sábado, 31 de maio de 2014

A Providência Cautelar na RTP

É uma reportagem pequena, onde muito faltou dizer, mas tal deve-se à necessidade editorial de ficar pelo essencial.
O que foi dito e ficou de fora:
  • Os concursos internos e externos deveriam ser anuais, e assim estes problemas nem se colocariam;
  • Tendo esta providência, ou a ação principal, sucesso, as vagas libertadas pelos docentes de quadros deveriam ser recuperadas. No caso dos QA/QE, poderiam ser transformadas em vagas de QZP dessa escola (ou manter-se a concurso a vaga QA/QE);
  • Aos docentes contratados já deveria ser aplicado há muito a diretiva comunitária em que, após 3 anos de contratos anuais e sucessivos, vinculariam;
  • Não deveria haver prioridade na Mobilidade Interna dos QZPs concorrerem à frente dos QA/QE.
Fica aqui a reportagem:
"Não é com uma injustiça que se resolve outra injustiça!"

36 comentários:

  1. O colega que falou devia ter vergonha... Efetivou pagando um curso que não conseguia tirar no público ultrapassando centenas e centenas de colegas!

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    1. Era possível efetivar pagando um curso? Não sabia disso...
      E conhecendo extremamente bem o colega, sei que o tempo que ele passou na mui nobre Faculdade de Ciências do Porto não lhe permitiu tirar o curso por ter-se envolvido em outras coisas (praxe, associação de estudantes,...) que ele erradamente deu primazia, e não por faltas de capacidade. Mais, essas capacidades mostrou-as logo inicialmente, tendo feito todas as cadeiras do 1º ano (mesmo já tendo iniciado o seu envolvimento mencionado anteriormente), algo que muito poucos fizeram, e mostrou de seguida na nova Universidade, já que ganhou todos os anos bolsa de mérito, pelo que não pagou o curso.
      E isto de falar de nós próprios na 3ª pessoa não fica lá muito bem, sobretudo depois do Arlindo já ter referido quem sou.
      Prazer, Bruno Gomes. E o colega é?

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  2. Só efetivou em Aljustrel porque quis! Ninguém o obrigou a concorrer para essa zona do país!

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    1. Sim, foi opção minha concorrer para todo o país, tendo efetivado em Aljustrel, já que sabia que a partir do momento que entrasse nos quadros, teria sempre prioridade nos concursos em relação aos colegas contratados. Acredite que colocação perto de casa iria continuar a ter como contratado, mas são os objetivos da vida que me fez tomar essa decisão: efetivar longe, única forma de efetivar, para que passado uns anos pudesse aproximar-me da minha residência. Na função pública, e também na privada, os que têm contrato por tempo indeterminado sempre têm prioridade em relação a quem não tem esse vínculo. Porque há-de agora ser diferente para os professores?

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    2. Estamos contigo Bruno, nem te dignes responder a tanta parvoice. Deve ser gente que pediu indemnização por caducidade de contrato no ano passado e este ano está sentada à espera de efetivar porque nunca teve indemnização por caducidade.

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    3. E quando concorreu não sabia que era, no mínimo, por quatro anos???? Não leu a legislação???? Típico...

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    4. Sabia perfeitamente, sabia que pelo menos esses 4 anos eram para serem passados lá. Eu sempre tive muito cuidado em conhecer a legislação ligada à minha profissão (como acho que é capaz de reconhecer lendo os meus posts neste blogue), pelo que passei lá 3 anos, mudou a legislação e fiquei apenas a 60km de casa por mobilidade interna no último ano letivo. Este ano tive que voltar para a escola onde sou Quadro, Aljustrel, por não conseguir a mobilidade interna (embora tenha visto recentes vinculados extraordinariamente ficado em qzp e concorrido nessa mobilidade em 1ª prioridade, ficado perto de minha casa, e eu em 2ª prioridade).
      Mas se quiser falar de legislação, pode sempre ler a Lei de Bases da Função Pública (Lei 12A/2008), especialmente o ponto 4 do artigo 6º, e depois diga alguma coisa, se faz favor.

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    5. Se houvesse justiça, acabava a mobilidade interna! Ocupar duas vagas é que é uma grande injustiça, e não abrir vagas para contratados!

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    6. Justiça, tal como disse, era concurso interno e externo anual, e nada disto se passaria. E como ocupa 2 vagas? Está numa escola por mobilidade, outro estará na escola de onde foi libertada a vaga...

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    7. Não existe no país mais nenhuma profissão onde haja "concurso obrigatório" para mudança de lugar, a não ser para os professores! E ainda reclama???? O vosso sonho é ficarem na escola que escolherem, e se não tiverem alunos, melhor, desde que ganhem um bom ordenado. Tenham vergonha!!!!!!

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    8. Concurso obrigatório até pode não haver em alguns casos, mas sabe que quando abre uma vaga em algum serviço público, quem já tem vínculo ou contrato a tempo indeterminado com o Estado tem prioridade em relação a qualquer outro?
      E os concursos de professores existem devido a abrir sempre centenas/milhares de vagas todos os anos, facilitando assim os processos de colocação.
      Quando não se sabe bem o que se diz, mas vale nada dizer....

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    9. "...centenas/milhares de vagas todos os anos..." ??? Pois sim, até houve anos em que foram menos de meia dúzia... Mas concordo quando diz " Quando não se sabe bem o que se diz..." , e pode ter a certeza que eu sei o que digo, o vosso papel de "mártires" da nação já teve melhores dias.

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    10. Se sabe, infelizmente ainda não o demonstrou... Quanto a "mártires", ninguém esta a tentar ocupar essa posição, apenas se fala sobre justiça. Infelizmente, nem todos conseguem perceber bem isso, felizmente muitos conseguem.
      Cumprimentos

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    11. Cumprimentos também para si, espero que ao menos seja um bom professor! Boa noite!

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    12. Acho isto muito caricato pois tanta gente contra os professores...e todos precisam/precisaram alguma vez deles...As pessoas que às vezes tecem certos comentários já pensaram que sem a ajuda dos professores não eram nada na vida...não vinham para aqui dizer parvoíces... não sabiam ler e muito menos escrever...sou Engenheiro/professor e as pessoas não sabem nada da nossa vida...é incrível quando dizem que somos malandros, não trabalhamos nada...muitas férias...O que não é veradde pois realmente temos um horario letivo de x horas mas temos horario que nao é contabilizado...reunioes, correção testes, vigilancias, documentos, tirar duvidas alunos, os intervalos letivos durante o dia (também estamos no posto de trabalho...mas não conta), (Se calhar o nosso amigo Anónimo até vai fumar dentro da hora de trabalho... Bom, mas o meu produto sai e fico feliz quando levo alunos fazer o estagio curricular nas empresas e estas ficam contentes com o contributo que os alunos levam inclusive bastantes ficam empregados nessas empresas. Então alguma coisa fizemos...o sistema é que anda mal...por isso VALORIZEM ESTA PROFISSÃO...O que uns fizeram no passado é verdade mas hoje em dia isso já não se passa... em relação aos concursos sou contratado e por este andar nunca deixarei de ser contratado mas concordo que deveria haver preferência para as pessoas dos quadros para se aproximarem à sua residência. Não comparemos aquilo que não é comparável pois quando concorremos no ensino é a nível nacional, se queremos entrar , e depois vamos aproximando à residência...no privado/empresa concorro a um sitio especifico...todos temos capacidade de raciocínio e conseguimos pensar um pouco... Boa sorte a todos.

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  3. Para o colega anónimo que não dá a cara... Deve ter a memória curta. Pergunto eu, se acha justo os professores QZP que também concorrem para um quadro de zona por vontade própria e depois na mobilidade interna concorrem na primeira prioridade para uma escola perto da sua área de residência colocando as escolas do seu QZP no final. Ficando assim a frente dos professores do quadro apesar de terem uma graduação menor. ALGUÉM os obrigou a concorrer a UM QZP. O meu nome é Rui Silva e não tenho medo de dar a cara. E não estou contra os contratados até acho que devem haver mais vagas de acordo com as reais necessidades das escola....

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    1. Como pode o nosso ensino " progredir" com estes "Professores"???!!!! Só se preocupam com a vida dos outros...

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  4. Bruno,

    Sou contratado há 20 anos. Tive até hoje UMA oportunidade de efetvar, mas não o fiz porque as minhas circunstâncias de vida na altura não o permitiam. Efetivar é uma opção, assim como não efetivar também. Cada um de nós conhece os motivos que nos levam a exercer determinadas opções. E essas opões são nossas e apenas a nós dizem respeito. Portanto, não entendo os colegas que acusam o Bruno de ter feito opções erradas.
    Obviamente, este concurso prejudica quem já está nos quadros. Portanto, a providência cautelar é justa e pertinente, embora prejudique os meus interesses. Mas para lá dos meus interesses particulares está a capacidade que deveremos ter de compreender que as regras subvertem a equidade que deveria existir entre todos os candidatos. Infelizmente, alguns não o percebem e, pior, escudam-se atrás da cobardia do anonimato.

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    1. Obrigado Sérgio, pelas palavras corajosas. Eu sei que muitos professores contratados reconhecem que está a haver uma subversão das situações, e que é algo que apenas está a servir para tentar dividir os professores.
      Infelizmente, como dizes, alguns não percebem ou não querem perceber, já que não dá jeito.
      Muito obrigado e boa sorte para os concursos que se aí vêm.
      Abraço

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    2. Sérgio, é de pessoas assim honestas que este mundo precisa.

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    3. Se já estão nos quadros são prejudicados? Têm que ir trabalhar para Angola, Moçambique, Brasil, ou outro país? Têm que deixar a família que vão ver de 6 em 6 meses? Não? Então são prejudicados no quê? Tenho muita pena, mas é de quem não tem emprego sequer.

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    4. E estamos a prejudicar alguém? As vagas não se manteriam as mesmas, já que eram libertadas pelos professores do quadro para os professores contratados, mantendo, no final, o número de novos professores vinculados praticamente o mesmo? O prejuízo falado é de uma possível ultrapassagem, quando não há necessidade dessa injustiça acontecer indo todos a concurso...
      Quem está efetivo bem longe também tem de fazer muitos sacrifícios para poder ir ver a família, e apenas querem tentar aproximar um pouco mais dessa família, mas sem sequer tirar lugar para quem vai entrar nos quadros.

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  5. O colega defende. portanto, que toda e qualquer vaga passe por análise detalhada do corpo docente efetivo e a nível nacional, antes de ser posta à disposição de um contratado. E só deve ser entregue a um contratado quando rejeitada por todo e qualquer docente, efetivo. É isso? O que tornaria o vínculo na carreira uma espécie de super poder!!! UOW! Também quero!

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    1. Chama-se a isso concurso interno em simultâneo com o concurso externo. Não é nenhum super poder e até ao ano passado sempre foi assim.

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    2. Mariazinha o seu comentário era desnecessário...

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    3. E a palavra "extraordinário" continua a não fazer nenhum tipo de reação química nesses neuróticos. Fantástico!!!

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  6. Prof. Infinito, estou numa situação em tudo similar à sua e subscrevo tudo o que tem vindo a publicar. O concurso interno tem que voltar a ser anual, tal como já está previsto para o externo e a GRADUAÇÃO, como em qualquer país civilizado, tem que voltar a ser o único critério em TODOS os momentos do concurso. Creio que nisto não há qualquer cisão entre quadros e contratados. Haja respeito e ganhamos todos. Obrigada por este espaço de reflexão de grande qualidade e pela coragem de dar a cara.

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  7. E quem efectivou contra a sua vontade, obrigado a concorrer a determinada zona longínqua? Ah, pois é!

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  8. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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    1. Insultos ou palavras impróprias não são admitidas nos comentários deste blogue. Se quer comentar e dar a sua opinião, faça-o de uma forma civilizada.

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    2. Não compreendo? Como pode ver tal opinião como insultuosa? Utilizei adjetivos adequados e nenhuma palavra imprópria! Quem censurou o comentário anterior não merece tanta projeção! Mais uma vez repito, tenha vergonha!

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    3. Se considera que o adjetivo que utilizou não é um insulto, temos formas de interpretar bem diferentes sobre o adjetivo em questão. Visto que sou eu o moderador deste blogue, cabe-me a mim decidir. Basta comentar sem palavras impróprias ou insultos, que tal serão sempre aceites.
      Recomendo também o uso de nome, ou pelo menos um pseudónimo para ser mais fácil identificá-lo.

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    4. E respondendo à parte normal do seu comentário eliminado, você está a 60km de casa, eu estou a 450km. Mas acha que estamos na mesma situação... Mas mesmo se tivesse a 20km, e nem tivesse interesse em concorrer, continuava a ver isto como uma injustiça que é.
      Estabilidade queremos todos, e todas as injustiças devem ser combatidas. Esta é uma delas (os professores do quadro não poderem concorrer), outra é os professores contratados com mais de 3 anos de tempo de serviço não vincularem, outra é as prioridades na mobilidade interna, outra é não haver concursos todos os anos,...
      Estou nesta luta, como já tive em outras, e como estarei nas que aí vêm.

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    5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. Caro infinito, concordo!!!!

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