Internet”, a DGEEC anunciou às escolas limitações à entrada no Facebook, Tumblr, Instagram e lojas Android e Apple, entre as 08h30 e as 13h30. Nas restantes horas há uma limitação de utilização máxima. Actualizações para o sistema operativo Windows só serão possíveis das 17h às 8h do dia seguinte. O YouTube não terá limitação horária mas fica abrangido por um limite de utilização.
(...) 
Por as páginas em causa não se considerarem pedagógicas foram “adoptadas medidas de priorização do tráfego”.
O ministério de Nuno Crato pretende o “normal funcionamento da Internet nas escolas” e, por isso, as restrições vão ser “permanentes” e afectar todos os utilizadores.
O MEC negou que as restrições decididas agora tenham como meta a poupança ou o objectivo de “qualquer ganho para a PT”, operador de telecomunicações que desde 2008 fornece o acesso à Internet nas escolas."
Paga-se o mesmo e o serviço é pior... Se isso não se traduzir em poupanças para a PT, traduz-se em quê? E a desculpa de as páginas não serem pedagógicas também é deveras fraquinha! 
Numa altura em que a escola deveria tentar ser um centro de conhecimento e a internet é uma das ferramentas de busca de informação e desenvolvimento de projetos, estas restrições são um passo no sentido contrário para essa meta.