Antes de mais, vamos aos dados.
Apenas numa escola não foi realizada a PACC (Escola Secundária de Oliveira do Douro, em V. N. de Gaia), devido a não existir professores disponíveis para serem vigilantes.
Dos 4120 candidatos inscritos, apenas 2745 estiveram presentes na prova, e destes, presumivelmente 137 (5% dos presentes) não entregaram uma prova válida.
Simplificando, dos 4120 candidatos, apenas 2608 realizaram a prova. Assim sendo, foram aproximadamente 37% dos docentes inscritos que se recusaram a fazer esta 2ª chamada da prova.
Acho que este número é significativo para mostrar o descontentamento dos professores, e isto falando apenas dos intervenientes diretos. Seria também muito interessante em saber o número de vigilantes que se recusaram a ir vigiar os seus colegas.
Se juntarmos a estes os que demonstraram desde início a sua oposição a esta prova, não se inscrevendo na prova, não aparecendo na prova de dia 18 de dezembro, fazendo greve à vigilância dessa prova ou apoiando as ações, é demasiado evidente que praticamente todos estavam contra esta prova.
Olhando para a prova em si, esta em pouco foi diferente da realizada em dezembro relativamente à sua forma. Trata-se apenas de uma espécie de teste psicotécnico que em nada consegue avaliar as capacidades como professor (como se tal fosse sequer possível através de uma prova escrita).
E a consequência da não realização da PACC? Bem, essa está explícita no comunicado do MEC, onde refere que esta "... será aplicada nos concursos de seleção e recrutamento de professores para o ano letivo de 2014/2015.". Possivelmente, quem não a realizou (ou não obteve aprovação) será excluído das listas definitivas de ordenação e colocação.
Assim sendo, os sacrificados são os que tentaram lutar contra a aplicação desta prova, como referi aqui. Estes ficam desde já excluídos dos concursos ao abrigo do DL 132/2012 deste ano letivo, restando um ano percorrendo outro caminho que não a escola (tendo ainda a hipótese das AECs).
Mas presumo que os sindicatos ainda irão contestar a aplicação do resultado da prova nos concursos que já estão a decorrer (embora considero que, estando a prova validade, um desfecho positivo é improvável).
Falta apenas saber qual a solução do MEC para aqueles que não realizaram a prova na Escola Secundária de Oliveira do Douro, para aqueles que, comprovadamente, foram impedidos de realizar a prova em dezembro e não constavam das listas para esta prova e aqueles que, comprovadamente, não podiam realizar a prova nesta data.
Como este MEC é teimoso irá continuar com isto e para tal: quem não foi convocado e deveria ter sido será dispensado este ano da sua realização; quem estava em situações de doença comprovada, licença de maternidade e gravidez de risco, a 22 de julho e esteve presente a 18 de dezembro será também dispensado de a realizar este ano. E quem a não realizou em Oliveira do Douro acontecerá o mesmo: dispensa.
ResponderEliminarTambém acho que será exatamente isso que irá acontecer, para dizer que não prejudica ninguém e levar os resultados da PACC em frente.
EliminarE aqueles professores que tem uma declaração da escola a atestar a falta de condições para a realização da prova?, aconteceu em várias escolas do Barreiro.
ResponderEliminarMais acrescento que houve professores que realizaram a prova com a porta fechada e extensão de horário, 13h20.
Todas essas situações devem ser informadas ao Júri, já que, pelo que parece, todas essas situações serão analisadas caso a caso, como foi indicado neste post: PACC - Qual a solução para os que não fizeram a prova devido aos protestos e erros?
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