terça-feira, 22 de julho de 2014

PACC - A acusação do PSD


E eu acuso os membros do PSD de:
  • desrespeito por toda uma classe;
  • duvidarem injustamente das competências dos profissionais que têm servido a causa pública;
  • difamarem os todos professores ao sugerir que estes não são avaliados todos os anos;
  • ter a vista deturpada ao pensar que os movimentos que surgiram foram feitos apenas pelos sindicatos;
  • serem cegos por não verem que o estado que algum professores estavam ao não realizar a prova de forma a não porem sequer em causa a sua própria dignidade e consciência.

E acuso-os, essencialmente, de serem falsos e oportunistas (que, infelizmente, cada vez mais são sinónimos de político). Em 2008, enquanto oposição ao governo, eram contra a implementação de uma prova, tendo até apresentado uma proposta de resolução para mudança das normas da prova. Nessa altura, eles queriam que qualquer professor avaliado num ano letivo com bom, que tivesse desempenhado funções por 2 anos nas AECs ou que estivesse a lecionar nas Novas Oportunidades fosse dispensado de realizar a prova. 

Nessa altura, eles diziam que ".. o Ministério da Educação pretende ignorar as expectativas e as opções dos futuros professores que hoje estão em cursos que conferem habilitação para a docência ou, mais grave, os docentes com os quais o Ministério da Educação tem mantido, desde há anos, um vínculo precário. O regime da prova de avaliação de conhecimentos e competências é cumulativo à aprendizagem e estágio, e após a realização da prova nas várias componentes, com aproveitamento, existe ainda o período probatório de um ano. Perante um regime de acesso tão extenso, repetitivo e eliminatório, pode concluir-se que estamos perante mais uma introdução burocrática na legislação da educação."

E nem sequer é possível a desculpa de serem outros elementos do PSD, já que um dos seus autores, Luís Montenegro, é o atual líder parlamentar do PSD. 

Pelo menos a uma grande maioria dos professores portugueses não lhes falta dignidade e consciência tranquila, algo que não está ao alcance de muitos deputados. 

Em jeito de conclusão, chamar de normalidade o que aconteceu na grande maioria das escolas onde estavam marcadas a prova é, mais uma vez, tentar atirar areia para os olhos do público! Algo também extremamente normal nos políticos.

A notícia do JN:
"O PSD defendeu hoje que as provas de avaliação de professores contratados estão a realizar-se com normalidade na maioria dos casos, mas acusou os sindicalistas "profissionais dos protestos" de mancharem a imagem dos docentes.

Estas posições foram assumidas pelo deputado social-democrata Duarte Marques, na Assembleia da República, numa análise à forma como estão a decorrer no país as provas de avaliação de professores contratados.

"Embora ainda não seja ainda possível um balanço oficial, pode dizer-se no entanto que, na maioria das escolas, a prova está a realizar-se com tranquilidade, mas alguns protestos estão a manchar a imagem de respeito que os professores têm na nossa sociedade. Esta não é a primeira vez que se realiza esta prova, sendo antes uma oportunidade para professores que faltaram ou que antes foram impedidos de a realizar pelos sindicatos e pelos protestos", salientou Duarte Marques.

Nas declarações que fez aos jornalistas, o ex-líder da JSD sustentou que a maioria dos professores portugueses "tem qualidade e não concorda também com estas imagens de invasão registadas em algumas escolas, ou com atos em que se impede os próprios colegas de fazerem a sua prova tranquilamente, como merecem".

"O PSD admite que alguns professores não concordem com a prova, mas os professores têm o direito de poderem fazer a sua prova com tranquilidade e no respeito pela sua própria autonomia. Estes protestos só estão a manchar a imagem dos professores, sobretudo quando é impedida a boa realização da prova de um colega. Nestes casos, estamos perante um atentado à própria liberdade", insistiu o "vice" coordenador da bancada social-democrata para as questões de educação.

Duarte Marques fez depois duras acusações à FENPROF (Federação Nacional dos Professores) e, sobretudo, ao seu líder, Mário Nogueira.

"Já se sabia que a FENPROF e o seu líder não tinham respeito pelos militares, nem pelo Dia de Portugal, e até faziam troça da saúde do Presidente da República. O que estão a fazer hoje mostra também que não têm respeito pelos próprios colegas que procuram fazer a sua prova em tranquilidade. Estes protestos estão a ser promovidos por profissionais do protesto, alguns dos quais nem serão professores, mas antes profissionais dos sindicatos e também de partidos políticos", acrescentou o deputado do PSD."

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