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sexta-feira, 18 de julho de 2014

PACC - As declarações do Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário


Comentando as declarações do Sr. Secretário, eu também não estou a ver professores a prejudicarem professores... Estou é a ver o MEC a prejudicar TODOS os professores! Prejudica os professores que tentam obrigar a realizar esta PACC ridícula, e prejudica toda uma classe ao dizer publicamente que não confia nas suas qualificações e nas avaliações que têm sido sujeitos ao longo dos anos. Como se esta PACC (e relembro que este ano só é necessário a componente comum) consiga provar seja o que for...

E dizer que não não há motivos de contestação da data da prova já que o Sr. Ministro já tinha avisado, via Comunicação Social, que a prova seria para breve é, mais uma vez, gozar com todos nós!

Alguns excertos da notícia:
"O secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, desvalorizou as ameaças de acções de protesto que tenham como objectivo evitar a realização da prova de avaliação para docentes sem vínculo à função pública, marcada para a próxima terça-feira. “Qualquer atitude dessa natureza porá em causa o direito daqueles que querem realizar a prova. Não estou a ver que professores prejudiquem professores", afirmou, na noite desta quinta-feira.

As declarações foram feitas no decorrer de uma conferência de imprensa na qual, segundo a agência Lusa, o secretário de Estado também não se mostrou preocupado com o recurso à Justiça por parte da Federação Nacional de Professores (Fenprof). Aos jornalistas garantiu a “legalidade” da prova e disse que os prazos previstos na legislação e nos regulamentos em vigor foram cumpridos.

No encontro com os jornalistas, que se seguiu a uma reunião com dirigentes escolares, Grancho lembrou que os professores contratados com menos de cinco anos de serviço dependem da realização da prova para dar aulas. Assegurou ainda que os resultados daqueles que chegaram a fazê-la, a 18 de Dezembro, serão conhecidos "em tempo útil", ou seja, de forma a produzirem efeitos para os concursos deste ano.

Questionado sobre as críticas que professores e representantes de partidos políticos fizeram ao facto de a remarcação da prova para terça-feira ter sido anunciada esta quinta, o secretário de Estado disse que "não foi por falta de aviso", uma vez que o ministro da Educação tinha anunciado "para breve" uma nova data para a prova. “Acho que já perdemos muito tempo com todo este processo e com certas manobras dilatórias", declarou, insistindo que acredita que "vai imperar a responsabilidade" e que a realização da prova vai "decorrer com toda a normalidade nos 80 agrupamentos de escolas” em que está previsto que se realize.

O despacho publicado nesta quinta-feira determina que os professores que não fizeram a prova em Dezembro e que a queiram fazer na próxima terça-feira vão ter de provar que foram impedidos de a realizar "por motivos alheios à sua vontade". Este é um dos problemas levantados pela Fenprof, que não entende como é que os docentes poderão provar tal coisa, no caso de, por exemplo, terem estado numa das escolas em que não chegou a ser pedido aos professores para assinarem uma folha de presenças."