terça-feira, 19 de agosto de 2014

Os meus pensamentos sobre o Concurso Externo Extraordinário 2014

Antes de mais, quero felicitar os colegas que vincularam nos quadros. Praticamente todos (não digo todos pois não considero aqueles que têm muitos anos de serviço no privado e pouco mais de um ano no público) já deveriam estar vinculados há muitos anos tal a sua dedicação à Escola Pública. Infelizmente, muitos que também o têm feito ao longo dos anos não conseguiram vinculação. 

Dito isto, tenho que voltar a exprimir o meu desacordo com este processo da forma como foi feito, já que sempre defendi que deveria haver um concurso interno extraordinário em simultâneo com este concurso.

Por muito que o MEC diga que não há ultrapassagens dos que já se encontram nos quadros e que apenas quer "proceder a uma optimização dos recursos humanos necessários", já foi várias vezes demonstrado que essas ultrapassagens existem e que, a haver optimização dos recursos, inicialmente deveria começar por quem já estava vinculado. 

Volto a referir que é de inteira justiça a vinculação dos que agora foram colocados (deveriam até ter sido mais), mas deveria ter sido feito de outra forma a não haver os atropelos que existiram.

Relativamente à providência cautelar interposta a este concurso e respetiva ação principal, o intuito nunca foi suspender o concurso, mas tentar que fosse possível haver em simultâneo um concurso interno.

Não tendo tal sido possível, e acreditando completamente que nada coloca em causa esta vinculação, a minha expectativa é que, daqui a algum tempo, seja dado aos intervenientes da ação a possibilidade de concorrerem às vagas que tinham direito.

Infelizmente, se tal vier a acontecer, tal opção será apenas dada aos que se juntaram na ação interposta e não a todos os docentes do quadro, como seria desejável desde o início.

8 comentários:

  1. Concordo a 100% como que escreveu e espero que esta situação seja efetivamente corrigida.

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  2. Concordo. Tenho quase 18 anos de serviço, mas no 200, misteriosamente, nunca há vagas. Apesar das aposentações e rescisões, o MEC não abre vagas. Por isso, mais uma vez, de fora. Já estou como o Calimero: That's an injustice, yes it is. Felicito os colegas que vincularam, parabéns a todos/as. Mas não posso deixar de achar estranho que muitas vinculações em certos grupos se conseguem com muito menos tempo de serviço. Haja paciência, e sobretudo esperança num futuro mais justo para esta classe tão pouco unida e com sindicatos a mais.

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  3. Tribunal com esta gente do ministério já! A corda partiu de vez. No próximo concurso será mais do mesmo, as vagas vão sendo ocupadas alegremente pelos professores do privado, alguns com um ano de ensino oficial e vinte do privado, que para o obter andaram 1 ou 2 anos a concorrer a horários de 10 horas para longe de casa!!! Um feito inigualável! Enquanto outros andam há 20 anos no ensino público longe de casa e ficaram sem colocação!!!. Nada me move contra o ensino privado, toda a gente tem direito a ele, mas isto está a passar para além das marcas, é um oportunismo primário, os sindicatos nada dizem e a romaria vai passando!!!

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  4. No que se refere ao ensino artístico especializado, há que rever a legislação vigente, nomeadamente a Portaria 693/98. Está ultrapassada. Outros interesses! Há Mestres e Doutores com formação em Universidades nacionais e estrangeiras de elevado nível que ficam de fora , Há que rever e tornar os concursos transparentes e justos. Assim não!!!!!

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  5. Dizia-se um concurso externo extraordinário da música. Concurso externo? As escolas com vagas a concurso respondiam que só podiam concorrer os contratadas daquela escola. Mas que é isto? É para inglês ver? Só neste país é que se passam tamanhas vergonhas. A legislação que apresenta as habilitações para a docência,portaria nº 693/98 está ultrapassada. Esta legislação deixa Mestres e Doutores portugueses, habilitados por Instituições Universitárias Portuguesas e Europeias de fora. Parabéns a quem interpôs a providência cautelar. O que é injusto tem que ser denunciado. Amigos do ensino artístico, vamos lutar . Não nos podemos calar! Muita gente não se candidatou a este concurso, pois dizia que não valia a pena, pois as normas eram muito fechadas. No próximo concurso, vamos concorrer e fazer valer os nossos direitos . Saudações musicais! Um abraço a todos

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  6. Colegas do ensino especializado da Música.
    Houve alguém que teve a coragem de denunciar a situação. Alguém me telefonou que tinha sido uma docente de Historia da Música. Quem quer que fosse ,está de parabéns. O pessoal da Música parece que acordou! Há tantas injustiças. Há gente com habilitação académica e profissionalização que recebem abaixo da tabela (recebem pela letra k , a dos docentes não profissionalizados)). Conhecem de certeza estas situações. Colegas , não aceitem tais situações.. Há conservatórios e academias de Música que fazem isso. Tem que haver clareza e e transparência nos concursos,nas contratações. nas avaliações, nas nomeações e nas remunerações .
    Obrigado aos autores do bloog. É um bom meio para conhecer , apresentar propostas e também tornar público certas injustiças. Até breve!

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  7. O ME talvez ouça gritos, mas para argumentos parece surdo.

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  8. Colegas do ensino artístico da música,
    temos que fazer chegar aos Sindicatos, ao Ministério e à Autoridade do Trabalho os atropelos que se cometem com as contratações e com as tabelas de vencimentos nos estabelecimentos deste ramo de ensino. A união faz a força! Apelo a que todos enviem os vossos protestos. Gritos e argumentos contínuos até que nos ouçam.
    Água mole em pedra dura , tanto dá até que fura.
    Escrevam e falem e indignem-se.

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