Pouco falta para chegar a hora marcada para a realização da PACC, pelo que é necessário todos refletirem sobre as mais diversas consequências provenientes das ações (ou inações) de amanhã.
Como é facilmente identificado, o elo mais fraco nesta história toda são os colegas contratados com menos de 5 anos de tempo de serviço. Mas, dentro destes, é necessário identificar os grupos a que pertencem relativamente a esta PACC. Acreditando que todos estão contra a PACC, temos os que:
- não se inscreveram, mostrando desde logo que não seriam sujeitos a tal vexame (excluídos da PACC);
- inscreveram-se, mas no dia 18 de dezembro mostraram a sua indignação e não realizaram a prova por total vontade própria, mostrando a sua indignação (excluídos da PACC);
- inscreveram-se e realizaram a prova, mesmo em condições menos próprias (não tendo de voltar a realizar a PACC);
- inscreveram-se e pretendiam realizar a prova, mas foram impedidos de a realizar devido a greve ou protestos (únicos que poderão realizar a PACC).
Se amanhã a PACC for realizada normalmente nas diversas escolas pelos professores indicados no último grupo, os sacrificados serão os professores indicados nos dois primeiros grupos e os do último grupo que a eles se juntarem, aqueles que ergueram a sua voz e lutaram contra esta prova que em nada demonstra o que é ser um bom professor, que não se deixaram ferir na sua dignidade. A juntar a estes nobres colegas, ainda temos os que, erradamente, não estão nas listas de docentes que podem realizar a prova (mesmo se no dia 18 foram impedidos de a realizar não por vontade própria) e os que se encontram neste momento impossibilitados de a realizar (de férias fora do país, em licença de casamento, nas ilhas tendo a indicação de realizar a prova no continente,...).
Fará também com que a greve realizada pelos professores vigilantes de dia 18 de dezembro (fazendo assim a sua demonstração contra essa PACC e não pactuando com o MEC contra os seus colegas) de pouco ou quase nada tenha servido. Se a PACC for realizada normalmente, tudo terá sido quase em vão e o MEC terá demonstrado que pode fazer o que quer, como quiser.
Fará também com que a greve realizada pelos professores vigilantes de dia 18 de dezembro (fazendo assim a sua demonstração contra essa PACC e não pactuando com o MEC contra os seus colegas) de pouco ou quase nada tenha servido. Se a PACC for realizada normalmente, tudo terá sido quase em vão e o MEC terá demonstrado que pode fazer o que quer, como quiser.
Se amanhã a PACC não se realizar em várias escolas, o MEC será, por certo, obrigado a dar-se por vencido nesta luta e deixar cair a PACC, pelo menos neste ano letivo. Tal acontecendo, nenhum professor que não tenha realizado a PACC poderá ser prejudicado, incluindo os que lutam desde o 1º minuto e nem sequer se inscreveram! Aqui, o único sacrificado poderá vir a ser o MEC! Mas tal só acontece se não houver condições para a PACC se realizar em, pelo menos, algumas escolas.
Continuo a considerar que quem está nas melhores condições para inviabilizar a PACC são os professores chamados para a vigilância! Seja pela presença na reunião sindical, por consulta médica, doação de sangue, entre outros, têm várias formas para não fazerem parte deste momento baixo da educação em Portugal.
Nada têm a perder, nem sequer o ordenado do dia como quem fez greve no dia 18 de dezembro, e pode assim salvar muitos colegas e permitir que possam, pelo menos, concorrer para lecionar no próximo ano letivo.
Nada têm a perder, nem sequer o ordenado do dia como quem fez greve no dia 18 de dezembro, e pode assim salvar muitos colegas e permitir que possam, pelo menos, concorrer para lecionar no próximo ano letivo.

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