O protesto contra a PACC não pode, nem é, apenas daqueles que são obrigados a realizá-la. É de todos os professores, de toda uma classe, que vê nesta prova, e todas as circunstâncias que levam à sua realização dia 22, apenas mais um ato de humilhação e depreciação de TODOS nós.
Espero pela união de todos contra esta "inutilidade", especialmente daqueles que foram chamados a vigiar os seus colegas e que têm várias formas de não pactuarem com o MEC. São os possíveis "vigilantes" que têm o maior poder para acabar com isto.
Alguns excertos da notícia do Público:
"Cercos, boicotes, invasões, faltas dos vigilantes. Para alguns dos docentes que estão contra a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), que voltou a ser marcada para a próxima terça-feira para os que não a fizeram em Dezembro, tudo está em cima da mesa. Na manhã desta sexta-feira, um pequeno grupo de docentes concentrados à porta do Ministério da Educação e Ciência (MEC), em Lisboa, apelou para que a população se manifeste contra a prova, em frente às escolas, no dia do exame.
“Qualquer professor convocado para vigiar a prova pode justificar a falta. Pode ir a uma consulta no médico, pode furar um pneu, pode ir a um dos plenários que vão ser marcados para esse dia [nas escolas]. Os professores não são obrigados a humilhar os colegas. Ninguém deve pactuar com esta farsa”, apela Aurora Lima, professora efectiva de Educação Especial. “É sermos carrascos”, sublinha Angélica Jesus, docente de Físico-Química “há 14 anos prestes a efectivar”. Questionados, estes docentes dizem que os cercos e as invasões às escolas na terça-feira não estão afastados.
“Apelamos à população para que se junte à porta das escolas às 8h para defendê-las contra quem as quer encerrar”, diz Aurora Lima, referindo-se também à participação de pais e confiante na adesão de directores e funcionários. “O movimento Boicote&Cerco [que tem um grupo no Facebook] vai empenhar-se a 100% pela defesa da escola pública”, garante a docente para quem a PACC “é uma humilhação” para os professores. “O intuito desta prova é desprestigiar e despedir os professores”, acrescenta. Para a professora aposentada de Educação Física, Conceição Alpiarça, a forma repentina como foi marcada a nova data mostra “falta de chá” e “o carácter baixíssimo de toda esta gente”, uma referência à equipa ministerial.
Luta e “sem medo”
No grupo que se juntou nesta manhã, havia professores contratados há décadas, efectivos e aposentados. Nenhum deles precisa de ir fazer prova, mas estão ali em solidariedade com os colegas: “Esta é uma luta de todos os professores”, considera Aurora Lima.
“Não temos medo da prova. O ministro é que tem medo dos professores”, frisa, referindo-se aos boicotes à prova, em Dezembro, o que levou à marcação desta nova data para os docentes que não a fizeram. Para os professores que se juntaram nesta sexta-feira, o MEC andou a tratar da marcação da nova data “em sigilo” e anunciou-a subitamente para não permitir que os docentes marcassem greve."
Em quem votam a maioria dos professores? No PS, no PSD... hã, pois...agora amanhem-se!
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